quinta-feira, novembro 09, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
morangadas
Enquanto aguardava pela minha vez no dentista, fui obrigado a assistir a esse belo programa chamado Clube Morangos. A pergunta impõe-se:
O que é aquilo, hein!?
segunda-feira, novembro 06, 2006
nomes
Não consigo entender esta mania de dar nomes exóticos e supostamente diferentes aos bébes. Será que os pais ainda não entenderam que podem estar a criar uma classe crianças potencialmente alvo de gozo pelos colegas de escola?
terça-feira, outubro 31, 2006
fácil de entender
Com uma capa incrível como esta, é fácil de entender que este é mais um grande trabalho dos enormes The Gift. Anseio comprá-lo!
quinta-feira, outubro 26, 2006
music
Na data em que se assinala o Dia do Músico, um agradecimento aos magnos criadores de melodias que servem de banda sonora da minha vida, das minhas paixões, dos meus momentos bons e menos bons. Aos músicos, o meu obrigado por me fazerem sonhar. Por me tocarem com a vossa Arte.
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me…
Music – The Gift
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me…
Music – The Gift
terça-feira, outubro 24, 2006
uma questão de asas
Uma galinha não se dá com porcos porque quer. Uma galinha dá-se com porcos porque tem asas que não são. Não desenvolvem. São pífias. São asas que são pífias.
Bruno Nogueira no anúncio do Millennium.
Bruno Nogueira no anúncio do Millennium.
segunda-feira, outubro 23, 2006
little miss sunshine
Este é o trailler de Little Miss Sunshine. Em Portugal, alguém decidiu chamar-lhe Uma Famíla à Beira de Um Ataque de Nervos.
O concurso de misses, a banda sonora do filme, a filha que quer ser miss, a carrinha amarela (saimos do filme com vontade de ter uma igual), a buzina da carrinha que ganha vida própria, o filho que fez voto de silêncio, o avó drogado, o irmão da mãe que é gay e suicida, o pai que transforma qualquer conversa num acto de venda de métodos para atingir o sucesso e a mãe que aguenta com todos eles. Ingredientes mais que suficientes para um dos filmes mais divertidos a que assisti nos últimos tempos, pleno de um humor simples, mas não básico. Recomendo!
sábado, outubro 21, 2006
pergunta do dia #1
Como é que consegui viver sem via verde até hoje?
Agora só falta esperar que a cada passagem na ponte ela deixe de dar alarme...
Agora só falta esperar que a cada passagem na ponte ela deixe de dar alarme...
quarta-feira, outubro 18, 2006
pobreza
Comemora-se hoje, dia 17 de Outubro, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Devo dizer, antes de mais, que não acredito em solidariedade e nem acho que esse seja o caminho para resolver os problemas. Dar uma esmola é eficaz nos minutos seguintes, mas em nada contribui para a real emancipação dos indivíduos a viver em situações abaixo daquilo que deveria ser normal. O importante é criar condições para a sua progressão social, dando-lhes hipóteses de ascenderem a uma vida digna. E não é com esmolas que isso se consegue...
Esta tarde recebi um e-mail enviado pela Cais, uma Associação de Solidariedade Social que todos conhecem pela revista com o mesmo nome. Junto com a mensagem, vinha um pequeno jogo que se pode jogar online, cujo objectivo é descobrir as diversas formas de pobreza. Não que ajude a resolver os problemas, mas se vos fizer pensar por breves minutos, pode ser que alguma coisa mude. Para jogar, cliquem aqui.
Esta tarde recebi um e-mail enviado pela Cais, uma Associação de Solidariedade Social que todos conhecem pela revista com o mesmo nome. Junto com a mensagem, vinha um pequeno jogo que se pode jogar online, cujo objectivo é descobrir as diversas formas de pobreza. Não que ajude a resolver os problemas, mas se vos fizer pensar por breves minutos, pode ser que alguma coisa mude. Para jogar, cliquem aqui.
sábado, outubro 14, 2006
música para viciar #4
À falta da versão Club Mix (muito mais apelativa e viciante que o original) aqui fica o vídeo de Headman para o tema Moisture. Se gostaram desta, então ouçam a versão que vos falo. É vício completo!
quarta-feira, outubro 11, 2006
sonho
Bem-haja quem inventou o sonho!
Capa que protege todos os humanos pensamentos!
Manjar que tira a fome; água que apaga a sede;
Fogo que afasta o frio; frio que tempera o calor!
Enfim… moeda geral com que todas as coisas se compram…
Miguel Cervantes
Capa que protege todos os humanos pensamentos!
Manjar que tira a fome; água que apaga a sede;
Fogo que afasta o frio; frio que tempera o calor!
Enfim… moeda geral com que todas as coisas se compram…
Miguel Cervantes
terça-feira, outubro 10, 2006
what I need
When you get what you want but not what you need, dizem os Coldplay.
Há algum tempo que não ouvia esta música, mas parece que o player em shuffle voltou a pregar-me uma partida e pôs-me, mais uma vez, a pensar nos porquês da vida. Afinal qual a diferença entre o que queremos e o que necessitamos? É que às vezes, mesmo sem estarmos disso conscientes, o que nos acontece pode ser, afinal, tudo o que precisamos, mesmo que nunca nisso tenhamos pensado. E aquilo que queremos (ou que queríamos) é precisamente o que nos vai (ou iria) fazer mal… E é incrível como as coisas acabam por acontecer na altura certa. E é incrível a forma como as pessoas podem surpreender tanto e fazer-nos tão bem... Os últimos dias têm sido disso um exemplo…
Há algum tempo que não ouvia esta música, mas parece que o player em shuffle voltou a pregar-me uma partida e pôs-me, mais uma vez, a pensar nos porquês da vida. Afinal qual a diferença entre o que queremos e o que necessitamos? É que às vezes, mesmo sem estarmos disso conscientes, o que nos acontece pode ser, afinal, tudo o que precisamos, mesmo que nunca nisso tenhamos pensado. E aquilo que queremos (ou que queríamos) é precisamente o que nos vai (ou iria) fazer mal… E é incrível como as coisas acabam por acontecer na altura certa. E é incrível a forma como as pessoas podem surpreender tanto e fazer-nos tão bem... Os últimos dias têm sido disso um exemplo…
sábado, outubro 07, 2006
kita essa dama
"Esta noite eu vou esquecer toda a semana..."
É este o início de um refrão orelhudo para uma música não menos orelhuda. O regresso dos Cool Hipnoise, quanto a mim em grande forma. Kita Essa Dama é o single de avanço que já se ouve na respirável (Oxigénio - 102.6). E um dos meus últimos vícios...
Podem conferir aqui.
É este o início de um refrão orelhudo para uma música não menos orelhuda. O regresso dos Cool Hipnoise, quanto a mim em grande forma. Kita Essa Dama é o single de avanço que já se ouve na respirável (Oxigénio - 102.6). E um dos meus últimos vícios...
Podem conferir aqui.
orgasmos...
...gastronómicos! Eis o que sinto a cada garfada da comida do restaurante nepalês, em Carcavelos. Frango com molho de caril e espinafres e gambas com molho de caril e côco foram os pratos de ontem. Para quem gostar do género, recomendo a visita.
PS: Aos interessados, eu tento explicar como se vai lá ter.
PS: Aos interessados, eu tento explicar como se vai lá ter.
quarta-feira, outubro 04, 2006
morning start
Ahhhhhh! Nada mais resfrescante do que começar o dia a bater numa tia montada no seu jeep que, à saída de uma rotunda, decide travar a fundo. Só espero é que a cabra desocupada (sim, tinha todo o aspecto de quem não faz nada na vida) não decida inventar que lhe risquei o parachoques e me faça entrar em despesas...
media
Assusta-me a forma como os media têm a vida facilitada para moldar, à sua vontade, a vida, os gostos e as escolhas dos cidadãos. Ontem de manhã, pelas 9.30h, fui à farmácia e quando lá entrei uma velhota discutia com a funcionária, exigindo que esta lhe vendesse a vacina para a gripe. Mesmo após as explicações da farmacêutica, que dizia que aquele era o primeiro dia de administração da vacina e que as doses ainda não haviam chegado a nenhuma farmácia, a idosa insistia que tinha visto na televisão, minutos antes, pessoas a serem vacinadas.
Ora, aquilo que a velhota viu foram imagens de arquivo, provavelmente dos actos de vacinação do ano passado, mas na sua inocência acreditou que as imagens haviam sido captadas nessa mesma manhã. Agora digam-me: se aquela senhora acreditou desta forma no que viu, provocando uma discussão, imaginem o que outras imagens e conteúdos podem fazer na mente das pessoas mais desprevenidas. E até na cabeça das mais informadas...
