Queria apenas compreender que aptidão é esta que me faz ficar, repentinamente, nas situações mais estranhas e, ao mesmo tempo, surpreendentes. Este ano tem sido particularmente fertil em casos complicados, confusões e mal (ou então não) entendidos. Parece que cada passo dado, ao invés de ser um avanço, mostra-se um real recuo, nomeadamente ao nível das relações com os outros.
Como exigente que sou (com os outros), mas principalmente comigo mesmo, tenho perdido algum tempo a analisar tudo o que se tem passado nos últimos meses (apesar das auto-análises serem sempre perigosas e pouco distanciadas). As pessoas envolvidas são diferentes, tal como cada situação se tem revestido de contornos muito próprios e peculiares. A que conclusão chego? Apenas a uma: gostava que, na maioria dos casos, o problema se revelasse meu e só meu. Confesso que, após identificação da falha, seria bem mais fácil resolver a situação (ou as situações). Quem me conhece sabe que sou o primeiro a querer as coisas bem resolvidas e definidas. Quem acha o contrário, então, muito possivelmente, não me conhece (ou não quer conhecer). Chego à conclusão que posso ter falhado aqui e ali, mas percebo que não foram essas minhas falhas as principais responsáveis pelas rupturas ou pelos problemas.
Então deves sentir-te melhor, após esta análise, não? - perguntam vocês. Eu respondo: não, de forma alguma. Os amargos de boca continuam e a irritação por não conseguir muitas vezes ser ouvido está cá. Dentro de mim, vive ainda a raiva pelo facto dos argumentos que me atiram à cara serem, na maioria das vezes, falaciosos (para já não falar daqueles que, por falta de outros recursos argumentativos/real inteligência, caem no insulto barato).