terça-feira, agosto 08, 2006

mp3 shuffle #3

Continuo a achar que o meu leitor de mp3, além de saber o meu estado de espírito, me conhece melhor que alguém. Cheguei ao trabalho, liguei-o em shuffle e eis a primeira música a entrar directamente na minha cabeça: I Better Be Quiet Now, de Elliott Smith.

Wish you gave me a number
Wish I could call you today,
Just to hear a voice.
I got a long way to go
Getting further away.

If I didnt know the difference,
Living alone would probably be ok.
It wouldnt be lonely.
I got a long way to go
Getting further away.

A lot of hours to occupy it was easy
When I didnt know you yet,
Things Id have to forget.

(…)
Wish I knew what you were doing.

Why you want to do it this way.
So I cant go the distance,
I got a long way to go,
I'm getting further away.
I got a long way to go
Getting further away.

quinta-feira, agosto 03, 2006

perfeitas sintonias

Depois de um dia de trabalho, três horas de praia. Depois de uma sessão de banhos, sol e areia, chegar ao carro, ligar o rádio e fazer o caminho até casa, olhando o oceano que fica para trás ao mesmo tempo que vamos sendo engolidos pela mata dos medos. Na rádio, Mary B (Oxigénio) dá o som e o mote para um final de tarde de verão em grande.
A isto chamo perfeita sintonia. Coisas tão diferentes, mas com tanto sentido. Se ao menos tudo fosse assim...

domingo, julho 30, 2006

rewind > pause



O que fazemos quando vemos parte da nossa vida projectada numa tela de cinema? Como reagir quando aqueles pequenos pormenores só nossos, e que julgamos terem acontecido apenas connosco, são imaginados por alguém e surgem no meio de uma história de ficção?
Aconteceu hoje quando vi o "The Lake House". Foram 90 minutos de constantes murros no estômago em que cada cena ou acontecimento pareciam ter uma ponte para a mais feliz das épocas da minha vida. Foram 90 minutos de constantes murros no estômago. E estes, agora, são muitos mais pedaços de tempo a digerir o que hoje senti.

PS: Gostava de falar do filme em si. Não consigo.

sábado, julho 29, 2006

ditos

7 de Janeiro de 1905
Vistos de longe, parecemos uma procissão de corvos. As sotainas pretas seguem-se tristemente umas às outras. Alimentamo-nos da mocidade que há em nós.
Estamos proibidos de voar. Obedecemos. Geralmente portamo-nos bem e seguimos os caminhos que nos indicam.
Somos corvos espertos: todos sabemos algumas frases em latim e nenhum abrirá o bico para soltar o queijo ou para dizer o que realmente pensa.

António de Oliveira Salazar
in Diário de Salazar, de António Trabulo

segunda-feira, julho 24, 2006

contradições

Gelados no inverno. Chá quente e torradas em pleno verão.
Haverá melhor contradição?

domingo, julho 23, 2006

sleep

Há cerca de um ano que não dormia 12 horas seguidas. Deitei-me pouco depois da meia-noite e só acordei às 12.40h. A falta de hábito fez com que acordasse cheio de dores de cabeça e com um humor-cão. Mais do que nunca, acho que dormir é, realmente, uma perda de tempo. É urgente a invenção de uma qualquer forma de recuperação de energias mais rápida.

sexta-feira, julho 21, 2006

day feeling

It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling gooooooooooooood

Feeling Good (Muse)

quarta-feira, julho 19, 2006

letra do dia

The more you try to erase me
The more, the more
The more that I appear


The Eraser (Thom Yorke)
(by the way, um grande álbum)

terça-feira, julho 18, 2006

confesso

Não sei qual a razão, mas deu-me um ataque súbito de piroseira aguda com uma música que ouvi ontem. Não a vou revelar aqui porque tal facto deitaria por terra a imagem que tenho vindo a construir. Fica a meia-confissão: forma desesperada de me sentir menos mal...

sexta-feira, julho 14, 2006

últimas semanas... numa imagem



Uma imagem para mostrar o que têm sido as minhas últimas semanas. Estudo, estudo e mais estudo. E ainda falta um trabalho... Sinto-me o único estudante em Portugal que ainda anda às voltas com a escola! E acho que o sentimento se estende ao resto da turma... bah!

quinta-feira, julho 13, 2006

preguiça

Love is in the air? - perguntaram-me há pouco.

Olha, se está - respondi eu - anda lá bem alto e não faço ideias de o ir buscar. Estou demasiado cansado. Ele que desça.

quarta-feira, julho 12, 2006

música para viciar #3

Blossom lipped ladies and men with a gleam in their eyes
Fat happy babies sit on their born thin mother's thighs
Picture a vow
Picture well
I couldn't see the cracks in this fine social scene
I couldn't find the fault with this whole pantomime


All others laughing the jokes by the host
He's no man
All others dancing in couples to these session bands
Wearing smiles
Hot colt 45s
I couldn't see the cracks in this fine social scene
I couldn't find the fault with this whole pantomime


This Fine Social Scene (Zero 7)

Um dos bons momentos de The Garden, o último dos Zero 7. Há qualquer coisa nesta música que me leva a ouvi-la em repeat.

terça-feira, julho 11, 2006

apenas e só... macacos!

Tinha que partilhar este vídeo aqui. É uma das pérolas que se pode encontrar no You Tube. Thanks, Magui!

segunda-feira, julho 10, 2006

meros funcionários

Irrita-me esta glorificação aos jogadores da selecção nacional. É que eles, como tantos outros portugueses, são funcionários ao serviço de uma entidade, logo aquilo que fazem nada mais é do que pura obrigação. E ainda por cima de bons funcionários têm pouco. Nem a totalidade dos objectivos atingiram...

quinta-feira, julho 06, 2006

humpf!

Estou a terminar o 3.º ano do meu curso, o que me dará o grau de bacherel. Ontem fiquei a saber que, para me candidatar ao 4.º ano (licenciatura), tenho que desembolsar cerca de 250 euros por um certificado. Ora, este documento será pedido na secretaria da escola. E adivinhem onde deverá ser entregue? Na secretaria da escola, pois claro. Numa tentativa de minimizar a minha dor, farei questão de não o entregar à mesma funcionária. :p

quarta-feira, julho 05, 2006

dias difíceis

Têm sido difíceis estes últimos dias, divididos entre trabalho e final de ano na escola com trabalhos surpresa à mistura. Por agora, toda a minha criatividade (se é que existe) está canalizada para matérias menos apelativas. Sinto que a qualquer momento começo a escrever sobre assuntos estranh... apresenta-se um assunto com situação descrita pormenorizadamente e inquirido escolhe situação ou cenário que melhor corresponde à sua concepção. E pronto, aconteceu! Eis-me vítima do meu próprio exagero estudantil.

terça-feira, junho 27, 2006

no comments



Não percebo como é possível que três pessoas façam figuras destas numa sexta à noite, em Sesimbra. E esta é a foto mais "normal"...

quinta-feira, junho 22, 2006

constatação

Definitivamente, as mesas de uma sala de aula, ainda que juntas ao estilo de cama, não são o melhor sítio para dormir mais de uma hora, mesmo que seja para fugir ao mundial. As minhas costas que o digam...

quarta-feira, junho 21, 2006

para ver... #1

Acredito que esta música tenha passado ao lado de muita gente. Descobri o respectivo vídeo no You Tube e não resisti a partilhá-lo aqui. Pale 3 feat. Skin com You Can't Find Peace, um dos temas do filme alemão The Princess and The Warrior. Ei-lo!

terça-feira, junho 20, 2006

dicas...