Ora, aquilo que a velhota viu foram imagens de arquivo, provavelmente dos actos de vacinação do ano passado, mas na sua inocência acreditou que as imagens haviam sido captadas nessa mesma manhã. Agora digam-me: se aquela senhora acreditou desta forma no que viu, provocando uma discussão, imaginem o que outras imagens e conteúdos podem fazer na mente das pessoas mais desprevenidas. E até na cabeça das mais informadas...
domingo, outubro 01, 2006
amigos
Da mesma forma que dizemos aos nossos amigos o quão importantes eles são na nossa vida, não será também correcto ter a capacidade/coragem de dizer a certas pessoas que não conseguimos com elas estabelecer aquela relação de amizade que desejamos?
E o pior é que a razão não é não gostar dessas pessoas ou acha-las pouco importantes; é exactamente o inverso... É acha-las especiais demais (porque são!). Trata-se, tão simplesmente, de não conseguir avançar para um outro estádio da relação, bem diferente do anterior. Culpa minha? Talvez.
E o pior é que a razão não é não gostar dessas pessoas ou acha-las pouco importantes; é exactamente o inverso... É acha-las especiais demais (porque são!). Trata-se, tão simplesmente, de não conseguir avançar para um outro estádio da relação, bem diferente do anterior. Culpa minha? Talvez.
sexta-feira, setembro 29, 2006
eu desculpo
Um terço dos portugueses (cerca de 3 milhões) acreditam que a Sida se transmite através do beijo ou numa casa de banho. E eu acho que tal falta de conhecimento é desculpável. Afinal, muito provavelmente, estas são as mesmas pessoas que sabem os nomes de todas as personagens, enredos e afins das 300 novelas que a TVI transmite todas as noites...
quarta-feira, setembro 27, 2006
se...
E a meio de uma tarde de trabalho o outlook presenteou-me com um mail que tinha esta imagem. Apesar de raramente me arrepender do que faço, foi inevitável pensar em frases e situações começadas por: "Se eu não...".
segunda-feira, setembro 25, 2006
lição de hoje: como não ser visto
E agora uma pequena aula pela mão dos Monty Python. O tema de hoje é: "Como não ser visto".
PS: Retirado de "And Now Something Diferent", dos Monty Python, um dos filmes que vi durante o fim-de-semana.
PS: Retirado de "And Now Something Diferent", dos Monty Python, um dos filmes que vi durante o fim-de-semana.
sábado, setembro 23, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
para ver... #2
Este é daqueles filmes que deveria ganhar o mesmo estatuto que plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho tem para fazer do homem (e mulher) um homem (ou mulher).
É um dos filmes da minha vida. Uma das películas que me faz pensar se não será mesmo "o" filme. Pela magia, pelo sonho, pela animação, pela música, pelo natal, pela primeira vez que o vi. As razões são muitas e nem sei se serão as melhores para justificar o que sinto por Nighmare Before Christmas ou, em português, O Estranho Mundo de Jack.
Eis um pequeno excerto para que se deixem contagiar.
É um dos filmes da minha vida. Uma das películas que me faz pensar se não será mesmo "o" filme. Pela magia, pelo sonho, pela animação, pela música, pelo natal, pela primeira vez que o vi. As razões são muitas e nem sei se serão as melhores para justificar o que sinto por Nighmare Before Christmas ou, em português, O Estranho Mundo de Jack.
Eis um pequeno excerto para que se deixem contagiar.
quarta-feira, setembro 20, 2006
coisas desnecessárias
Lavar o carro é das coisas mais desnecessárias e dispensáveis do mundo. Perdoem-me os mais cuidadosos (confesso que não o sou com a viatura), mas não consigo entender o porquê de gastar litros e litros de água, usar detergentes e outros produtos prejudiciais ao meio ambiente e perder horas úteis de vida a limpar um objecto (sim, o carro é um simples objecto) que daí a umas horas já está todo sujo e cheio de pó.
E o problema nem é tanto do tempo e trabalho desperdiçados (cada um goza o tempo livre como bem entende), mas já pensaram quantos milhares de litros de água são gastos todos os fins-de-semana com as limpezas dos carros?
E o problema nem é tanto do tempo e trabalho desperdiçados (cada um goza o tempo livre como bem entende), mas já pensaram quantos milhares de litros de água são gastos todos os fins-de-semana com as limpezas dos carros?
segunda-feira, setembro 18, 2006
arrancar
O arranque depois das férias está a ser mais difícil do que alguma vez pensei. Normalmente demoro dois ou três dias a acordar, mas aterrei (sim, foi mesmo aterrar!) no work há uma semana e sinto que tudo isto é ainda uma realidade muito virtual. Serei só eu?
Que venha depressa mais um fim-de-semana! Ou então é tudo por ser segunda-feira...
Que venha depressa mais um fim-de-semana! Ou então é tudo por ser segunda-feira...
quinta-feira, setembro 14, 2006
férias de verão 2006: a banda sonora
Depois das fotos, a banda sonora que me acompanhou durante o verão. Não que me orgulhe especialmente de destacar algumas das músicas que apresento de seguida (na verdade salvam-se apenas duas ou três), mas quando decidi publicar os meus temas deste verão não as podia deixar de parte. Umas ficaram pelas noites, outras por terem repetido vezes sem conta na rádio durante as viagens para o Algarve (o Blunt e os Asher que me perdoem, mas não há quem os ature) e outras simplesmente porque sim.
Sem nenhuma ordem especial, eis a lista:
The Egg - Walking Away
Solu Music Feat. Kimblee – Fade
Matthew Herbert – Something Is Not Right
Kaleidoscopio - Você Me Apareceu
Tiga - You Gonna Want Me
James Blunt – Wiseman
Asher Lane - New Days
José González - Heartbeats
Sem nenhuma ordem especial, eis a lista:
The Egg - Walking Away
Solu Music Feat. Kimblee – Fade
Matthew Herbert – Something Is Not Right
Kaleidoscopio - Você Me Apareceu
Tiga - You Gonna Want Me
James Blunt – Wiseman
Asher Lane - New Days
José González - Heartbeats
domingo, setembro 10, 2006
férias de verão 2006: as imagens
Há muito que não tinha umas férias como estas. E nem foi preciso ir muito longe ou inventar muito. Basta estar com as pessoas certas e, principalmente, com aquele que considero o irmão que nunca tive. Foi um verão cheio de diversão, risos, amigos, descobertas, festas, milhões de mergulhos, muito bolo de bolacha (o melhor do mundo está mesmo em Albufeira), gelados, crepes e muitas outras comidas. Regresso a Lisboa revigorado e com baterias carregadas para enfrentar o desafio que do ano de trabalho e escola que se avizinha.Para mais tarde recordar, algumas das muitas imagens captadas ao longo de três semanas fantásticas. Obrigado mano!

O trio maravilha (da esquerda para a direita: Alex, Edgar e Eu)

Exposição de esculturas em areia. De ficar pasmado. Completamente!

Uma das nossas romarias: Feira Medieval em Castro Marim. Grandes noites...

Um jantar medieval regado com sangria, ou antes, com vinho de frutas.

A praia não podia faltar. Uma das praias mais fixes em que já estive: Ilha de Tavira.
O trio maravilha (da esquerda para a direita: Alex, Edgar e Eu)
Exposição de esculturas em areia. De ficar pasmado. Completamente!
Uma das nossas romarias: Feira Medieval em Castro Marim. Grandes noites...
Um jantar medieval regado com sangria, ou antes, com vinho de frutas.
A praia não podia faltar. Uma das praias mais fixes em que já estive: Ilha de Tavira.
quinta-feira, agosto 17, 2006
férias
Chegaram as férias. As da escola já se faziam sentir há umas semanas, mas eis que chegam as do trabalho. Hoje, ao final da tarde, rumo ao sul para uns dias longe do meu mundo e perto dos melhores amigos. Os relatos ficam para depois. Boas férias para todos!
sábado, agosto 12, 2006
geração canguru: a explicação
O prolongamento da escolaridade e a precariedade do emprego são responsáveis por um fenómeno transversal a toda a Europa: a estadia de jovens com mais de 30 anos em casa dos pais.
Há quem classifique esta nova classe de "geração canguru". Na boca do povo, são os "meninos da mamã". Em Itália, o prolongamento desta situação e a típica relação de dependência da mãe, levou os sociólogos a utilizar o termo "hotel mamma". Porque são os homens que demoram mais a sair de casa. Porque são as mães que mais exploram a força dos laços afectivos com os filhos.
Fonte: SIC online
E pois que estou contente. Pensava ser dos poucos que ainda estava em casa da mãe, mas agora sinto-me acompanhado. Afinal, a minha situação tem uma explicação de nível sociológico. Quanto à designação "menino da mamã"... bem, se excluir o facto da minha mãe me tirar as espinhas do peixe, acho que disso tenho muito pouco. Ou então não... :p
Há quem classifique esta nova classe de "geração canguru". Na boca do povo, são os "meninos da mamã". Em Itália, o prolongamento desta situação e a típica relação de dependência da mãe, levou os sociólogos a utilizar o termo "hotel mamma". Porque são os homens que demoram mais a sair de casa. Porque são as mães que mais exploram a força dos laços afectivos com os filhos.
