segunda-feira, julho 06, 2009

charada

Pergunta: O que Sintra, um telemóvel, o arco da Rua Augusta e um casal espanhol têm em comum?
Resposta: A minha distracção e, aqui e ali, alguma falta de jeito.

Passo a contar.
Pela primeira vez na vida, perdi um telemóvel. Nunca tal me havia sucedido... até ontem. Foi em Sintra, em plena entrada para o Palácio da Pena, que dei por falta dele. Demos voltas de cão, deixamos o contacto nas bilheteiras, enfim... Durante todo o dia, ligou-se "n" vezes para o meu número, na esperança de que alguém o tivesse encontrado. Resultado nulo!

À noite, já no cinema, a surpresa. Recebemos uma mensagem do meu número (algo esquizofrénico) em espanhol. Saí da sala de cinema e liguei logo para mim mesmo (esquizofrenia ao máximo, aqui). Um casal espanhol, de férias em Portugal, havia encontrado o telemóvel e queria encontrar-se comigo para o devolver. Fiquei radiante, não pelo valor do aparelho, mas pelo conteúdo. Apressei-me a combinar o encontro. A sugestão partiu deles: debaixo do arco da Rua Augusta, às 13h de hoje (segunda). E lá fui eu para um blind-date internacional.

Pormenor importante: a meio da manhã de hoje, tentei ligar de novo para mim mesmo (esquizofrenia rula!) e o telemóvel estava desligado... Pânico! Como iria eu reconhecer o casal espanhol? Mesmo assim, arrisquei e fui à aventura. E ainda bem. Debaixo do arco, estava um rapaz e uma rapariga com o meu telemóvel na mão. Devo ter feito um sorriso tão rasgado ao ver o meu Nokia que a espanhola desatou a rir quando olhou para mim. E lá fiz a troca. Sim, troca. Fiquei com o meu telemóvel e ofereci-lhes um vinho alentejano. Era o mínino...

Com tudo isto fiquei a:
- conhecer quase todos os funcionários do call-center da Vodafone, de tantas vezes que para lá liguei;
- saber que os espanhois não percebem mesmo NADA de português, uma vez que o idioma do meu telemóvel estava alterado para espanhol...

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