As dicas!
Confesso que tenho uma relação amor-ódio com as dicas. Por um lado, acho piada quando alguém diz algo mais indirectamente, fazendo-me pensar acerca do verdadeiro sentido daquelas palavras. É óbvio que estes jogos são sempre engraçados e podem dar origem a conversas bem interessantes e estimulantes (eu próprio os faço). Por outro, irrita-me o facto de não saber, na maioria das vezes, como as interpretar de forma correspondente e o que responder de seguida. E depois, tudo isto acontece quase sempre via messenger, aquele meio fantástico onde há de tudo menos transmissão de "sentires". Sei lá eu com que intenção as pessoas dizem as coisas ou qual a entoação dada a uma determinada frase. Raios!... ou então é o meu mau feitio. :p

sábado, junho 17, 2006

esta frase é minha! #1

Dizer que o ser humano tende a complicar as coisas é a desculpa dos básicos para justificar os erros da natureza.

quinta-feira, junho 15, 2006

to reach you



Because my inside is outside
My right side's on the left side
'Cos I'm writing to reach you
But I might never reach you

Writing To Reach You (Travis)

terça-feira, junho 13, 2006

...

So, I smell your clothes when you’re not here,
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here...
Can you tell me that you’ll be here?

Bonita (The Gift)

segunda-feira, junho 12, 2006

...

E de repente, eis-me de novo a flutuar num vazio tão cheio de "nadas".

quinta-feira, junho 08, 2006

alegoria da gestão

Recebi este texto via e-mail. Depois de o ler, pensei: "tenho que partilhar isto!". E aqui está. Eis uma história do mundo animal que podia bem acontecer no mundo humano. Ou então acontece...

Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz. O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada... E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que, além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas. O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática. A formiga, de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo! O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes, que concluía: "há muita gente nesta empresa". Adivinhem quem o leão começou por despedir? A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".

terça-feira, junho 06, 2006

football free zone

Porque não posso ouvir falar de futebol... desde que nasci, aqui fica a minha promessa: este é um blog livre de futebolices. Por aqui não haverá uma única palavra acerca da realidade futebolística que está a anestesiar Portugal e o mundo. Depois, quando acordarem deste sono profundo, não fiquem espantados com mais um imposto, mais um aumento da gasolina ou mais uma medida milagrosa de redução (ou extinção) dos funcionários públicos...

sexta-feira, junho 02, 2006

semana da animação: as imagens

E depois do cartaz, aqui fica a Semana da Animação do Piaget em imagens. Foi grande a edição deste ano. Talvez a melhor desde que começei o curso. Desta vez, conseguimos agitar e mexer com o pessoal da escola. Estas são apenas algumas das muitas que tirámos ao longo destes dias e que mostram um pouco do que pôde ser visto por lá. Mais abaixo, há links para outras.









Outras fotos: foto 5 foto 6 foto 7 foto 8 foto 9 foto 10

Legenda: Foto 1: Performance que fizemos no átrio do bar/refeitório em plena hora de almoço; Foto 2: Actuação de um grupo de música étnica; Foto 3: Actuação de um grupo de hip-hop; Foto 4: Peça de Teatro "Gurugu" (FIAR)

quarta-feira, maio 31, 2006

semana da animação no Piaget



E é durante toda esta semana, no Campus Universitário de Almada (Instituto Piaget). Há teatro, música, exposições, ateliers, curtas-metragens... E há performances feitas por mim e pelo pessoal da turma. Amanhã e quinta-feira vamos apresentá-las à hora de almoço em pleno átrio do refeitório (nervosoooooo!).
Se estiverem por perto apareçam por lá e venham dar força porque uma coisa destas dá prazer, mas custa muito. Que o diga o bronze que apanhamos sábado à tarde na montagem de duas exposições ao ar livre...

PS: E já agora que me dizem do cartaz? Pergunto isto porque a imagem resultou de uma conjugação de ideias entre mim e uma colega - a Inês. Não é para nos gabarmos, mas adoramos o resultado :p

terça-feira, maio 30, 2006

xaudadinhax



Há já algum tempo que não colava aqui uma foto da minha irmã. Aqui está uma das que tiramos na passada sexta-feira à noite, no 'Chá e Guloseimas', uma casa de chá, batidos, chocolates quentes e afins, aqui em Almada. Só de pensar...
Vá, maninha, nada de chorar. É só mesmo para dizer que tenho xaudadinhax! :p

sábado, maio 27, 2006

quinta-feira, maio 25, 2006

e eles operam!



Sempre gostei dos Gomez. Talvez seja a voz sui generis de Ben Otewell (o gajo alto de óculos que muitos pensam ser negro). Ou então é simplesmente a sonoridade, também ela única. Ou será o meu mau feitio de gostar de coisas que a maioria não aprova? Não sei. Nem preciso responder. Sei que gosto deles desde Bring It On que a Rádio Marginal (ainda nos seus tempos mais alternativos) tocava insistentemente.

Na semana passada fui informado que havia novo álbum dos Gomez. Tenho andado desatento, confesso, mas as obrigações assim o ditam. Chama-se How We Operate. Apesar dos avisos amigos de "perigo de adição eminente", parti sem medos em busca do disco. A primeira audição foi feita no site oficial da banda. O tema que dá nome ao álbum serviu de aperitivo para o que se seguia: um trabalho pleno de grandes músicas, capazes de viciar aos primeiros acordes, e que apresentam os Gomez com uma sonoridade um pouco diferente, mas não descaracterizada (nem a voz do Ben permitiria tal coisa). E ainda bem, digo eu.

Curiosos? Então, basta seguir este link e perceberão do que vos falo...

PS: Mary John, thanks pela dica!

terça-feira, maio 23, 2006

E num dia de sol...

... nada como ficar em casa, entre quatro paredes, na companhia dos livros. Não que eles sejam maus, mas...

domingo, maio 21, 2006

lições...



Carolina, obrigado pela grande lição de vida e força que me/nos (turma) deste na passada quinta-feira.

quinta-feira, maio 18, 2006

a minha galeria

Já havia colocado o link aqui no blog, mas faltava um anúncio mais formal. Alimentando uma das minhas outras paixões - a fotografia - criei uma galeria no site 'Olhares' onde vou colocando algumas imagens captadas nos mais diversos locais. Eis o link directo: a minha galeria.
Aguardo comentários! :)

quarta-feira, maio 17, 2006

poix

Depois de ainda há pouco ter navegado por blogs alheios plenos de textos e reflexões profundas, até que fiquei com vontade de fazer o mesmo aqui... Não consigo. Peço desculpa. Pode ser que mais logo ainda por aqui passe para deixar qualquer coisa de realmente útil...

segunda-feira, maio 15, 2006

sun is shining



Sun is shining
The weather is sweet yeah
Makes you wanna move your dancing feet
To the rescue
Here I am
I want you to know y'all
Here I stand
As the morning gathers a rainbow
I want you to know y'all
That I'm a rainbow with you

Sunday Shining (Finley Quaye)

Thank U for this shining sunday!

sexta-feira, maio 12, 2006

frida #1

Entre pastéis, risos e muita palhaçada, a tarde de escola teve hoje um gosto bem diferente. O Centro Cultural de Belém foi o destino ao qual rumamos para ver a exposição da Frida Kahlo e participar nos ateliers de dança e movimento no âmbito dessa mesma exposição. Eis algumas fotos. Acerca da exposição, ela merece um post próprio e mais "à séria".







Legenda: Foto 1: Eu, Chaínho (em pé), Raquel, Ivone, Didita; Foto 2: Acho que nem precisa de legenda...; Foto 3: Uma das imagens do atelier que fizemos.

quarta-feira, maio 10, 2006

abrir olhos

Ele há pessoas que nem assim conseguem ver...


Tentar abrir os olhos, Vito Acconci e Kathy Dillon (1971)

planos furados

Decidi não ir hoje trabalhar para descansar um pouco e dar avanço ao projecto de estágio. A ideia era acordar cedo, fazer o máximo de manhã e aproveitar o sol que lá fora insiste em convidar a outras evasões. Planos furados. Acordei tarde e, com a manhã já irremediavelmente perdida, peguei na bike; 20 minutos depois eis-me na praia. O tempo estava fabuloso, o mar de um azul forte, a areia quase deserta, mas... back to reality! Há um projecto a fazer, um teste que requer estudo à grande, enfim... Tudo coisas que em dias de sol como este se tornam verdadeiros pesadelos. Depois, para piorar as coisas, dois desafios para um regresso à praia. Respondo às mensagens com um difícil e tirado a ferros "não posso, tenho que estudar" e volto à escrita...
E agora me vou. O tempo que programei para o intervalo já se esgotou. Por hoje vou fazer só mais uma hora e tal de estudo e chega.

domingo, maio 07, 2006

still floating, dreaming...