Fonte: SIC online
E pois que estou contente. Pensava ser dos poucos que ainda estava em casa da mãe, mas agora sinto-me acompanhado. Afinal, a minha situação tem uma explicação de nível sociológico. Quanto à designação "menino da mamã"... bem, se excluir o facto da minha mãe me tirar as espinhas do peixe, acho que disso tenho muito pouco. Ou então não... :p
terça-feira, agosto 08, 2006
mp3 shuffle #3
Continuo a achar que o meu leitor de mp3, além de saber o meu estado de espírito, me conhece melhor que alguém. Cheguei ao trabalho, liguei-o em shuffle e eis a primeira música a entrar directamente na minha cabeça: I Better Be Quiet Now, de Elliott Smith.
Wish you gave me a number
Wish I could call you today,
Just to hear a voice.
I got a long way to go
Getting further away.
If I didnt know the difference,
Living alone would probably be ok.
It wouldnt be lonely.
I got a long way to go
Getting further away.
A lot of hours to occupy it was easy
When I didnt know you yet,
Things Id have to forget.
(…)
Wish I knew what you were doing.
Why you want to do it this way.
So I cant go the distance,
I got a long way to go,
I'm getting further away.
I got a long way to go
Getting further away.
Wish you gave me a number
Wish I could call you today,
Just to hear a voice.
I got a long way to go
Getting further away.
If I didnt know the difference,
Living alone would probably be ok.
It wouldnt be lonely.
I got a long way to go
Getting further away.
A lot of hours to occupy it was easy
When I didnt know you yet,
Things Id have to forget.
(…)
Wish I knew what you were doing.
Why you want to do it this way.
So I cant go the distance,
I got a long way to go,
I'm getting further away.
I got a long way to go
Getting further away.
quinta-feira, agosto 03, 2006
perfeitas sintonias
Depois de um dia de trabalho, três horas de praia. Depois de uma sessão de banhos, sol e areia, chegar ao carro, ligar o rádio e fazer o caminho até casa, olhando o oceano que fica para trás ao mesmo tempo que vamos sendo engolidos pela mata dos medos. Na rádio, Mary B (Oxigénio) dá o som e o mote para um final de tarde de verão em grande.
A isto chamo perfeita sintonia. Coisas tão diferentes, mas com tanto sentido. Se ao menos tudo fosse assim...
A isto chamo perfeita sintonia. Coisas tão diferentes, mas com tanto sentido. Se ao menos tudo fosse assim...
domingo, julho 30, 2006
rewind > pause
O que fazemos quando vemos parte da nossa vida projectada numa tela de cinema? Como reagir quando aqueles pequenos pormenores só nossos, e que julgamos terem acontecido apenas connosco, são imaginados por alguém e surgem no meio de uma história de ficção?
Aconteceu hoje quando vi o "The Lake House". Foram 90 minutos de constantes murros no estômago em que cada cena ou acontecimento pareciam ter uma ponte para a mais feliz das épocas da minha vida. Foram 90 minutos de constantes murros no estômago. E estes, agora, são muitos mais pedaços de tempo a digerir o que hoje senti.
PS: Gostava de falar do filme em si. Não consigo.
sábado, julho 29, 2006
ditos
7 de Janeiro de 1905
Vistos de longe, parecemos uma procissão de corvos. As sotainas pretas seguem-se tristemente umas às outras. Alimentamo-nos da mocidade que há em nós.
Estamos proibidos de voar. Obedecemos. Geralmente portamo-nos bem e seguimos os caminhos que nos indicam.
Somos corvos espertos: todos sabemos algumas frases em latim e nenhum abrirá o bico para soltar o queijo ou para dizer o que realmente pensa.
António de Oliveira Salazar
in Diário de Salazar, de António Trabulo
Vistos de longe, parecemos uma procissão de corvos. As sotainas pretas seguem-se tristemente umas às outras. Alimentamo-nos da mocidade que há em nós.
Estamos proibidos de voar. Obedecemos. Geralmente portamo-nos bem e seguimos os caminhos que nos indicam.
Somos corvos espertos: todos sabemos algumas frases em latim e nenhum abrirá o bico para soltar o queijo ou para dizer o que realmente pensa.
António de Oliveira Salazar
in Diário de Salazar, de António Trabulo
segunda-feira, julho 24, 2006
domingo, julho 23, 2006
sleep
Há cerca de um ano que não dormia 12 horas seguidas. Deitei-me pouco depois da meia-noite e só acordei às 12.40h. A falta de hábito fez com que acordasse cheio de dores de cabeça e com um humor-cão. Mais do que nunca, acho que dormir é, realmente, uma perda de tempo. É urgente a invenção de uma qualquer forma de recuperação de energias mais rápida.
sexta-feira, julho 21, 2006
day feeling
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling gooooooooooooood
Feeling Good (Muse)
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling gooooooooooooood
Feeling Good (Muse)
quarta-feira, julho 19, 2006
letra do dia
The more you try to erase me
The more, the more
The more that I appear
The Eraser (Thom Yorke)
(by the way, um grande álbum)
The more, the more
The more that I appear
The Eraser (Thom Yorke)
(by the way, um grande álbum)
terça-feira, julho 18, 2006
confesso
Não sei qual a razão, mas deu-me um ataque súbito de piroseira aguda com uma música que ouvi ontem. Não a vou revelar aqui porque tal facto deitaria por terra a imagem que tenho vindo a construir. Fica a meia-confissão: forma desesperada de me sentir menos mal...
sexta-feira, julho 14, 2006
últimas semanas... numa imagem
Uma imagem para mostrar o que têm sido as minhas últimas semanas. Estudo, estudo e mais estudo. E ainda falta um trabalho... Sinto-me o único estudante em Portugal que ainda anda às voltas com a escola! E acho que o sentimento se estende ao resto da turma... bah!
quinta-feira, julho 13, 2006
preguiça
Love is in the air? - perguntaram-me há pouco.
Olha, se está - respondi eu - anda lá bem alto e não faço ideias de o ir buscar. Estou demasiado cansado. Ele que desça.
Olha, se está - respondi eu - anda lá bem alto e não faço ideias de o ir buscar. Estou demasiado cansado. Ele que desça.
quarta-feira, julho 12, 2006
música para viciar #3
Blossom lipped ladies and men with a gleam in their eyes
Fat happy babies sit on their born thin mother's thighs
Picture a vow
Picture well
I couldn't see the cracks in this fine social scene
I couldn't find the fault with this whole pantomime
All others laughing the jokes by the host
He's no man
All others dancing in couples to these session bands
Wearing smiles
Hot colt 45s
I couldn't see the cracks in this fine social scene
I couldn't find the fault with this whole pantomime
This Fine Social Scene (Zero 7)
Um dos bons momentos de The Garden, o último dos Zero 7. Há qualquer coisa nesta música que me leva a ouvi-la em repeat.
Fat happy babies sit on their born thin mother's thighs
Picture a vow
Picture well
I couldn't see the cracks in this fine social scene
I couldn't find the fault with this whole pantomime
All others laughing the jokes by the host
He's no man
All others dancing in couples to these session bands
Wearing smiles
Hot colt 45s
I couldn't see the cracks in this fine social scene
I couldn't find the fault with this whole pantomime
This Fine Social Scene (Zero 7)
Um dos bons momentos de The Garden, o último dos Zero 7. Há qualquer coisa nesta música que me leva a ouvi-la em repeat.
terça-feira, julho 11, 2006
apenas e só... macacos!
Tinha que partilhar este vídeo aqui. É uma das pérolas que se pode encontrar no You Tube. Thanks, Magui!
segunda-feira, julho 10, 2006
meros funcionários
Irrita-me esta glorificação aos jogadores da selecção nacional. É que eles, como tantos outros portugueses, são funcionários ao serviço de uma entidade, logo aquilo que fazem nada mais é do que pura obrigação. E ainda por cima de bons funcionários têm pouco. Nem a totalidade dos objectivos atingiram...
quinta-feira, julho 06, 2006
humpf!
Estou a terminar o 3.º ano do meu curso, o que me dará o grau de bacherel. Ontem fiquei a saber que, para me candidatar ao 4.º ano (licenciatura), tenho que desembolsar cerca de 250 euros por um certificado. Ora, este documento será pedido na secretaria da escola. E adivinhem onde deverá ser entregue? Na secretaria da escola, pois claro. Numa tentativa de minimizar a minha dor, farei questão de não o entregar à mesma funcionária. :p
quarta-feira, julho 05, 2006
dias difíceis
Têm sido difíceis estes últimos dias, divididos entre trabalho e final de ano na escola com trabalhos surpresa à mistura. Por agora, toda a minha criatividade (se é que existe) está canalizada para matérias menos apelativas. Sinto que a qualquer momento começo a escrever sobre assuntos estranh... apresenta-se um assunto com situação descrita pormenorizadamente e inquirido escolhe situação ou cenário que melhor corresponde à sua concepção. E pronto, aconteceu! Eis-me vítima do meu próprio exagero estudantil.
terça-feira, junho 27, 2006
no comments
Não percebo como é possível que três pessoas façam figuras destas numa sexta à noite, em Sesimbra. E esta é a foto mais "normal"...
quinta-feira, junho 22, 2006
constatação
Definitivamente, as mesas de uma sala de aula, ainda que juntas ao estilo de cama, não são o melhor sítio para dormir mais de uma hora, mesmo que seja para fugir ao mundial. As minhas costas que o digam...
quarta-feira, junho 21, 2006
para ver... #1
Acredito que esta música tenha passado ao lado de muita gente. Descobri o respectivo vídeo no You Tube e não resisti a partilhá-lo aqui. Pale 3 feat. Skin com You Can't Find Peace, um dos temas do filme alemão The Princess and The Warrior. Ei-lo!
terça-feira, junho 20, 2006
dicas...
