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segunda-feira, fevereiro 28, 2005

do nada...

Do nada (ou talvez de algum lugar) surgiu uma vontade de ouvir em loop esta música dos The Gift. Sim, eles outra vez...

Give me please five minutes of everything
Those days when you wake up
And there's no one by your side
My arm slides slowly to my left side
And to my right side, there's no one there
To kiss you or to hear you
And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything
Those days when you walk at the bar
And try to keep a conversation with somebody else
And no one out there you could sit down or walk
There's no one there.

Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Five minutes of passion
And no one knows the right place to go
No meaning or just self-control maybe
And you walk out of there
You need to talk with somebody else
And to know the problems are waiting for
Outside the door
Are waiting for
The clock won't stop
And even if it stops
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Of passion
Five minutes of everything
Of everything

Maybe you want to talk about old questions
Right next to my ear
But I don't care about those silly things
Cause all I need is five minutes of everything

The Gift - Five Minutes of Everything (Álbum Film)

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

música com sabor

Share the songs with a friend, he will know your thoughts, he knows your songs, he brings the light you wish, you need to, it’s the cure to your lonely time. (1977 - The Gift)

Mais uma vez os The Gift servem de mote. Ouvir este tema hoje quando vinha da escola fez-me pensar no facto de como descobrir música já não é o que era. Não que goste mais ou menos de o fazer, mas com o passar dos anos sinto que algo mudou. A evolução a nível de suportes, divulgação e disponibilização de temas trouxe as suas vantagens, mas quanto a mim perdeu-se algo muito importante que tem a ver com o "valor" que atribuímos a uma determinada canção ou álbum.

Lembro-me que no início dos anos 90 – a altura em que "despertei" mais para a música, apesar de nos anos anteriores ter ouvido muita (essencialmente clássica) – as rádios, mais libertas que estavam de todas as contingências actuais, eram o principal veículo através do qual se conheciam coisas novas. Os dias passados a ouvir atentamente as saudosas rádio energia e super fm à espera que determinado tema tocasse para finalmente o gravar em cassete, trazem-me uma grande saudade. Eram horas fantásticas porque durante a espera íamos ouvindo dezenas de outros temas, tomando contacto com um número muito mais alargado de músicas. Nesta altura uma canção valia muito e conseguir gravá-la por inteiro sem os jingles das rádios pelo meio, para depois a reproduzir vezes sem conta, era uma vitória (para já não falar das lutas travadas com a antena para que a captação fosse a melhor). Ainda hoje guardo religiosamente muitas dessas cassetes e recordo-me de muitas das sequências musicais que elas contêm. Sei os temas que vêm a seguir uns dos outros e inclusivamente, em alguns dos casos, consigo lembrar-me dos jingles colocados no meio das músicas de tal forma que hoje, quando ouço alguns desses temas em CD ou nas rádios actuais, dou por mim a identificar o sítio exacto em que entrava o jingle da rádio...

Tudo mudou. Hoje, ouvimos um tema na rádio ou ficamos a conhecê-lo através dos amigos e rapidamente o conseguimos obter via download. Completo, sem jingles pelo meio e com um óptimo som. Ganhámos rapidez, perdemos a magia de aprender a descobrir música e deixamos de saborear a emoção de esperar horas, dias até, para poder ouvir uma canção e disputar com os amigos o grande feito de a ter conseguido gravar. Ouço muita música, mas sinto que antes a coisa era menos plástica, tinha mais calor, mais emoção e um outro sabor mesmo que o som muitas vezes não fosse o desejável. O sabor da descoberta, da partilha, do devorar rádio horas a fio em busca do tal tema, aquele que tanto queríamos ter para ouvir, e ouvir, e ouvir...

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

porquê, gripe?

Gripe, constipação, mal-estar, mau-humor e sensações decadentes à parte, eis que regresso ao activo depois desta longa ausência. Que me perdoem os mais assíduos visitantes deste cantinho, mas há alturas em que se torna difícil arranjar tempo, assunto ou mesmo paciência para escrever breves linhas que sejam.

É verdade, a gripe acabou por me atingir deixando-me num estado que há muito não experimentava. Hoje, depois de tudo ter passado, pergunto que raio de doença é esta que nos deita abaixo de tal forma que deixamos de ter paciência para fazer mesmo aquelas coisas que mais gostamos. Tudo se torna tão insuportavelmente irritante que por momentos o pânico invade a nossa mente fazendo temer que as coisas não voltem a ser como antes, que não voltemos a gostar do que gostávamos. É que nem a música sabe ao mesmo e aqueles temas que no momento nos viciam, tornam-se chatos e quase inaudíveis.

Porquê? Alguém me consegue explicar que raio de vírus é este que, além de nos impedir de sair de casa, torna qualquer permanência entre quatro paredes a coisa mais infernal do mundo. E o pior são as soluções que arranjamos para passar o tempo. A primeira acaba sempre por ser a televisão. Ligamos o aparelho, percorremos vezes sem conta os cerca de 50 canais disponíveis e acabamos por parar num dos nacionais. Fiquei a conhecer de trás para a frente o SIC 10 Horas mais o pato amestrado, a Praça da Alegria e a palhaça giroflé (será esse o nome?), o Você na TV e os conselhos para uma boa depilação... O auge foi no Às 2 por 3 quando dei por mim a torcer por uma velhota que estava a jogar a Árvore das Patacas... Enfim! Fiquei com um curso intensivo de programas para donas de casa. É estúpido, mas a gripe parece que nos hipnotiza e obriga a assistir a este tipo de entretenimento. Será que a audiência habitual está num estado de gripe permanente? Começo a pensar que sim...

Volto-me então para a Internet. Mais uma tentativa falhada porque cinco minutos mais tarde já não consigo estar sentado. Ler, ouvir música ou mesmo estudar parecem ser tarefas excessivamente intelectuais para um cérebro que insiste em nada pensar, em nada fazer, em simplesmente não agir! Volto para a televisão. Mais uma rodada pelos 50 canais do cabo para terminar sempre nos mesmos...

Porquê, pergunto eu. Porque nos deixa a gripe neste estado? Felizmente já passou. Voltei ao meu estado normal depois de uma ausência forçada. É bom estar de volta. É bom ser eu!