There's a light, when my baby's in my arms.
There's a light, when the window shades are drawn.


Por agora nada mais consigo dizer. Ao pé do que se sente, nada valem mil palavras. É a flutuar que estou. É assim que quero continuar.
Thank U for everything! :)

quarta-feira, maio 03, 2006

dúvidas de um dono de casa temporário

Como é que a minhã mãe consegue a proeza de colocar todos os tachos e panelas no mesmo armário? Eu bem tentei, mas continuam a sobrar dois...

terça-feira, maio 02, 2006

fds (em) grande: as imagens

Depois de um grande fim-de-semana, não só pelo dia extra, mas por tudo o que se passou, eis-me de volta à dura realidade. Restam as imagens de três dias com muito sol, num sítio muito fixe, com pessoas fantásticas. Thank you all!











Legenda: Foto 1: Baía de S. Martinho do Porto; Foto 2: A duna mais espectácular do mundo (descê-la a correr é um vício...); Foto 3: Óbidos à noite (uma das muitas ruas de uma vila incrível que descobri, pela primeira vez, sem sol); Foto 4: Mais uma de Óbidos à noite (desta vez uma das torres); Foto 5: Eu, claro está.

quinta-feira, abril 27, 2006

o ser humano



Achei um piadão a esta imagem porque espelha bem a forma como muitas vezes agimos. Temos as coisas ao nosso alcançe, mas acabamos por escolher sempre o caminho mais penoso... Somos um espectáculo! :)

terça-feira, abril 25, 2006

paz por completo?

Cómo es la clave, cuál el secreto?
Para estar en paz por completo,
dos pies en la tierra y un relato
desde hace rato me tienen sujeto.


Mi Confesión (Gotan Project - Lunático)

A pergunta que muitos fazem e que também eu tantas vezes coloco. Paz por completo... Será que alguma vez conseguiremos atingir esse estado? Ou será que, neste momento, estar em paz significa apenas ter um emprego que nos pague as contas e alguém ao nosso lado?

sexta-feira, abril 21, 2006

música para viciar #2



Chama-se The Breakthrough, é mais recente trabalho de Mary J. Blige e o meu vício actual. Pelas melhores razões do mundo (e que nada têm a ver com ela), foi com o single Be Without You que a vontade de descobrir este álbum começou. Depois de algumas audições do tema, feitas da melhor forma possível, depressa me apressei a conseguir o restante álbum que, quanto a mim, é uma das pérolas musicais dos últimos tempos. Os bons momentos de The Breakthrough são muitos e capazes de, mesmo em pleno comboio, fazer abanar o corpo. Para ouvir em repeat, aconselho: No One Will Do, About You, Gonna Breakthrough e MJB Da MVP. Ah, e claro, Be Without You ;)

segunda-feira, abril 17, 2006

monday...

Todas as segundas deviam ser assim. No local perfeito, com a pessoa certa... Thank U! :p

sábado, abril 15, 2006

still floating...



... and i'm still floating too sitin' in our own cloud. That's the way U make me feel.
Thank U for this magical night, day... :)

sexta-feira, abril 14, 2006

os novos pecados

Posso até levar com um raio divino em cima, tendo em conta a época religiosa que estamos a atravessar, mas não consigo resistir à notícia que hoje fez manchete em alguns jornais televisivos. No site da SIC pode ler-se isto:

Os novos pecados da Igreja Católica
Há novos pecados a ter em consideração pelos católicos no momento da confissão. Se em vez de meditar e ler a Bíblia, estiver a ver televisão, ler jornais ou navegar na Internet, tal poderá querer dizer que está a pecar e deverá confessá-lo.

Estou muito contente! Depois da novidade acerca dos novos métodos de recrutamento de padres, que excluía os homossexuais ou quem tivesse tido práticas do género há menos de três anos, a Igreja Católica continua a inovar e a encontrar novas formas de chamar até si a atenção. Sinceramente acho piada a isto. De tal forma que mal posso esperar pelas próximas novidades...

E agora me vou. Não quero pecar mais por hoje. É que estudei de manhã, vi um pouco de televisão ao almoço e agora estou a usar a net... I'm a naughty boy!

quinta-feira, abril 13, 2006

smile

Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile

That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile


Charlie Chaplin

Uma das letras mais bonitas que já li, numa das músicas mais doces que já ouvi. Tinha que a colocar no blog. E sei a quem a dedico. Mas não digo...

quarta-feira, abril 12, 2006

parabéns maninha!

Que aniversários como este se repitam vezes sem conta e que a felicidade que hoje senti (e sentiste) seja sempre multiplicada pelo que eu gosto de ti!
(tudo isto porque o bolo que trouxeste estava fenomenal) :p









Legenda: Foto 1: Eu e maninha; Foto 2: O grupo under 30; Foto 3: Filipe, Vânia e Eu; Foto 4: Ana, Vânia e Eu.

terça-feira, abril 11, 2006

são prioridades...

Nos extras do DVD de Belleville Rendez-Vous, o realizador Sylvain Chomet refere-se a "Uma Casa Portuguesa" como sendo um êxito da música... espanhola! Sinceramente não condeno este senhor pela sua ignorância e tão pouco fico chocado com tal declaração, sabendo o esquecimento a que o nosso país está votado. O que condeno é a preocupação de um grupo de músicos nacionais que, em vez de se preocuparem com a promoção da nossa identidade e cultura no mundo e com a real defesa do seu trabalho, estão antes preocupados com o combate à pirataria informática que tão pouco os afecta. São prioridades...

sábado, abril 08, 2006

sentimento do dia #1

Letargia
do Lat. lethargia
s. f., estado mórbido em que as funções da vida estão atenuadas por forma tal que parece estarem suspensas.


Motivo: levantei-me cedo para despachar coisas da escola e a falta de um livro fez-me ficar com tudo em suspenso...

sexta-feira, abril 07, 2006

radio days

Numa tentativa mais uma vez falhada de organizar os cd's que aqui tenho, esbarrei com algumas gravações dos tempos em que fiz rádio. As arrumações ficaram a meio. A vontade de ouvir estes cd foi mais forte e ocupou grande parte da noite. Soube bem ouvir a minha voz gravada com a distância que o tempo impôs. O bichinho volto a despertar após um sono de dois anos. O desejo de voltar à rádio regressou em força, apesar de saber que neste momento é impossível tentar qualquer regresso. As prioridades mudaram e, provavelmente, a rádio onde estive também. Esperam-se melhores dias. Enquanto isso não acontece, deixo-vos um cheirinho do que fazia. Não que seja grande coisa, mas pronto... Esta gravação foi para o ar no dia 12 de Setembro de 2003. Ouçam-na aqui.

terça-feira, abril 04, 2006

uns lutam, outros lucram

Portugal na linha da frente do combate à pirataria.
Eis o que se lê nas últimas notícias sobre este assunto. Eu fico feliz. Muito feliz mesmo. É bom ver Portugal à frente dos outros países. Pena é que seja sempre pelas piores razões e esta não é excepção. Portugal está na linha da frente do combate não à pirataria, mas sim à fruição cultural dos portugueses, batalha essa iniciada logo à partida com o imposto de 21% sobre os discos, com ausência de políticas culturais ou com o fecho de escolas no interior profundo do país. Mas o que isso interessa aos músicos? Qual a importância de ter uma audiência informada, conhecedora e exigente se o que vale a pena é vender meia dúzia de discos? Sim, porque mesmo sem pirataria, os músicos nacionais vendem meia dúzia de discos.