As dicas!
Confesso que tenho uma relação amor-ódio com as dicas. Por um lado, acho piada quando alguém diz algo mais indirectamente, fazendo-me pensar acerca do verdadeiro sentido daquelas palavras. É óbvio que estes jogos são sempre engraçados e podem dar origem a conversas bem interessantes e estimulantes (eu próprio os faço). Por outro, irrita-me o facto de não saber, na maioria das vezes, como as interpretar de forma correspondente e o que responder de seguida. E depois, tudo isto acontece quase sempre via messenger, aquele meio fantástico onde há de tudo menos transmissão de "sentires". Sei lá eu com que intenção as pessoas dizem as coisas ou qual a entoação dada a uma determinada frase. Raios!... ou então é o meu mau feitio. :p
Confesso que tenho uma relação amor-ódio com as dicas. Por um lado, acho piada quando alguém diz algo mais indirectamente, fazendo-me pensar acerca do verdadeiro sentido daquelas palavras. É óbvio que estes jogos são sempre engraçados e podem dar origem a conversas bem interessantes e estimulantes (eu próprio os faço). Por outro, irrita-me o facto de não saber, na maioria das vezes, como as interpretar de forma correspondente e o que responder de seguida. E depois, tudo isto acontece quase sempre via messenger, aquele meio fantástico onde há de tudo menos transmissão de "sentires". Sei lá eu com que intenção as pessoas dizem as coisas ou qual a entoação dada a uma determinada frase. Raios!... ou então é o meu mau feitio. :p
sábado, junho 17, 2006
esta frase é minha! #1
Dizer que o ser humano tende a complicar as coisas é a desculpa dos básicos para justificar os erros da natureza.
quinta-feira, junho 15, 2006
to reach you
Because my inside is outside
My right side's on the left side
'Cos I'm writing to reach you
But I might never reach you
Writing To Reach You (Travis)
terça-feira, junho 13, 2006
...
So, I smell your clothes when you’re not here,
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here...
Can you tell me that you’ll be here?
Bonita (The Gift)
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here...
Can you tell me that you’ll be here?
Bonita (The Gift)
segunda-feira, junho 12, 2006
quinta-feira, junho 08, 2006
alegoria da gestão
Recebi este texto via e-mail. Depois de o ler, pensei: "tenho que partilhar isto!". E aqui está. Eis uma história do mundo animal que podia bem acontecer no mundo humano. Ou então acontece...
Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz. O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada... E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que, além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas. O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática. A formiga, de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo! O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes, que concluía: "há muita gente nesta empresa". Adivinhem quem o leão começou por despedir? A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz. O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada... E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que, além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas. O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática. A formiga, de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo! O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes, que concluía: "há muita gente nesta empresa". Adivinhem quem o leão começou por despedir? A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
terça-feira, junho 06, 2006
football free zone
Porque não posso ouvir falar de futebol... desde que nasci, aqui fica a minha promessa: este é um blog livre de futebolices. Por aqui não haverá uma única palavra acerca da realidade futebolística que está a anestesiar Portugal e o mundo. Depois, quando acordarem deste sono profundo, não fiquem espantados com mais um imposto, mais um aumento da gasolina ou mais uma medida milagrosa de redução (ou extinção) dos funcionários públicos...
sexta-feira, junho 02, 2006
semana da animação: as imagens
E depois do cartaz, aqui fica a Semana da Animação do Piaget em imagens. Foi grande a edição deste ano. Talvez a melhor desde que começei o curso. Desta vez, conseguimos agitar e mexer com o pessoal da escola. Estas são apenas algumas das muitas que tirámos ao longo destes dias e que mostram um pouco do que pôde ser visto por lá. Mais abaixo, há links para outras.




Outras fotos: foto 5 foto 6 foto 7 foto 8 foto 9 foto 10
Legenda: Foto 1: Performance que fizemos no átrio do bar/refeitório em plena hora de almoço; Foto 2: Actuação de um grupo de música étnica; Foto 3: Actuação de um grupo de hip-hop; Foto 4: Peça de Teatro "Gurugu" (FIAR)
Outras fotos: foto 5 foto 6 foto 7 foto 8 foto 9 foto 10
Legenda: Foto 1: Performance que fizemos no átrio do bar/refeitório em plena hora de almoço; Foto 2: Actuação de um grupo de música étnica; Foto 3: Actuação de um grupo de hip-hop; Foto 4: Peça de Teatro "Gurugu" (FIAR)
quarta-feira, maio 31, 2006
semana da animação no Piaget
E é durante toda esta semana, no Campus Universitário de Almada (Instituto Piaget). Há teatro, música, exposições, ateliers, curtas-metragens... E há performances feitas por mim e pelo pessoal da turma. Amanhã e quinta-feira vamos apresentá-las à hora de almoço em pleno átrio do refeitório (nervosoooooo!).
Se estiverem por perto apareçam por lá e venham dar força porque uma coisa destas dá prazer, mas custa muito. Que o diga o bronze que apanhamos sábado à tarde na montagem de duas exposições ao ar livre...
PS: E já agora que me dizem do cartaz? Pergunto isto porque a imagem resultou de uma conjugação de ideias entre mim e uma colega - a Inês. Não é para nos gabarmos, mas adoramos o resultado :p
terça-feira, maio 30, 2006
xaudadinhax
Há já algum tempo que não colava aqui uma foto da minha irmã. Aqui está uma das que tiramos na passada sexta-feira à noite, no 'Chá e Guloseimas', uma casa de chá, batidos, chocolates quentes e afins, aqui em Almada. Só de pensar...
Vá, maninha, nada de chorar. É só mesmo para dizer que tenho xaudadinhax! :p
sábado, maio 27, 2006
quinta-feira, maio 25, 2006
e eles operam!
Sempre gostei dos Gomez. Talvez seja a voz sui generis de Ben Otewell (o gajo alto de óculos que muitos pensam ser negro). Ou então é simplesmente a sonoridade, também ela única. Ou será o meu mau feitio de gostar de coisas que a maioria não aprova? Não sei. Nem preciso responder. Sei que gosto deles desde Bring It On que a Rádio Marginal (ainda nos seus tempos mais alternativos) tocava insistentemente.
Na semana passada fui informado que havia novo álbum dos Gomez. Tenho andado desatento, confesso, mas as obrigações assim o ditam. Chama-se How We Operate. Apesar dos avisos amigos de "perigo de adição eminente", parti sem medos em busca do disco. A primeira audição foi feita no site oficial da banda. O tema que dá nome ao álbum serviu de aperitivo para o que se seguia: um trabalho pleno de grandes músicas, capazes de viciar aos primeiros acordes, e que apresentam os Gomez com uma sonoridade um pouco diferente, mas não descaracterizada (nem a voz do Ben permitiria tal coisa). E ainda bem, digo eu.
Curiosos? Então, basta seguir este link e perceberão do que vos falo...
PS: Mary John, thanks pela dica!
terça-feira, maio 23, 2006
E num dia de sol...
... nada como ficar em casa, entre quatro paredes, na companhia dos livros. Não que eles sejam maus, mas...
domingo, maio 21, 2006
lições...
Carolina, obrigado pela grande lição de vida e força que me/nos (turma) deste na passada quinta-feira.
quinta-feira, maio 18, 2006
a minha galeria
Já havia colocado o link aqui no blog, mas faltava um anúncio mais formal. Alimentando uma das minhas outras paixões - a fotografia - criei uma galeria no site 'Olhares' onde vou colocando algumas imagens captadas nos mais diversos locais. Eis o link directo: a minha galeria.
Aguardo comentários! :)
Aguardo comentários! :)
quarta-feira, maio 17, 2006
poix
Depois de ainda há pouco ter navegado por blogs alheios plenos de textos e reflexões profundas, até que fiquei com vontade de fazer o mesmo aqui... Não consigo. Peço desculpa. Pode ser que mais logo ainda por aqui passe para deixar qualquer coisa de realmente útil...
segunda-feira, maio 15, 2006
sun is shining
Sun is shining
The weather is sweet yeah
Makes you wanna move your dancing feet
To the rescue
Here I am
I want you to know y'all
Here I stand
As the morning gathers a rainbow
I want you to know y'all
That I'm a rainbow with you
Sunday Shining (Finley Quaye)
Thank U for this shining sunday!
sexta-feira, maio 12, 2006
frida #1
Entre pastéis, risos e muita palhaçada, a tarde de escola teve hoje um gosto bem diferente. O Centro Cultural de Belém foi o destino ao qual rumamos para ver a exposição da Frida Kahlo e participar nos ateliers de dança e movimento no âmbito dessa mesma exposição. Eis algumas fotos. Acerca da exposição, ela merece um post próprio e mais "à séria".



Legenda: Foto 1: Eu, Chaínho (em pé), Raquel, Ivone, Didita; Foto 2: Acho que nem precisa de legenda...; Foto 3: Uma das imagens do atelier que fizemos.
Legenda: Foto 1: Eu, Chaínho (em pé), Raquel, Ivone, Didita; Foto 2: Acho que nem precisa de legenda...; Foto 3: Uma das imagens do atelier que fizemos.
quarta-feira, maio 10, 2006
abrir olhos
Ele há pessoas que nem assim conseguem ver...

Tentar abrir os olhos, Vito Acconci e Kathy Dillon (1971)
Tentar abrir os olhos, Vito Acconci e Kathy Dillon (1971)
planos furados
Decidi não ir hoje trabalhar para descansar um pouco e dar avanço ao projecto de estágio. A ideia era acordar cedo, fazer o máximo de manhã e aproveitar o sol que lá fora insiste em convidar a outras evasões. Planos furados. Acordei tarde e, com a manhã já irremediavelmente perdida, peguei na bike; 20 minutos depois eis-me na praia. O tempo estava fabuloso, o mar de um azul forte, a areia quase deserta, mas... back to reality! Há um projecto a fazer, um teste que requer estudo à grande, enfim... Tudo coisas que em dias de sol como este se tornam verdadeiros pesadelos. Depois, para piorar as coisas, dois desafios para um regresso à praia. Respondo às mensagens com um difícil e tirado a ferros "não posso, tenho que estudar" e volto à escrita...
E agora me vou. O tempo que programei para o intervalo já se esgotou. Por hoje vou fazer só mais uma hora e tal de estudo e chega.
E agora me vou. O tempo que programei para o intervalo já se esgotou. Por hoje vou fazer só mais uma hora e tal de estudo e chega.
domingo, maio 07, 2006
still floating, dreaming...
There's a light, when my baby's in my arms.
There's a light, when the window shades are drawn.
Por agora nada mais consigo dizer. Ao pé do que se sente, nada valem mil palavras. É a flutuar que estou. É assim que quero continuar.
Thank U for everything! :)
quarta-feira, maio 03, 2006
dúvidas de um dono de casa temporário
Como é que a minhã mãe consegue a proeza de colocar todos os tachos e panelas no mesmo armário? Eu bem tentei, mas continuam a sobrar dois...
terça-feira, maio 02, 2006
fds (em) grande: as imagens
Depois de um grande fim-de-semana, não só pelo dia extra, mas por tudo o que se passou, eis-me de volta à dura realidade. Restam as imagens de três dias com muito sol, num sítio muito fixe, com pessoas fantásticas. Thank you all!





Legenda: Foto 1: Baía de S. Martinho do Porto; Foto 2: A duna mais espectácular do mundo (descê-la a correr é um vício...); Foto 3: Óbidos à noite (uma das muitas ruas de uma vila incrível que descobri, pela primeira vez, sem sol); Foto 4: Mais uma de Óbidos à noite (desta vez uma das torres); Foto 5: Eu, claro está.
Legenda: Foto 1: Baía de S. Martinho do Porto; Foto 2: A duna mais espectácular do mundo (descê-la a correr é um vício...); Foto 3: Óbidos à noite (uma das muitas ruas de uma vila incrível que descobri, pela primeira vez, sem sol); Foto 4: Mais uma de Óbidos à noite (desta vez uma das torres); Foto 5: Eu, claro está.
quinta-feira, abril 27, 2006
o ser humano
Achei um piadão a esta imagem porque espelha bem a forma como muitas vezes agimos. Temos as coisas ao nosso alcançe, mas acabamos por escolher sempre o caminho mais penoso... Somos um espectáculo! :)
terça-feira, abril 25, 2006
paz por completo?
Cómo es la clave, cuál el secreto?
Para estar en paz por completo,
dos pies en la tierra y un relato
desde hace rato me tienen sujeto.
Mi Confesión (Gotan Project - Lunático)
A pergunta que muitos fazem e que também eu tantas vezes coloco. Paz por completo... Será que alguma vez conseguiremos atingir esse estado? Ou será que, neste momento, estar em paz significa apenas ter um emprego que nos pague as contas e alguém ao nosso lado?
Para estar en paz por completo,
dos pies en la tierra y un relato
desde hace rato me tienen sujeto.
Mi Confesión (Gotan Project - Lunático)
A pergunta que muitos fazem e que também eu tantas vezes coloco. Paz por completo... Será que alguma vez conseguiremos atingir esse estado? Ou será que, neste momento, estar em paz significa apenas ter um emprego que nos pague as contas e alguém ao nosso lado?
sexta-feira, abril 21, 2006
música para viciar #2
Chama-se The Breakthrough, é mais recente trabalho de Mary J. Blige e o meu vício actual. Pelas melhores razões do mundo (e que nada têm a ver com ela), foi com o single Be Without You que a vontade de descobrir este álbum começou. Depois de algumas audições do tema, feitas da melhor forma possível, depressa me apressei a conseguir o restante álbum que, quanto a mim, é uma das pérolas musicais dos últimos tempos. Os bons momentos de The Breakthrough são muitos e capazes de, mesmo em pleno comboio, fazer abanar o corpo. Para ouvir em repeat, aconselho: No One Will Do, About You, Gonna Breakthrough e MJB Da MVP. Ah, e claro, Be Without You ;)
segunda-feira, abril 17, 2006
sábado, abril 15, 2006
still floating...
... and i'm still floating too sitin' in our own cloud. That's the way U make me feel.
Thank U for this magical night, day... :)
sexta-feira, abril 14, 2006
os novos pecados
Posso até levar com um raio divino em cima, tendo em conta a época religiosa que estamos a atravessar, mas não consigo resistir à notícia que hoje fez manchete em alguns jornais televisivos. No site da SIC pode ler-se isto:
Os novos pecados da Igreja Católica
Há novos pecados a ter em consideração pelos católicos no momento da confissão. Se em vez de meditar e ler a Bíblia, estiver a ver televisão, ler jornais ou navegar na Internet, tal poderá querer dizer que está a pecar e deverá confessá-lo.
Estou muito contente! Depois da novidade acerca dos novos métodos de recrutamento de padres, que excluía os homossexuais ou quem tivesse tido práticas do género há menos de três anos, a Igreja Católica continua a inovar e a encontrar novas formas de chamar até si a atenção. Sinceramente acho piada a isto. De tal forma que mal posso esperar pelas próximas novidades...
E agora me vou. Não quero pecar mais por hoje. É que estudei de manhã, vi um pouco de televisão ao almoço e agora estou a usar a net... I'm a naughty boy!
Os novos pecados da Igreja Católica
Há novos pecados a ter em consideração pelos católicos no momento da confissão. Se em vez de meditar e ler a Bíblia, estiver a ver televisão, ler jornais ou navegar na Internet, tal poderá querer dizer que está a pecar e deverá confessá-lo.
Estou muito contente! Depois da novidade acerca dos novos métodos de recrutamento de padres, que excluía os homossexuais ou quem tivesse tido práticas do género há menos de três anos, a Igreja Católica continua a inovar e a encontrar novas formas de chamar até si a atenção. Sinceramente acho piada a isto. De tal forma que mal posso esperar pelas próximas novidades...
E agora me vou. Não quero pecar mais por hoje. É que estudei de manhã, vi um pouco de televisão ao almoço e agora estou a usar a net... I'm a naughty boy!
quinta-feira, abril 13, 2006
smile
Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile
Charlie Chaplin
Uma das letras mais bonitas que já li, numa das músicas mais doces que já ouvi. Tinha que a colocar no blog. E sei a quem a dedico. Mas não digo...
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile
Charlie Chaplin
Uma das letras mais bonitas que já li, numa das músicas mais doces que já ouvi. Tinha que a colocar no blog. E sei a quem a dedico. Mas não digo...
quarta-feira, abril 12, 2006
parabéns maninha!
Que aniversários como este se repitam vezes sem conta e que a felicidade que hoje senti (e sentiste) seja sempre multiplicada pelo que eu gosto de ti!
(tudo isto porque o bolo que trouxeste estava fenomenal) :p




Legenda: Foto 1: Eu e maninha; Foto 2: O grupo under 30; Foto 3: Filipe, Vânia e Eu; Foto 4: Ana, Vânia e Eu.
(tudo isto porque o bolo que trouxeste estava fenomenal) :p
Legenda: Foto 1: Eu e maninha; Foto 2: O grupo under 30; Foto 3: Filipe, Vânia e Eu; Foto 4: Ana, Vânia e Eu.
terça-feira, abril 11, 2006
são prioridades...