É curioso verificar toda esta campanha contra a pirataria. Mais curioso é ver os depoimentos de conhecidos artistas nacionais apelando à não pirataria, quando nas suas caras está estampado tudo menos convicção no que estão a dizer. Sinceramente tenho pena dos músicos nacionais porque no fundo a bandeira agora agitada é toda menos a da defesa da música nacional e do seu trabalho. É que o combate à pirataria não os vai beneficiar a eles, mas sim aos artistas estrangeiros que vendem muito mais do que os tugas. Aliás, estes serão os grandes beneficiários de uma luta na qual os nossos artistas (pelos quais nutro o maior respeito como pessoas e profissionais) dão apenas a cara, tendo como beneficio muito pouco. Irrita-me que eles não percebam isso. Irrita-me que não percebam que às editoras nacionais interessa mais a matéria-prima estrangeira e menos a nacional.

Outra coisa que me faz confusão é saber, por conhecimento profissional de causa, que os concertos ao vivo são as maiores fontes de lucro dos músicos, pelo menos em Portugal, onde as vendas, mesmo sem pirataria, são muito poucas. Irrita-me por isso estes depoimentos de defesa ao combate à pirataria.

Senhores músicos, senhores agentes, senhores organizadores de festivais: o público que vos dá lucro comprando bilhetes para os vossos concertos, que vos apoia e grita, sabendo as letras e músicas de cor e que, no fundo, é a vossa razão de existir, é o mesmo dos downloads ilegais. Todos sabemos a crise em que Portugal está mergulhado. Todos sabemos que comprar um ou dois CD’s (cerca de 40 euros) é um fardo pesado para o orçamento familiar. E o que se aprende com dois CD’s por mês? NADA! O que se aprende e conhece com o download mesmo que ilegal? MUITO MAIS!

É graças ao download gratuito que hoje os grandes festivais organizados em Portugal têm o sucesso que se vê. De outra forma, como explicam o sucesso alcançado nesses mesmos eventos por muitas das bandas que nos visitam? Certamente não será por passarem nas nossas rádios. Todos sabemos bem a magra dieta musical que compõe as playlists das nossas emissoras…

domingo, abril 02, 2006

timeless: iguaria a devorar



O que acontece quando se junta Sérgio Mendes, um dos grandes criadores da música brasileira, a Will.I.Am, dos Black Eyed Peas? E se a estes nomes adicionarmos os próprios Black Eyed Peas, Justin Timberlake, Jill Scott, Stevie Wonder e Erykah Badu, entre outros? A receita parece complicada, os ingredientes da melhor qualidade e a base desta iguaria é tão somente o criador de músicas que levaram a MPB além fronteiras, como o famoso tema da letra "mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar...". O resultado é bem real e dá pelo nome de Timeless, um álbum onde a paleta de cores da música do Brasil, liderada pelo samba e pelo bossa nova, se cruzam com sonoridades da cultura urbana norte-americana, de forma surpreendente. Um trabalho que não reinventa a MPB, mas que mostra, mais uma vez, a força deste movimento cultural que tão bem os nossos irmãos brasileiros sabem dar ao mundo.

Entre as propostas, destaco That Heat, com Will.I.Am e Erykah Badu nos vocals, Loose End, com Justin Timberlake, e Fo'-Hop, com Cuinga e Marcelo D2. Três deliciosas fatias deste bolo cheio de calorias. Daquelas que fazem bem e que alimentam o espírito e a mente. E este disco é um dos melhores alimentos dos últimos tempos...

sexta-feira, março 31, 2006

@ school #1

Num dia em que pouco apetecia ir às aulas, eis fotos de alguns momentos que valem muito mais do que a falta de vontade.







Legenda: Foto 1: Inês, Eu, Joana, Chaínho, Didita, Paulo e Rita; Foto 2: Eu e Ivone (sua malucaaaaa!); Foto 3: Eu e um gajo que tem a mania que a crista dele é melhor que a minha! :p

quarta-feira, março 29, 2006

mp3 shuffle #2

You and me are floating on a tidal wave... Together
You and me are drifting into outer space... And singing


Bem, não foi em shuffle que ouvi a primeira música da manhã. Desta vez fui directo a X&Y, um dos temas do álbum dos Coldplay. Quanto às razões... bem, acho que por hoje vão ficar só para mim (e claro para mais alguém aqui sentado nesta nuvem...).

segunda-feira, março 27, 2006

nuvem

Too strong for too long (and I can't be without you baby)
And I'll be waiting up until you get home (cuz I can't sleep without you baby)
Anybody who's ever loved, ya know just what I feel
Too hard to fake it, nothing can replace it
Call the radio if you just can't be without your baby

Be Without Baby (Mary J. Blige)

Quando as palavras faltam, restam as músicas que nos marcam. Aquelas que gostaríamos de ouvir numa nuvem só nossa... ;)

magic sunday

Porque foi um dia completamente mágico, intenso, pleno de descobertas e de muita conversa, de boa comida (faltam as fotos do almoço e do lanche :p) e de uma grande e doce companhia. Restam as imagens. Ínfima parte de um domingo incrível.
Thank U for this day!







sexta-feira, março 24, 2006

mais um vício

Sinfonia n.°7 em Lá maior Op. 92, de Ludwig Van Beethoven.
Eis o que mais tenho ouvido nas últimas 24 horas. Aconselho vivamente aos apreciadores do género e não só.

timings...

Definitivamente o calendário não anda muito do meu lado. Desde que começei o curso, há já dois anos, esta é a segunda vez que recebo um tentador desafio profissional (daqueles que mudam de repente a nossa vida de tal maneira que se tornam assustadores).

Ainda que por momentos a euforia me tenha invadido, cedo tive que aterrar de novo. Tenho um emprego de onde sair neste momento iria ser muito mau, tenho um estágio que decorre no local onde trabalho e que poderia ficar inviabilizado e tenho um curso que tem um horário muito sui generis. Resultado: fica tudo na mesma e mais uma oportunidade passa. O pior é que assim que terminar o curso e ficar mais liberto sei que nada irá aparecer...

quarta-feira, março 22, 2006

poesia

Ah! Querem uma Luz
Ah! querem uma luz melhor que a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.

Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

Alberto Caeiro

Porque hoje se comemora o Dia Mundial da Poesia, uma pequena homenagem a um dos grandes poetas nacionais. Fernando Pessoa na "pessoa" de Alberto Caeiro. E que a poesia esteja sempre convosco porque para mim está sempre presente. Principalmente quando há pessoas que são como poesia... Tu és mais do que isso.

segunda-feira, março 20, 2006

rewind

Alguém me indica um comando que deixe fazer rewind até à noite de sexta-feira?
Não, não é tanto pelo fim-de-semana em si (há muito que já não tenho fins-de-semana). É mesmo pela noite de sexta e pelo dia de sábado. Quero-os de volta mais uma vez. Ou então muitas mais vezes... MUITAS MESMO! ;)

sexta-feira, março 17, 2006

caminhos

- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.

Alice no País das Maravilhas

Todos procuramos um caminho que nos leve a qualquer lado. Todos temos os nossos objectivos bem delineados. Mas será que, com todas as contrariedades com que nos vamos debatendo diariamente, nos lembramos daquilo que realmente desejamos? Ou será que já nos deixamos de preocupar para onde ir, deabulando por caminhos que nos levam sabe-se lá onde?

É importante que saibamos seguir um caminho que nos leve onde realmente queremos ir. E mesmo que os atalhos da vida nos desviem da rota traçada, é fundamental que não percamos o trilho que estabelecemos. Quanto a mim, só assim a nossa passagem pelo mundo fará sentido.

quarta-feira, março 15, 2006

mp3 shuffle #1

Para começar o dia, nada melhor que nos deixarmos surpreender por aquilo que, em shuffle, o mp3 player dita que ouçamos. Esta manhã começou ao som dos Zero 7. Dos phones em direcção à cabeça, ouviu-se Somersault e Warm Sound. Uma após a outra. Um convite para aterrar (ou não) de novo no mundo real e para "put my feet back on the ground", depois de uma noite, mais uma vez, surpreendente...

segunda-feira, março 13, 2006

dedicated to...

Eu falei baixinho para ninguém ouvir
as palavras foram com o vento.
Eu vou-me embalando, só para não sentir
que os segredos vão ganhando ao tempo

Eu chorei baixinho para não me ouvir
não vá o meu coração saber
que eu vou-me embalando, só para não sentir
a dor que tenho por "te" não ter.


Vou-me embalando (Susana Félix)

Mais uma música (ou letra?) que acabou de esbarrar comigo. Não querendo dedicá-la a ninguém em especial (por isso o "te" entre aspas), talvez a possa dedicar ao que ainda não tenho. E mais não digo...

domingo, março 12, 2006

vontades súbitas

É estranho quando, por vezes, paramos e olhamos para trás, percebendo que há tanta coisa que deixamos por fazer. O único consolo é pensar que se não as fizemos foi porque o tempo não chegou. Afinal, os dias têm apenas 24 horas e não 48. Mesmo que tivessem 48 horas, o horário de trabalho seria o dobro... E é isso que acontece comigo. O tempo parece fugir-me pelas mãos e é nas alturas em que me lembro de algo não concretizado que reparo o quão difícil é, agora, realizar esses sonhos, seja por falta de tempo ou dinheiro.

Tudo isto porque, ao ouvir algumas das músicas do álbum Retrouvailles, do Yann Tiersen - by the way, um grande disco -, fui invadido por uma súbita vontade de voltar a tocar piano. Da última vez que me empenhei a sério nesta arte tinha menos de 10 anos de idade. Nessa altura, o colégio onde andava decidiu abrir aulas que, por razões desconhecidas, terminaram de repente. Tive pena. Em casa, cheguei a ter um órgão no qual tocava instantaneamente qualquer música que acabara de ouvir. Os mais velhos até diziam que tinha um "ouvido musical", imaginem. Tenho realmente muita pena de não ter continuado a descobrir e aprender a tocar piano. Um dia, quando o tempo me sobrar um pouco mais, é algo que quero realizar. Não sei como ou onde, mas é algo que não quero deixar de fazer. E quando for rico, hei-de comprar um daqueles pianos enormes pretos para guardar numa das minhas salas... he he he

quinta-feira, março 09, 2006

ecos

Playing with the same love,
playing with the same fills,
playing for the same ones,
playing the same songs.

So, I smell your clothes when you’re not here,
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here…
Can you tell me that you’ll be here?

Bonita (The Gift)

Ecos. Há músicas (e letras) que parece terem saído da nossa própria mente, dizendo o que realmente sentimos. Logo pela manhã, esta música saiu directamente do mp3 player para a minha cabeça. São 13.55h e continua a ecoar na minha mente...

say what?

Ramalama Bang Bang
Flash Bang Big Bang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum

With a hammer Bang Bang
Flash Bang Press Gang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum

Ramalama (Roisin Murphy)

PS: Quero lá eu saber o que quer dizer o refrão. Esta música é GRANDE!

terça-feira, março 07, 2006

a propósito de Colisão...

A manhã começou com a melhor notícia. Quando todos esperavam algo diferente, eis que os senhores de Hollywood surpreenderam e brindaram Colisão (Crash) com o galardão de Melhor Filme. Confesso que tal possibilidade já me tinha passado pela cabeça, mas o facto do filme não ser tão recente quanto os restantes candidatos acabou por me fazer desacreditar que tal seria possível (apesar de considerar que este era realmente o que merecia). Fiquei histericamente contente com a notícia. Colisão é grande! Faz sentir! Faz querer falar dele a noite toda! Faz querer dizer mais, mais, mais…

Desde a primeira vez que vi o trailler que me apaixonei pelo filme. A frase de promoção desse mesmo trailler (“Sentimos tanto a falta do toque, que acabamos por colidir uns com os outros“) ecoou durante dias na minha cabeça e ganhou forma assim que vi a película pela primeira. Porque raio insistimos em colidir uns com os outros? Porque raio deixamos que os nossos problemas extravasem os limites do nosso corpo, atingindo quem nos rodeia e, muitas vezes, aqueles que nos são mais queridos? Colisão fala de tudo isto. Da falta de paciência que nos afecta, da sensação de perca de controlo do tempo (porque afinal temos tão pouco para nós), da forma como não olhamos para aqueles que partilham os mesmos espaços, encarando-os como objectos acessórios do mundo em que vivemos. E se calhar fazemo-lo porque sentimos mesmo tanto a falta do toque e de sentir aquilo que nos distingue das máquinas: os sentires.

Colisão passa-se em Los Angeles, mas podia ser muito bem passado em qualquer cidade do mundo. O que ali é retratado é transversal às grandes metrópoles. As exigências da vida moderna, que pouco espaço e tempo deixam para que possamos olhar para quem se senta ao nosso lado no autocarro ou para quem está também no trânsito na faixa do lado, fazem com que nos tornemos num autêntico caldeirão de emoções pronto a explodir a qualquer momento. E acredito que tal pode acontecer a qualquer um. É só premir o botão certo (ou errado). Todos podemos ser uma daquelas personagens. Basta que uma reviravolta transforme a nossa pacata e “normal” vida em algo muito diferente…

Porque acredito que as aparências iludem, nunca deixando que saibamos quem se esconde atrás de uma pele…

sábado, março 04, 2006

poderes

É incrível o poder que uma (ainda) pequena luz, por agora ténue e desconhecida, pode ter na nossa vida. É incrível como tudo pode mudar tão de repente. Tal qual uma sala escura que se ilumina ao toque de um interruptor há muito desligado...

quinta-feira, março 02, 2006

tempos modernos...

Depois de anos de "liberdade", eis que nos obrigam a usar relógio de ponto lá no trabalho. Apesar de sempre ter cumprido o horário e desta medida não me afectar especialmente, não concordo em nada com este tipo de soluções porque não é isso que vai aumentar a produtividade ou melhorar o trabalho que é feito. Antes pelo contrário. A minha experiência naquele local diz-me que no passado, graças à não existência de relógio de ponto, diversas situações foram resolvidas de forma mais célere e sem prejuizo ou custo adicional para a entidade patronal (que é o Estado). Além disso, quem não fazia vai continuar a não fazer, com a diferença de que agora tem que estar na secretária a horas. E como nada fazem, toca a usar o telefone e a Internet para ligar à família e amigos...

Hoje, pela primeira vez na vida, piquei o ponto. Foi emocionante sentir-me mais uma vez no meio do rebanho que insistem em querer controlar. E não sei porquê, mas a única imagem que consigo relacionar com isto é a dos "Tempos Modernos", do Chaplin...

terça-feira, fevereiro 28, 2006

dúvidas a meio do trabalho #2

O que fazer quando, no meio do corredor aqui do trabalho, um colega desata a treinar coreografias carnavalescas numa dinâmica de samba em estilo de fandango, misturado com um vira minhoto?

PS: De referir que este é o mesmo colega que, há alguns meses atrás, dançava no mesmo local ao som seguinte letra por ele cantada: "está a chover homens, Aleluia!"...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

música para viciar #1

Há muito que não deixava aqui umas breves sugestões musicais. Desta vez, decidi escolher algumas das músicas que mais tenho ouvido nos últimos tempos. Algumas tornaram-se verdadeiros vícios. Deixem-se viciar também por elas…

Roisin Murphy – Ramalama: Esta é daquelas músicas que devia vir com o seguinte aviso: “A audição deste tema pode tornar-se um vício”. E é mesmo o meu mais recente vício e uma das razões que me faz gostar cada vez mais de Ruby Blue, o álbum a solo da voz dos Moloko.

The Strokes – You Only Live Once: Sou addicted da banda de Julian Casablancas desde o primeiro álbum. First Impressions on Earth voltou a conquistar um lugar cimeiro no meu top pessoal e esta é, quanto a mim, uma das grandes músicas do disco.

Aqualung - Brighter Than Sunshine: Dizem que são as músicas que nos encontram. Ou serão os livros? Não sei. O que sei é que esta música entrou-me para os ouvidos via radar e dificilmente daqui vai sair. É daquelas que, às primeiras palavras do vocalista, me põe um sorriso na cara. Descubram-na.

Ursula Rucker - Rant Hat in Here: Posso estar a dizer a maior barbaridade do mundo, mas confesso que não acho piada nenhuma a Maat Mama, o último de Ursula Rucker. No entanto, há três ou quatro músicas que me conquistaram. Rant Hat in Here é uma delas.