Nos extras do DVD de Belleville Rendez-Vous, o realizador Sylvain Chomet refere-se a "Uma Casa Portuguesa" como sendo um êxito da música... espanhola! Sinceramente não condeno este senhor pela sua ignorância e tão pouco fico chocado com tal declaração, sabendo o esquecimento a que o nosso país está votado. O que condeno é a preocupação de um grupo de músicos nacionais que, em vez de se preocuparem com a promoção da nossa identidade e cultura no mundo e com a real defesa do seu trabalho, estão antes preocupados com o combate à pirataria informática que tão pouco os afecta. São prioridades...
sábado, abril 08, 2006
sentimento do dia #1
Letargia
do Lat. lethargia
s. f., estado mórbido em que as funções da vida estão atenuadas por forma tal que parece estarem suspensas.
Motivo: levantei-me cedo para despachar coisas da escola e a falta de um livro fez-me ficar com tudo em suspenso...
do Lat. lethargia
s. f., estado mórbido em que as funções da vida estão atenuadas por forma tal que parece estarem suspensas.
Motivo: levantei-me cedo para despachar coisas da escola e a falta de um livro fez-me ficar com tudo em suspenso...
sexta-feira, abril 07, 2006
radio days
Numa tentativa mais uma vez falhada de organizar os cd's que aqui tenho, esbarrei com algumas gravações dos tempos em que fiz rádio. As arrumações ficaram a meio. A vontade de ouvir estes cd foi mais forte e ocupou grande parte da noite. Soube bem ouvir a minha voz gravada com a distância que o tempo impôs. O bichinho volto a despertar após um sono de dois anos. O desejo de voltar à rádio regressou em força, apesar de saber que neste momento é impossível tentar qualquer regresso. As prioridades mudaram e, provavelmente, a rádio onde estive também. Esperam-se melhores dias. Enquanto isso não acontece, deixo-vos um cheirinho do que fazia. Não que seja grande coisa, mas pronto... Esta gravação foi para o ar no dia 12 de Setembro de 2003. Ouçam-na aqui.
terça-feira, abril 04, 2006
uns lutam, outros lucram
Portugal na linha da frente do combate à pirataria.
Eis o que se lê nas últimas notícias sobre este assunto. Eu fico feliz. Muito feliz mesmo. É bom ver Portugal à frente dos outros países. Pena é que seja sempre pelas piores razões e esta não é excepção. Portugal está na linha da frente do combate não à pirataria, mas sim à fruição cultural dos portugueses, batalha essa iniciada logo à partida com o imposto de 21% sobre os discos, com ausência de políticas culturais ou com o fecho de escolas no interior profundo do país. Mas o que isso interessa aos músicos? Qual a importância de ter uma audiência informada, conhecedora e exigente se o que vale a pena é vender meia dúzia de discos? Sim, porque mesmo sem pirataria, os músicos nacionais vendem meia dúzia de discos.
É curioso verificar toda esta campanha contra a pirataria. Mais curioso é ver os depoimentos de conhecidos artistas nacionais apelando à não pirataria, quando nas suas caras está estampado tudo menos convicção no que estão a dizer. Sinceramente tenho pena dos músicos nacionais porque no fundo a bandeira agora agitada é toda menos a da defesa da música nacional e do seu trabalho. É que o combate à pirataria não os vai beneficiar a eles, mas sim aos artistas estrangeiros que vendem muito mais do que os tugas. Aliás, estes serão os grandes beneficiários de uma luta na qual os nossos artistas (pelos quais nutro o maior respeito como pessoas e profissionais) dão apenas a cara, tendo como beneficio muito pouco. Irrita-me que eles não percebam isso. Irrita-me que não percebam que às editoras nacionais interessa mais a matéria-prima estrangeira e menos a nacional.
Outra coisa que me faz confusão é saber, por conhecimento profissional de causa, que os concertos ao vivo são as maiores fontes de lucro dos músicos, pelo menos em Portugal, onde as vendas, mesmo sem pirataria, são muito poucas. Irrita-me por isso estes depoimentos de defesa ao combate à pirataria.
Senhores músicos, senhores agentes, senhores organizadores de festivais: o público que vos dá lucro comprando bilhetes para os vossos concertos, que vos apoia e grita, sabendo as letras e músicas de cor e que, no fundo, é a vossa razão de existir, é o mesmo dos downloads ilegais. Todos sabemos a crise em que Portugal está mergulhado. Todos sabemos que comprar um ou dois CD’s (cerca de 40 euros) é um fardo pesado para o orçamento familiar. E o que se aprende com dois CD’s por mês? NADA! O que se aprende e conhece com o download mesmo que ilegal? MUITO MAIS!
É graças ao download gratuito que hoje os grandes festivais organizados em Portugal têm o sucesso que se vê. De outra forma, como explicam o sucesso alcançado nesses mesmos eventos por muitas das bandas que nos visitam? Certamente não será por passarem nas nossas rádios. Todos sabemos bem a magra dieta musical que compõe as playlists das nossas emissoras…
Eis o que se lê nas últimas notícias sobre este assunto. Eu fico feliz. Muito feliz mesmo. É bom ver Portugal à frente dos outros países. Pena é que seja sempre pelas piores razões e esta não é excepção. Portugal está na linha da frente do combate não à pirataria, mas sim à fruição cultural dos portugueses, batalha essa iniciada logo à partida com o imposto de 21% sobre os discos, com ausência de políticas culturais ou com o fecho de escolas no interior profundo do país. Mas o que isso interessa aos músicos? Qual a importância de ter uma audiência informada, conhecedora e exigente se o que vale a pena é vender meia dúzia de discos? Sim, porque mesmo sem pirataria, os músicos nacionais vendem meia dúzia de discos.
É curioso verificar toda esta campanha contra a pirataria. Mais curioso é ver os depoimentos de conhecidos artistas nacionais apelando à não pirataria, quando nas suas caras está estampado tudo menos convicção no que estão a dizer. Sinceramente tenho pena dos músicos nacionais porque no fundo a bandeira agora agitada é toda menos a da defesa da música nacional e do seu trabalho. É que o combate à pirataria não os vai beneficiar a eles, mas sim aos artistas estrangeiros que vendem muito mais do que os tugas. Aliás, estes serão os grandes beneficiários de uma luta na qual os nossos artistas (pelos quais nutro o maior respeito como pessoas e profissionais) dão apenas a cara, tendo como beneficio muito pouco. Irrita-me que eles não percebam isso. Irrita-me que não percebam que às editoras nacionais interessa mais a matéria-prima estrangeira e menos a nacional.
Outra coisa que me faz confusão é saber, por conhecimento profissional de causa, que os concertos ao vivo são as maiores fontes de lucro dos músicos, pelo menos em Portugal, onde as vendas, mesmo sem pirataria, são muito poucas. Irrita-me por isso estes depoimentos de defesa ao combate à pirataria.
Senhores músicos, senhores agentes, senhores organizadores de festivais: o público que vos dá lucro comprando bilhetes para os vossos concertos, que vos apoia e grita, sabendo as letras e músicas de cor e que, no fundo, é a vossa razão de existir, é o mesmo dos downloads ilegais. Todos sabemos a crise em que Portugal está mergulhado. Todos sabemos que comprar um ou dois CD’s (cerca de 40 euros) é um fardo pesado para o orçamento familiar. E o que se aprende com dois CD’s por mês? NADA! O que se aprende e conhece com o download mesmo que ilegal? MUITO MAIS!
É graças ao download gratuito que hoje os grandes festivais organizados em Portugal têm o sucesso que se vê. De outra forma, como explicam o sucesso alcançado nesses mesmos eventos por muitas das bandas que nos visitam? Certamente não será por passarem nas nossas rádios. Todos sabemos bem a magra dieta musical que compõe as playlists das nossas emissoras…
domingo, abril 02, 2006
timeless: iguaria a devorar
O que acontece quando se junta Sérgio Mendes, um dos grandes criadores da música brasileira, a Will.I.Am, dos Black Eyed Peas? E se a estes nomes adicionarmos os próprios Black Eyed Peas, Justin Timberlake, Jill Scott, Stevie Wonder e Erykah Badu, entre outros? A receita parece complicada, os ingredientes da melhor qualidade e a base desta iguaria é tão somente o criador de músicas que levaram a MPB além fronteiras, como o famoso tema da letra "mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar...". O resultado é bem real e dá pelo nome de Timeless, um álbum onde a paleta de cores da música do Brasil, liderada pelo samba e pelo bossa nova, se cruzam com sonoridades da cultura urbana norte-americana, de forma surpreendente. Um trabalho que não reinventa a MPB, mas que mostra, mais uma vez, a força deste movimento cultural que tão bem os nossos irmãos brasileiros sabem dar ao mundo.