Johnny Cash and June Carter - It Ain't me, Baby: Ainda com o cérebro no Walk The Line esta é uma das músicas do filme que continua a rodar na mente. Para quem não conhece a obra do senhor, este tema pode ser um bom convite…

Susana Félix – Flutuo: Ouvi esta música pela primeira vez num programa da 2: onde se falava sobre estúdios de gravação. Fiquei fã da faixa, mas só meses mais tarde voltei a ouvi-la. É o single de avanço de Indigo, o novo álbum de Susana Félix.

em repeat



Apesar de conhecer algumas coisas, confesso que não estava muito desperto para a vida e obra de Mr. Johnny Cash. Pois, isto até domingo passado e até ter visto o Walk The Line. A partir daí, e desde então, além de ter ficado a saber um pouco mais da vida deste músico, compositor e tudo o resto, ver o filme despertou em mim uma imensa vontade de conhecer mais o que Cash fez ao longo da vida. E penso que o filme traça um bom retrato da vida deste músico de forma rápida e indo ao que realmente é relevante. Saímos do cinema com a sensação de que vivemos perto de Johnny Cash. Eu pelo menos saí.

Walk The Line não é um musical, mas tem muita música. Daquela tão contagiante que nos faz abanar na cadeira sem pensar nas figuras parvas que podemos estar a fazer para quem mais atrás ficou. Mais impressionante ainda é saber que ali não há playback. São mesmo os actores - Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon - a dar a voz ao que ali é cantado, recriando, quanto a mim muito bem, as vozes de Cash e June Carter.

Depois do filme é que são elas. Ou ainda estão a ser. Mal cheguei a casa apressei-me a pesquisar a banda sonora original e mais um monte de músicas de Johnny Cash. São elas que tocam neste momento, em repeat, no computador aqui em casa. Amanhã, vão na pen directamente para o do trabalho. Fica o conselho para, caso ainda não tenham visto, não perderem Walk The Line. Depois digam-me se não ficaram também com vontade de dançar e descobrir mais músicas deste cantor.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

nova imagem, o mesmo blog

Como é fácil perceber, mudei algo radicalmente a imagem aqui do blog. Já há muito que queria criar algo diferente dos templates disponíveis e que acabam por fazer o nosso blog igual a tantos outros. Entre decifrar html, muito photoshop e uma grande dose de paciência, eis o produto final ainda em fase de acertos. Por isso mesmo, gostava de saber qual a vossa opinião acerca desta nova imagem. Aceito críticas, comentários e sugestões para melhorar o que fiz. É que este é também um espaço de quem o visita. Podem deixar os comentários no sítio do costume. Obrigado!

sábado, fevereiro 18, 2006

são bestas

É oficial! As bestas resolveram tirar o dia para me chatear os cornos. E o pior é que muitas dessas bestas nem sequer precisam de estar presentes para me irritar. Se calhar a culpa é minha... Não! A culpa não é minha. A culpa é mesmo das bestas, verdadeiros fantasmas que me assombram a existência. São bichos. Vocês são bichos que insistem em poluir a minha vida, mas cuja acção triste e inconsequente jamais me fará desviar um centímetro da rota que traço para mim.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

quero ser excêntrico!

Passei a tarde na Nauticampo. A razão que me levou até à FIL foi o facto de ter sabido que lá iria encontrar uma das minhas marcas de roupa com peças mesmo muito baratas. E confesso que pensava que entraria lá e que mais nada me iria interessar, até porque a realidade campista, por exemplo, nada me diz. Aliás, tudo o que seja tendas, caravanas, parques de campismo e afins, repugnam-me à grande.

Ora, acontece que não sabia onde ficava o stand da tal marca de roupa, o que me obrigou a percorrer todos os pavilhões. Mal entrei no primeiro fiquei logo de boca aberta e com o maior ar de parvo (algo normal em mim, lol) a olhar para os barcos. Estou a falar daqueles enormes que aparecem nos filmes. Autênticas casas flutuantes, portanto. Confesso que nunca tinha dado particular atenção a este tipo de objectos, mas hoje tudo mudou. Quem disser que o dinheiro que sai no Euromilhões é muito, não sabe o que diz. Estar ali perto daqueles barcos e poder imaginar os sítios onde poderia ir, levando alguns amigos e família, justificam todo o dinheiro investido. O bom gosto que preside às decorações dos interiores, as cores e os formatos e a forma como aquela realidade inacessível nos é apresentada de forma tão acessível, faz-nos querer investir, logo ali, num daqueles brinquedos. E o pior disto tudo é que foram muitas as pessoas que vi a visitá-los com ar de quem ía comprar... Argh! O que vale é que a vontade de ser excêntrico passou logo no segundo pavilhão. Enfim.

Resumindo: após longa pesquisa, encontrei o stand da roupa que queria e acho que fiz um bom negócio, apesar de ter ficado de olho num casaco verde forte. Mais uma vez acordei para a realidade e lembrei-me que a minha panca por casacos não podia voltar. É que o espaço já começa a ser pouco para tantos...

PS: Obrigado ao Valter pela companhia. Um dia ainda vamos passear num daqueles. Só falta é mesmo as tuas aulas de natação! he he he

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

lugares comuns

Pride can stand a thousand trials
The strong will never fall
But watching stars without you
My soul cries

Heaving heart is full of pain
Oooh, oooh, the aching
'Cause I'm kissing you, oooh
I'm kissing you, oooh

Touch me deep, pure and true
Give to me forever
'Cause I'm kissing you, oooh
I'm kissing you, oooh

Where are you now
Where are you now
'Cause I'm kissing you
I'm kissing you, oooh


Des’ree (Kissing You)


Vá, digam que esta música é mais um lugar comum. Não é original? Pois não, mas quem disse que eu queria colocar aqui algo original. Eu adoro lugares comuns. Se vivemos rodeados deles, porque não gostar deles? Eu gosto. Adoro-os! Cansei de ser original. Valerá a pena inovar, oferecer coisas giras e diferentes, proporcionar momentos especiais e nunca antes experimentados se no fim a medalha é sempre a mesma? Para quê o esforço quando as pessoas se revelam como más, mesquinhas e insensíveis e estão nem aí para as provas que lhes damos?
Eu adoro lugares comuns. Começo mesmo a pensar que são o suficiente para contentar as pessoas e mantê-las aqui, connosco.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

próximos capítulos

Há alturas em que me sinto personagem de novela. Daquelas que fazem algo sem nenhuma má intenção, mas cuja acção (ou palavras) acabam por ser mal interpretadas por quem as rodeia. E o pior é que, normalmente, tal personagem fica sem espaço para explicar convenientemente o que realmente quis dizer ou o aquilo que se passou na verdade, aumentando a teia de confusões que a rodeiam...

Pois é assim que me sinto desde ontem por causa de uma cena parva que até hoje ainda não consegui digerir. E não sei como digerir porque sinto que qualquer caminho para a resolução vai dar origem a um rol de discussões que é coisa para a qual hoje, em vésperas de um dia que este ano vai ser chato, não estou virado. Melhores dias virão. Acho que vou mesmo esperar pelas cenas do próximo capítulo...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

fim-de-semana em frases

Se tivesse que resumir este fim-de-semana em algumas frases, eis as que escolheria:

Amigo certo conhece-se na hora incerta.
Nem sempre da melhor moita sai o melhor coelho.
É na intenção que está o valor da acção.

E, para finalizar, uma de minha autoria:
Vale mesmo a pena ver o Match Point, do Woody Allen. :p

domingo, fevereiro 12, 2006

terá sido o melhor dia?

O que sentimos no momento em que entramos numa sala de cinema influencia em muito, quanto a mim, a forma como dela saímos e o termos ou não gostado do que acabamos de ver. Hoje, voltei a provar isso mesmo. Confesso que quando entrei na sala para ver o Brokeback Mountain, dei por mim a pensar se esta seria a altura ideal para assistir ao filme. O facto de estar com amigos, e por isso não poder "fugir", fez-me ficar. Acabei de ver o filme há 40 minutos e ainda não sei se fiz bem ou mal.

Mais do que uma história de amor entre dois homens, Brokeback Mountain é a história de um grande amor. Mesmo para os mais reticentes, penso ser essa a sensação com que se sai do filme. É que este não é de forma nenhuma um filme gay (e ainda bem!), mas antes um filme que vem provar que o amor pode acontecer quando menos se espera e com quem achamos menos provável. Infelizmente, nem sempre conseguimos ter braços suficientemente grandes para o acolher, acabando por optar por saídas mais fáceis, mas nem por isso mais felizes. Culpa nossa? Problema do que nos rodeia? Um pouco dos dois, talvez, mas continuo a achar que quem ama, mesmo quando comete pequenos erros, nunca os faz deliberadamente. Se ama verdadeiramente, esse sentimento é sempre mais forte do que qualquer intenção.

Brokeback Mountain é um filme pouco recomendável a quem está a sofrer por amor. Além de nos fazer acreditar que é possível sentir algo forte por alguém e que esse alguém pode aparecer quando menos se espera, o filme consegue mostrar a forma como, à distância, um sentimento consegue manter-se forte e como cada contacto parece ter o valor de um balão de oxigénio que nos faz respirar e reforçar algo forte que sentimos. Mas é ao sair da sala e ao voltar ao mundo real que a coisa começa a fazer-se sentir. Já passou quase uma hora e ainda não sei se foi o melhor dia para o ver...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

xó ca boca

O que leva alguém a enveredar por certo estilo de música? A pergunta não é minha, mas dos austríacos Bauchklang, um grupo cujo trabalho responde directamente, pela originalidade, a quem diz que na música já foi tudo inventado. Os Bauchklang são o exemplo vivo de que a dedicação a um género já conhecido pode originar novas e surpreendentes sonoridades.

A voz humana e um microfone é quanto baste para que este grupo de seis vocalistas brilhe e deixe incrédulo quem os ouça pela primeira vez. Mas aquilo é mesmo tudo feito só com a boca? Esta é a pergunta que se impõe após uma primeira audição. E eles respondem que sim. Todos os sons que se ouvem são, acreditem ou não, feitos apenas com a boca, resultando num produto final que funde sonoridades hip-hop, ragga, drum&bass e electrónica.

O que leva alguém a enveredar por certo estilo de música? Continuo sem conseguir responder à questão, mas quando a música nos continua a surpreender será mesmo importante perceber tais razões?

Site oficial dos Bauchklang

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

pequenas (grandes) palavras

és preocupado, atento, perspicaz, não pensas 1º em ti, meigo...
feitio é bom
fácil de aturar
compreensivo
às vezes tens as tuas travadinhas, mas dão-te poucas vezes

és um excelente namorado e tens o dom de tornar as coisas mais simples em momentos especiais

por vezes ages sem pensar

és algo impulsivo, mas 98% do tempo 5 estrelas
6 estrelas


Foram estas algumas das respostas que obtive via msn quando perguntei a alguém que me conhece bem, mas que consegue manter a sua imparcialidade, o que realmente achava de mim, a nível psicológico e de feitio. São estes pequenos momentos que nos dão força e nos fazem lutar contra quem insiste em destruir-nos…

pequenos prazeres #1

Leite com chocolate Ucal acompanhado por bolachas de aveia. São pequenos prazeres como este que provam como tudo é tão relativo...

sábado, fevereiro 04, 2006

i am what i am!

Um dia alguém me disse que, depois de mim, havia encontrado pessoas melhores que eu. Na altura, dada a circunstância, tal revelação custou a engolir. Acho até que terá sido uma das razões que levaram ao desenrolar de acontecimentos menos felizes (é o problema de não se saber guardar as coisas para as alturas certas...). Hoje, olho para tal comentário com outros olhos. É a vantagem de pensar e evoluir...

Eu sou o que sou. Não sou o melhor do mundo (que bom!), mas ninguém gosta tanto de mim como eu, apesar de, por vezes, o desfiar dos dias e dos acontecimentos nos fazer duvidar, ainda que por momentos, da nossa força. É bom ter defeitos, é bom não ser perfeito e, acima de tudo, é bom que, para algumas pessoas, haja melhores que nós. Não que isso me faça iniciar uma "competição" em busca do ser melhor que alguém ou que todos, mas tal ideia dá-me força para acreditar na velha máxima de que quem gostar verdadeiramente de nós tem que nos aceitar tal qual somos. É que há qualidades e posturas que considero como as minhas grandes linhas orientadoras e das quais não abdico e sei que, pelo menos para mim, estas minhas qualidades que exalto e defendo até ao fim, são difíceis (senão quase impossíveis) de encontrar em outro alguém. E não sou melhor que ninguém...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

recadinho #1

Dizem que quando a nossa orelha direita fica quente alguém está a falar mal de nós. Ora, para quem me tem posto a orelha direita nesse estado nos últimos tempos, eu tenho um recado: podem continuar a falar mal de mim à vontade. Eu gosto e é sinal de que não vos sou indiferente. Além disso, sou um acérrimo defensor da velha máxima "falem de mim, mal ou bem, mas falem".

terça-feira, janeiro 31, 2006

fim-de-semana sem carro: o balanço

É curioso como este fim-de-semana consegui ter mais vida social, ainda que com o carro na revisão, do que no anterior em que tinha o meu leãozinho estacionado aqui à porta. Quando na sexta-feira vi que não me iam entregar o carro, entrei em pânico. Depois de uma semana cheia, ficar sem o carro logo no fim-de-semana em que estou mais livre para sair, e quando tinha coisas já combinadas, era a cereja em cima do bolo. Just perfect!

O curioso é que consegui fazer tudo que havia pensado. Vejamos:
- Sexta à noite, café na FNAC, com direito a boleia até casa;
- Sábado à tarde, lá fui eu para o Chiado ter com uma amiga, acabando a tarde a experimentar os gelados da Ben & Jerry's, os quais recomendo vivamente! O único senão foram as bestas dos adeptos do benfica que me pregaram um susto de morte ao disparar tiros em pleno metro (eu e as histórias subterrâneas...). E nem me lembrava do jogo...
- Sábado à noite (ou ao final da tarde), lá rumo eu de volta a Almada para um jantar com amigos no italiano. A noite terminou num bar aqui da zona, com dois amigos a falarem em hipóteses e de pessoas que eles conhecem, tentando arranjar-me um novo relacionamento amoroso. E eu sem vontade nenhuma para tal...
- Domingo, paguei a factura. Lá fiquei eu em casa agarrado a um trabalho da escola que felizmente acabei a tempo. Valeu o ter visto neve a cair. Pena que não tenha sido mais. É nestas alturas que invejo o local onde a minha irmã está. Acho que andou a fazer lutas com bolas de neve e tudo...

Anyway... Eis que começo uma nova semana com notícias bem agradáveis. Parece que só me entregam o carro para a semana (tipo 3.ª feira). Fiquei tão lixado que me vinguei no cabelo. Mais uma vez, a minha mãe treme cada vez que passo por ela no corredor. Desta vez a coisa foi mais radical...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

a performance

E como prometi, aqui deixo algumas imagens da performance que apresentei na passada quinta-feira na escola. Para que percebam as imagens, a temática girava em torno da forma como a sociedade de consumo nos aprisiona e nos deixa sem margem de manobra, ainda que queiramos fugir às suas demandas, assim como o excesso de informação com o qual somos invadidos todos os dias. Perante uma sucessão de imagens, o performer (eu) ficava parado a assistir aquilo que se passava diante dos seus olhos, sendo que, no início da encenação e antes das imagens, se enrolava voluntariamente numa corda (prisão). Na mão direita estava um telecomando com o qual ele comandava o que passava à frente dos seus olhos.
Eis as imagens e para quem quiser, um pequeno vídeo.







(fotos by Lchai. Thanks, man!)