Entre as propostas, destaco That Heat, com Will.I.Am e Erykah Badu nos vocals, Loose End, com Justin Timberlake, e Fo'-Hop, com Cuinga e Marcelo D2. Três deliciosas fatias deste bolo cheio de calorias. Daquelas que fazem bem e que alimentam o espírito e a mente. E este disco é um dos melhores alimentos dos últimos tempos...
sexta-feira, março 31, 2006
@ school #1
Num dia em que pouco apetecia ir às aulas, eis fotos de alguns momentos que valem muito mais do que a falta de vontade.



Legenda: Foto 1: Inês, Eu, Joana, Chaínho, Didita, Paulo e Rita; Foto 2: Eu e Ivone (sua malucaaaaa!); Foto 3: Eu e um gajo que tem a mania que a crista dele é melhor que a minha! :p
Legenda: Foto 1: Inês, Eu, Joana, Chaínho, Didita, Paulo e Rita; Foto 2: Eu e Ivone (sua malucaaaaa!); Foto 3: Eu e um gajo que tem a mania que a crista dele é melhor que a minha! :p
quarta-feira, março 29, 2006
mp3 shuffle #2
You and me are floating on a tidal wave... Together
You and me are drifting into outer space... And singing
Bem, não foi em shuffle que ouvi a primeira música da manhã. Desta vez fui directo a X&Y, um dos temas do álbum dos Coldplay. Quanto às razões... bem, acho que por hoje vão ficar só para mim (e claro para mais alguém aqui sentado nesta nuvem...).
segunda-feira, março 27, 2006
nuvem
Too strong for too long (and I can't be without you baby)
And I'll be waiting up until you get home (cuz I can't sleep without you baby)
Anybody who's ever loved, ya know just what I feel
Too hard to fake it, nothing can replace it
Call the radio if you just can't be without your baby
Be Without Baby (Mary J. Blige)
Quando as palavras faltam, restam as músicas que nos marcam. Aquelas que gostaríamos de ouvir numa nuvem só nossa... ;)
And I'll be waiting up until you get home (cuz I can't sleep without you baby)
Anybody who's ever loved, ya know just what I feel
Too hard to fake it, nothing can replace it
Call the radio if you just can't be without your baby
Be Without Baby (Mary J. Blige)
Quando as palavras faltam, restam as músicas que nos marcam. Aquelas que gostaríamos de ouvir numa nuvem só nossa... ;)
magic sunday
Porque foi um dia completamente mágico, intenso, pleno de descobertas e de muita conversa, de boa comida (faltam as fotos do almoço e do lanche :p) e de uma grande e doce companhia. Restam as imagens. Ínfima parte de um domingo incrível.
Thank U for this day!



Thank U for this day!
sexta-feira, março 24, 2006
mais um vício
Sinfonia n.°7 em Lá maior Op. 92, de Ludwig Van Beethoven.
Eis o que mais tenho ouvido nas últimas 24 horas. Aconselho vivamente aos apreciadores do género e não só.
Eis o que mais tenho ouvido nas últimas 24 horas. Aconselho vivamente aos apreciadores do género e não só.
timings...
Definitivamente o calendário não anda muito do meu lado. Desde que começei o curso, há já dois anos, esta é a segunda vez que recebo um tentador desafio profissional (daqueles que mudam de repente a nossa vida de tal maneira que se tornam assustadores).
Ainda que por momentos a euforia me tenha invadido, cedo tive que aterrar de novo. Tenho um emprego de onde sair neste momento iria ser muito mau, tenho um estágio que decorre no local onde trabalho e que poderia ficar inviabilizado e tenho um curso que tem um horário muito sui generis. Resultado: fica tudo na mesma e mais uma oportunidade passa. O pior é que assim que terminar o curso e ficar mais liberto sei que nada irá aparecer...
Ainda que por momentos a euforia me tenha invadido, cedo tive que aterrar de novo. Tenho um emprego de onde sair neste momento iria ser muito mau, tenho um estágio que decorre no local onde trabalho e que poderia ficar inviabilizado e tenho um curso que tem um horário muito sui generis. Resultado: fica tudo na mesma e mais uma oportunidade passa. O pior é que assim que terminar o curso e ficar mais liberto sei que nada irá aparecer...
quarta-feira, março 22, 2006
poesia
Ah! Querem uma Luz
Ah! querem uma luz melhor que a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!
Alberto Caeiro
Porque hoje se comemora o Dia Mundial da Poesia, uma pequena homenagem a um dos grandes poetas nacionais. Fernando Pessoa na "pessoa" de Alberto Caeiro. E que a poesia esteja sempre convosco porque para mim está sempre presente. Principalmente quando há pessoas que são como poesia... Tu és mais do que isso.
Ah! querem uma luz melhor que a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!
Alberto Caeiro
Porque hoje se comemora o Dia Mundial da Poesia, uma pequena homenagem a um dos grandes poetas nacionais. Fernando Pessoa na "pessoa" de Alberto Caeiro. E que a poesia esteja sempre convosco porque para mim está sempre presente. Principalmente quando há pessoas que são como poesia... Tu és mais do que isso.
segunda-feira, março 20, 2006
rewind
Alguém me indica um comando que deixe fazer rewind até à noite de sexta-feira?
Não, não é tanto pelo fim-de-semana em si (há muito que já não tenho fins-de-semana). É mesmo pela noite de sexta e pelo dia de sábado. Quero-os de volta mais uma vez. Ou então muitas mais vezes... MUITAS MESMO! ;)
Não, não é tanto pelo fim-de-semana em si (há muito que já não tenho fins-de-semana). É mesmo pela noite de sexta e pelo dia de sábado. Quero-os de volta mais uma vez. Ou então muitas mais vezes... MUITAS MESMO! ;)
sexta-feira, março 17, 2006
caminhos
- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.
Alice no País das Maravilhas
Todos procuramos um caminho que nos leve a qualquer lado. Todos temos os nossos objectivos bem delineados. Mas será que, com todas as contrariedades com que nos vamos debatendo diariamente, nos lembramos daquilo que realmente desejamos? Ou será que já nos deixamos de preocupar para onde ir, deabulando por caminhos que nos levam sabe-se lá onde?
É importante que saibamos seguir um caminho que nos leve onde realmente queremos ir. E mesmo que os atalhos da vida nos desviem da rota traçada, é fundamental que não percamos o trilho que estabelecemos. Quanto a mim, só assim a nossa passagem pelo mundo fará sentido.
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.
Alice no País das Maravilhas
Todos procuramos um caminho que nos leve a qualquer lado. Todos temos os nossos objectivos bem delineados. Mas será que, com todas as contrariedades com que nos vamos debatendo diariamente, nos lembramos daquilo que realmente desejamos? Ou será que já nos deixamos de preocupar para onde ir, deabulando por caminhos que nos levam sabe-se lá onde?
É importante que saibamos seguir um caminho que nos leve onde realmente queremos ir. E mesmo que os atalhos da vida nos desviem da rota traçada, é fundamental que não percamos o trilho que estabelecemos. Quanto a mim, só assim a nossa passagem pelo mundo fará sentido.
quarta-feira, março 15, 2006
mp3 shuffle #1
Para começar o dia, nada melhor que nos deixarmos surpreender por aquilo que, em shuffle, o mp3 player dita que ouçamos. Esta manhã começou ao som dos Zero 7. Dos phones em direcção à cabeça, ouviu-se Somersault e Warm Sound. Uma após a outra. Um convite para aterrar (ou não) de novo no mundo real e para "put my feet back on the ground", depois de uma noite, mais uma vez, surpreendente...
segunda-feira, março 13, 2006
dedicated to...
Eu falei baixinho para ninguém ouvir
as palavras foram com o vento.
Eu vou-me embalando, só para não sentir
que os segredos vão ganhando ao tempo
Eu chorei baixinho para não me ouvir
não vá o meu coração saber
que eu vou-me embalando, só para não sentir
a dor que tenho por "te" não ter.
Vou-me embalando (Susana Félix)
Mais uma música (ou letra?) que acabou de esbarrar comigo. Não querendo dedicá-la a ninguém em especial (por isso o "te" entre aspas), talvez a possa dedicar ao que ainda não tenho. E mais não digo...
as palavras foram com o vento.
Eu vou-me embalando, só para não sentir
que os segredos vão ganhando ao tempo
Eu chorei baixinho para não me ouvir
não vá o meu coração saber
que eu vou-me embalando, só para não sentir
a dor que tenho por "te" não ter.
Vou-me embalando (Susana Félix)
Mais uma música (ou letra?) que acabou de esbarrar comigo. Não querendo dedicá-la a ninguém em especial (por isso o "te" entre aspas), talvez a possa dedicar ao que ainda não tenho. E mais não digo...
domingo, março 12, 2006
vontades súbitas
É estranho quando, por vezes, paramos e olhamos para trás, percebendo que há tanta coisa que deixamos por fazer. O único consolo é pensar que se não as fizemos foi porque o tempo não chegou. Afinal, os dias têm apenas 24 horas e não 48. Mesmo que tivessem 48 horas, o horário de trabalho seria o dobro... E é isso que acontece comigo. O tempo parece fugir-me pelas mãos e é nas alturas em que me lembro de algo não concretizado que reparo o quão difícil é, agora, realizar esses sonhos, seja por falta de tempo ou dinheiro.