Vê aqui o vídeo

sábado, janeiro 28, 2006

irracionalidades

O amor é irracional. Se não o fosse teria a mesma piada? Eu penso que não. Nada como conhecer uma pessoa e cair na loucura de querer desistir de tudo só para passar a estar 24 horas ao lado de alguém que nos fascinou ao primeiro olhar. Sim, porque eu acredito que o amor à primeira vista existe realmente. A vida provou-me isso e sei que ainda me vai provar mesmo que o pessimismo da passagem dos dias (e das pessoas) pareça ser mais forte. Nada como sentir o arrepio dos primeiros dias, o doce do primeiro beijo e do primeiro toque, as primeiras palavras ditas em segredo e o bater do coração por ver alguém que nos faz sentir uma saudade que parece ser de meses de ausência, apesar de termos estado junto a essa pessoa horas antes. O amor é irracional. E que bom que é ser irracional...

sexta-feira, janeiro 27, 2006

para ti, palco

Palco,
Hoje voltei a subir para cima de ti. Hoje voltei a sentir as tuas tábuas a quererem fugir-me dos pés. Hoje senti-te. Hoje senti-me. Hoje provoquei sensações. Hoje tive sensações. Hoje fiquei alegre. Agora, sinto a tristeza própria de quem deu algo tão seu aos outros e ficou mais vazio. É o vazio que sinto. É nisso que tu és mau, palco. Estás ali parado à nossa espera, permites que pisemos a tua madeira, que sintamos o teu cheiro e o teu toque e depois, quando o pano desce e voltamos a ser nós, fazes-nos sentir menos cheios. És tu que nos sugas, palco. E é talvez por isso que gostamos tanto de ti...

PS: Hoje apresentei a minha performance na escola. Há imagens e estão prestes a chegar aqui ao blog.

terça-feira, janeiro 24, 2006

madonna@voice mail

É oficial! Madonna já chegou ao voice mail da PT. Acabei de tentar ligar para casa e, como a minha mãe não me atendeu, foi parar ao atendedor. Qual não é o meu espanto quando, de repente, começo a ouvir alguns acordes do Hung Up. Confesso, fiquei espantado.

domingo, janeiro 22, 2006

aulas...

Sim, estas imagens são de uma das aulas que tive na quinta-feira.





(fotos by Cat)

quinta-feira, janeiro 19, 2006

uvulopalatQUÊ?

O que fazer quando a prof. chega atrasada à aula?
Pois que se pensem em palavras estranhas, que se escrevam no quadro e que se tentem repetir em voz alta. Eis algumas das que deram muito que fazer às línguas aqui do pessoal da turma.

INCONSTITUCIONALISSIMAMENTE
DICLORODIFENILTRICLORETANO
UVULOPALATOFARINGOPLASTIA

Agora é a vossa vez de as ler e repetir. Não custa nada... he he

segunda-feira, janeiro 16, 2006

monday inspirations

What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine

Brighter Than Sunshine (Aqualung)

Acabou de passar na Radar uma das músicas que, finalmente, fez arrancar o início de mais uma semana depois de um fim-de-semana estranhamente estranho responsável pelos meus medos presentes a cada lembrança. Sim, tenho medo. É estúpida a razão, mas tenho.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

desculpas públicas

Inês,
Conforme pediste, venho por este meio pedir desculpas publicamente, e assim redimir-me, pelo facto desta manhã, durante a aula de Expressões Artísticas Integradas, ter espetado contigo contra a porta do ginásio.

Para quem não está a perceber nada, aqui vai a explicação.
Estavamos a meio de um exercício de treino de confiança, em grupos de dois, no qual um conduzia o outro, que estava de olhos fechados, pela sala. Para quem conduzia, a responsabilidade era evitar choques com os outros elementos da turma ou com um qualquer objecto daquele espaço. Ora, na altura do choque com a porta, era eu que conduzia a Inês e foi quando medi mal a distância e achei que passavamos os dois pela porta de saída. Erro meu, porque de repente espeto com a coitada de encontro à bela da porta. Depois disto, segue-se a repreensão da prof: "Oh Nuno, assim não vale. Não pode ser!". Pois, eu sei bem que aquilo não estava no guião, mas também não foi por mal, caramba!

Inês, desculpas aceites? Espero que sim, porque a prof fez questão de quase me crucificar. Eu sei que podia ter medido melhor a distância... Enfim!

PS: Tá bom assim, miúda? :p

quarta-feira, janeiro 11, 2006

closer to you...

One more chain I break, to get me closer to you
One more chain does the maker make, to keep me from bustin' through
One more notch I scratch, to keep me thinkin' of you
One more notch does the maker make, upon my face so blue
Get along little doggies, get along little doggies

One more smile I fake, 'n try my best to be glad
One more smile does the maker make, because he knows I'm sad
Oh Lord, how I know,
Oh Lord, how I see, that only can the maker make a happy man of me

Get along little doggies, get along little doggies, get along

É uma autêntica canção de embalar. Chama-se The Maker Makes, é cantada pelo grande Rufus Wainwright e é um dos temas da banda sonora do filme Brokeback Mountain. Anseio pela estreia que, no nosso país, está marcada para o início de Fevereiro. Se o filme for tão fantástico como esta música, então temos vício na certa!

terça-feira, janeiro 10, 2006

o mundo segundo Burton



O incrível mundo de Tim Burton foi-me apresentado por um amigo na noite de 25 para 26 de Dezembro de 2000, às 3.00h da manhã, com O Estranho Mundo de Jack. Por razões que agora não interessam nada, relembro essa data e hora com enorme precisão. Talvez por me ter apaixonado pelo filme logo aos primeiros minutos, talvez por ser natal, talvez por ainda guardar em mim uma criança cujos olhos brilham ao ver aquele fantástico mundo. Mas será que é preciso ser criança para que os nossos olhos brilhem ao ver o que Tim Burton faz? Eu cá acho que não.

Depois disso, revi Eduardo Mãos de Tesoura (e só aí realmente despertei para esse filme que anos antes não me tinha dito lá muito) e descobri películas como Vincent (o primeiro filme de animação Tim Burton, datado de 1982), Ed Wood, Marte Ataca! ou, mais recentemente, Big Fish, entre outros. Mas o mundo de Jack Skellington continuava sempre presente como a primeira grande marca que Burton me deixou. E ainda o vejo hoje com o mesmo prazer e com a banda sonora na ponta da língua…

Em 2005, Tim Burton regressa à animação com A Noiva Cadáver que, por razões estranhas, só este sábado consegui ver. E eis-me de novo sentado numa sala de cinema, rodeado de desconhecidos, de boca aberta e olhos arregalados e brilhantes a vibrar com mais uma fascinante história com animação à Burton que nos fascina (a mim, pelo menos) logo nos primeiros segundos. O argumento, longe da originalidade de O Estranho Mundo de Jack, ganha com uma animação plena de surpresas, de bonecos genialmente criados e animados, uma fotografia que faz as personagens brilhar (como os nossos olhos) e com um Tim Burton a mostrar o mundo dos mortos de um colorido que o suposto mundo dos vivos ali não tem. E a música? Mais uma vez, Danny Elfman encarrega-se de uma banda sonora que enche ainda mais o filme e à qual duvido que haja quem resista a abanar-se na cadeira.

A Noiva Cadáver é pura poesia para os olhos, para o corpo, para a mente. Um filme que apetece ver mais e mais. 75 minutos de pura magia, loucura, fantasia e uma realidade da qual apetece fazer parte. Numa palavra: Lindo!

PS: Curiosamente, este foi a primeira vez que fui ao cinema sozinho. Habitualmente levo sempre companhia, mas sábado descobri as vantagens de ir sem ninguém. Posso escolher o lugar que quero à vontade sem estarem ao meu lado a exigir que querem ficar na última fila… Se é para ir ao cinema e gastar quatro euros é para ver em grande e não tipo TV. Ainda mais quando se trata de um filme do Burton…

domingo, janeiro 08, 2006

obrigado, Sr. Nestlé

Obrigado por ter criado o alimento que mais prazer me dá comer. Falo das papas Cerelac, pelas quais sou completamente louco ao ponto de comer o pó à colher mesmo a seco.
Obrigado, Sr. Nestlé. É com invenções como a sua que o mundo (e eu) somos mais felizes!

sábado, janeiro 07, 2006

porquês II

Porque é que as pessoas de quem gostamos não fazem as coisas no tempo que queremos?