Tudo isto porque, ao ouvir algumas das músicas do álbum Retrouvailles, do Yann Tiersen - by the way, um grande disco -, fui invadido por uma súbita vontade de voltar a tocar piano. Da última vez que me empenhei a sério nesta arte tinha menos de 10 anos de idade. Nessa altura, o colégio onde andava decidiu abrir aulas que, por razões desconhecidas, terminaram de repente. Tive pena. Em casa, cheguei a ter um órgão no qual tocava instantaneamente qualquer música que acabara de ouvir. Os mais velhos até diziam que tinha um "ouvido musical", imaginem. Tenho realmente muita pena de não ter continuado a descobrir e aprender a tocar piano. Um dia, quando o tempo me sobrar um pouco mais, é algo que quero realizar. Não sei como ou onde, mas é algo que não quero deixar de fazer. E quando for rico, hei-de comprar um daqueles pianos enormes pretos para guardar numa das minhas salas... he he he
Tudo isto porque, ao ouvir algumas das músicas do álbum Retrouvailles, do Yann Tiersen - by the way, um grande disco -, fui invadido por uma súbita vontade de voltar a tocar piano. Da última vez que me empenhei a sério nesta arte tinha menos de 10 anos de idade. Nessa altura, o colégio onde andava decidiu abrir aulas que, por razões desconhecidas, terminaram de repente. Tive pena. Em casa, cheguei a ter um órgão no qual tocava instantaneamente qualquer música que acabara de ouvir. Os mais velhos até diziam que tinha um "ouvido musical", imaginem. Tenho realmente muita pena de não ter continuado a descobrir e aprender a tocar piano. Um dia, quando o tempo me sobrar um pouco mais, é algo que quero realizar. Não sei como ou onde, mas é algo que não quero deixar de fazer. E quando for rico, hei-de comprar um daqueles pianos enormes pretos para guardar numa das minhas salas... he he he
quinta-feira, março 09, 2006
ecos
Playing with the same love,
playing with the same fills,
playing for the same ones,
playing the same songs.
So, I smell your clothes when you’re not here,
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here…
Can you tell me that you’ll be here?
Bonita (The Gift)
Ecos. Há músicas (e letras) que parece terem saído da nossa própria mente, dizendo o que realmente sentimos. Logo pela manhã, esta música saiu directamente do mp3 player para a minha cabeça. São 13.55h e continua a ecoar na minha mente...
playing with the same fills,
playing for the same ones,
playing the same songs.
So, I smell your clothes when you’re not here,
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here…
Can you tell me that you’ll be here?
Bonita (The Gift)
Ecos. Há músicas (e letras) que parece terem saído da nossa própria mente, dizendo o que realmente sentimos. Logo pela manhã, esta música saiu directamente do mp3 player para a minha cabeça. São 13.55h e continua a ecoar na minha mente...
say what?
Ramalama Bang Bang
Flash Bang Big Bang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum
With a hammer Bang Bang
Flash Bang Press Gang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum
Ramalama (Roisin Murphy)
PS: Quero lá eu saber o que quer dizer o refrão. Esta música é GRANDE!
Flash Bang Big Bang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum
With a hammer Bang Bang
Flash Bang Press Gang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum
Ramalama (Roisin Murphy)
PS: Quero lá eu saber o que quer dizer o refrão. Esta música é GRANDE!
terça-feira, março 07, 2006
a propósito de Colisão...
A manhã começou com a melhor notícia. Quando todos esperavam algo diferente, eis que os senhores de Hollywood surpreenderam e brindaram Colisão (Crash) com o galardão de Melhor Filme. Confesso que tal possibilidade já me tinha passado pela cabeça, mas o facto do filme não ser tão recente quanto os restantes candidatos acabou por me fazer desacreditar que tal seria possível (apesar de considerar que este era realmente o que merecia). Fiquei histericamente contente com a notícia. Colisão é grande! Faz sentir! Faz querer falar dele a noite toda! Faz querer dizer mais, mais, mais…
Desde a primeira vez que vi o trailler que me apaixonei pelo filme. A frase de promoção desse mesmo trailler (“Sentimos tanto a falta do toque, que acabamos por colidir uns com os outros“) ecoou durante dias na minha cabeça e ganhou forma assim que vi a película pela primeira. Porque raio insistimos em colidir uns com os outros? Porque raio deixamos que os nossos problemas extravasem os limites do nosso corpo, atingindo quem nos rodeia e, muitas vezes, aqueles que nos são mais queridos? Colisão fala de tudo isto. Da falta de paciência que nos afecta, da sensação de perca de controlo do tempo (porque afinal temos tão pouco para nós), da forma como não olhamos para aqueles que partilham os mesmos espaços, encarando-os como objectos acessórios do mundo em que vivemos. E se calhar fazemo-lo porque sentimos mesmo tanto a falta do toque e de sentir aquilo que nos distingue das máquinas: os sentires.
Colisão passa-se em Los Angeles, mas podia ser muito bem passado em qualquer cidade do mundo. O que ali é retratado é transversal às grandes metrópoles. As exigências da vida moderna, que pouco espaço e tempo deixam para que possamos olhar para quem se senta ao nosso lado no autocarro ou para quem está também no trânsito na faixa do lado, fazem com que nos tornemos num autêntico caldeirão de emoções pronto a explodir a qualquer momento. E acredito que tal pode acontecer a qualquer um. É só premir o botão certo (ou errado). Todos podemos ser uma daquelas personagens. Basta que uma reviravolta transforme a nossa pacata e “normal” vida em algo muito diferente…
Porque acredito que as aparências iludem, nunca deixando que saibamos quem se esconde atrás de uma pele…
Desde a primeira vez que vi o trailler que me apaixonei pelo filme. A frase de promoção desse mesmo trailler (“Sentimos tanto a falta do toque, que acabamos por colidir uns com os outros“) ecoou durante dias na minha cabeça e ganhou forma assim que vi a película pela primeira. Porque raio insistimos em colidir uns com os outros? Porque raio deixamos que os nossos problemas extravasem os limites do nosso corpo, atingindo quem nos rodeia e, muitas vezes, aqueles que nos são mais queridos? Colisão fala de tudo isto. Da falta de paciência que nos afecta, da sensação de perca de controlo do tempo (porque afinal temos tão pouco para nós), da forma como não olhamos para aqueles que partilham os mesmos espaços, encarando-os como objectos acessórios do mundo em que vivemos. E se calhar fazemo-lo porque sentimos mesmo tanto a falta do toque e de sentir aquilo que nos distingue das máquinas: os sentires.
Colisão passa-se em Los Angeles, mas podia ser muito bem passado em qualquer cidade do mundo. O que ali é retratado é transversal às grandes metrópoles. As exigências da vida moderna, que pouco espaço e tempo deixam para que possamos olhar para quem se senta ao nosso lado no autocarro ou para quem está também no trânsito na faixa do lado, fazem com que nos tornemos num autêntico caldeirão de emoções pronto a explodir a qualquer momento. E acredito que tal pode acontecer a qualquer um. É só premir o botão certo (ou errado). Todos podemos ser uma daquelas personagens. Basta que uma reviravolta transforme a nossa pacata e “normal” vida em algo muito diferente…
Porque acredito que as aparências iludem, nunca deixando que saibamos quem se esconde atrás de uma pele…
sábado, março 04, 2006
poderes
É incrível o poder que uma (ainda) pequena luz, por agora ténue e desconhecida, pode ter na nossa vida. É incrível como tudo pode mudar tão de repente. Tal qual uma sala escura que se ilumina ao toque de um interruptor há muito desligado...
quinta-feira, março 02, 2006
tempos modernos...
Depois de anos de "liberdade", eis que nos obrigam a usar relógio de ponto lá no trabalho. Apesar de sempre ter cumprido o horário e desta medida não me afectar especialmente, não concordo em nada com este tipo de soluções porque não é isso que vai aumentar a produtividade ou melhorar o trabalho que é feito. Antes pelo contrário. A minha experiência naquele local diz-me que no passado, graças à não existência de relógio de ponto, diversas situações foram resolvidas de forma mais célere e sem prejuizo ou custo adicional para a entidade patronal (que é o Estado). Além disso, quem não fazia vai continuar a não fazer, com a diferença de que agora tem que estar na secretária a horas. E como nada fazem, toca a usar o telefone e a Internet para ligar à família e amigos...
Hoje, pela primeira vez na vida, piquei o ponto. Foi emocionante sentir-me mais uma vez no meio do rebanho que insistem em querer controlar. E não sei porquê, mas a única imagem que consigo relacionar com isto é a dos "Tempos Modernos", do Chaplin...
Hoje, pela primeira vez na vida, piquei o ponto. Foi emocionante sentir-me mais uma vez no meio do rebanho que insistem em querer controlar. E não sei porquê, mas a única imagem que consigo relacionar com isto é a dos "Tempos Modernos", do Chaplin...
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