quinta-feira, março 09, 2006

ecos

Playing with the same love,
playing with the same fills,
playing for the same ones,
playing the same songs.

So, I smell your clothes when you’re not here,
I smell your clothes when you’re not near,
I smell your things, why disappear?
I smell your clothes when you’re not here…
Can you tell me that you’ll be here?

Bonita (The Gift)

Ecos. Há músicas (e letras) que parece terem saído da nossa própria mente, dizendo o que realmente sentimos. Logo pela manhã, esta música saiu directamente do mp3 player para a minha cabeça. São 13.55h e continua a ecoar na minha mente...

say what?

Ramalama Bang Bang
Flash Bang Big Bang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum

With a hammer Bang Bang
Flash Bang Press Gang
Bing Bong, Ding Dong
Dum dum d’ dum dum

Ramalama (Roisin Murphy)

PS: Quero lá eu saber o que quer dizer o refrão. Esta música é GRANDE!

terça-feira, março 07, 2006

a propósito de Colisão...

A manhã começou com a melhor notícia. Quando todos esperavam algo diferente, eis que os senhores de Hollywood surpreenderam e brindaram Colisão (Crash) com o galardão de Melhor Filme. Confesso que tal possibilidade já me tinha passado pela cabeça, mas o facto do filme não ser tão recente quanto os restantes candidatos acabou por me fazer desacreditar que tal seria possível (apesar de considerar que este era realmente o que merecia). Fiquei histericamente contente com a notícia. Colisão é grande! Faz sentir! Faz querer falar dele a noite toda! Faz querer dizer mais, mais, mais…

Desde a primeira vez que vi o trailler que me apaixonei pelo filme. A frase de promoção desse mesmo trailler (“Sentimos tanto a falta do toque, que acabamos por colidir uns com os outros“) ecoou durante dias na minha cabeça e ganhou forma assim que vi a película pela primeira. Porque raio insistimos em colidir uns com os outros? Porque raio deixamos que os nossos problemas extravasem os limites do nosso corpo, atingindo quem nos rodeia e, muitas vezes, aqueles que nos são mais queridos? Colisão fala de tudo isto. Da falta de paciência que nos afecta, da sensação de perca de controlo do tempo (porque afinal temos tão pouco para nós), da forma como não olhamos para aqueles que partilham os mesmos espaços, encarando-os como objectos acessórios do mundo em que vivemos. E se calhar fazemo-lo porque sentimos mesmo tanto a falta do toque e de sentir aquilo que nos distingue das máquinas: os sentires.

Colisão passa-se em Los Angeles, mas podia ser muito bem passado em qualquer cidade do mundo. O que ali é retratado é transversal às grandes metrópoles. As exigências da vida moderna, que pouco espaço e tempo deixam para que possamos olhar para quem se senta ao nosso lado no autocarro ou para quem está também no trânsito na faixa do lado, fazem com que nos tornemos num autêntico caldeirão de emoções pronto a explodir a qualquer momento. E acredito que tal pode acontecer a qualquer um. É só premir o botão certo (ou errado). Todos podemos ser uma daquelas personagens. Basta que uma reviravolta transforme a nossa pacata e “normal” vida em algo muito diferente…

Porque acredito que as aparências iludem, nunca deixando que saibamos quem se esconde atrás de uma pele…

sábado, março 04, 2006

poderes

É incrível o poder que uma (ainda) pequena luz, por agora ténue e desconhecida, pode ter na nossa vida. É incrível como tudo pode mudar tão de repente. Tal qual uma sala escura que se ilumina ao toque de um interruptor há muito desligado...

quinta-feira, março 02, 2006

tempos modernos...

Depois de anos de "liberdade", eis que nos obrigam a usar relógio de ponto lá no trabalho. Apesar de sempre ter cumprido o horário e desta medida não me afectar especialmente, não concordo em nada com este tipo de soluções porque não é isso que vai aumentar a produtividade ou melhorar o trabalho que é feito. Antes pelo contrário. A minha experiência naquele local diz-me que no passado, graças à não existência de relógio de ponto, diversas situações foram resolvidas de forma mais célere e sem prejuizo ou custo adicional para a entidade patronal (que é o Estado). Além disso, quem não fazia vai continuar a não fazer, com a diferença de que agora tem que estar na secretária a horas. E como nada fazem, toca a usar o telefone e a Internet para ligar à família e amigos...

Hoje, pela primeira vez na vida, piquei o ponto. Foi emocionante sentir-me mais uma vez no meio do rebanho que insistem em querer controlar. E não sei porquê, mas a única imagem que consigo relacionar com isto é a dos "Tempos Modernos", do Chaplin...

terça-feira, fevereiro 28, 2006

dúvidas a meio do trabalho #2

O que fazer quando, no meio do corredor aqui do trabalho, um colega desata a treinar coreografias carnavalescas numa dinâmica de samba em estilo de fandango, misturado com um vira minhoto?

PS: De referir que este é o mesmo colega que, há alguns meses atrás, dançava no mesmo local ao som seguinte letra por ele cantada: "está a chover homens, Aleluia!"...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

música para viciar #1

Há muito que não deixava aqui umas breves sugestões musicais. Desta vez, decidi escolher algumas das músicas que mais tenho ouvido nos últimos tempos. Algumas tornaram-se verdadeiros vícios. Deixem-se viciar também por elas…

Roisin Murphy – Ramalama: Esta é daquelas músicas que devia vir com o seguinte aviso: “A audição deste tema pode tornar-se um vício”. E é mesmo o meu mais recente vício e uma das razões que me faz gostar cada vez mais de Ruby Blue, o álbum a solo da voz dos Moloko.

The Strokes – You Only Live Once: Sou addicted da banda de Julian Casablancas desde o primeiro álbum. First Impressions on Earth voltou a conquistar um lugar cimeiro no meu top pessoal e esta é, quanto a mim, uma das grandes músicas do disco.

Aqualung - Brighter Than Sunshine: Dizem que são as músicas que nos encontram. Ou serão os livros? Não sei. O que sei é que esta música entrou-me para os ouvidos via radar e dificilmente daqui vai sair. É daquelas que, às primeiras palavras do vocalista, me põe um sorriso na cara. Descubram-na.

Ursula Rucker - Rant Hat in Here: Posso estar a dizer a maior barbaridade do mundo, mas confesso que não acho piada nenhuma a Maat Mama, o último de Ursula Rucker. No entanto, há três ou quatro músicas que me conquistaram. Rant Hat in Here é uma delas.

Johnny Cash and June Carter - It Ain't me, Baby: Ainda com o cérebro no Walk The Line esta é uma das músicas do filme que continua a rodar na mente. Para quem não conhece a obra do senhor, este tema pode ser um bom convite…

Susana Félix – Flutuo: Ouvi esta música pela primeira vez num programa da 2: onde se falava sobre estúdios de gravação. Fiquei fã da faixa, mas só meses mais tarde voltei a ouvi-la. É o single de avanço de Indigo, o novo álbum de Susana Félix.

em repeat



Apesar de conhecer algumas coisas, confesso que não estava muito desperto para a vida e obra de Mr. Johnny Cash. Pois, isto até domingo passado e até ter visto o Walk The Line. A partir daí, e desde então, além de ter ficado a saber um pouco mais da vida deste músico, compositor e tudo o resto, ver o filme despertou em mim uma imensa vontade de conhecer mais o que Cash fez ao longo da vida. E penso que o filme traça um bom retrato da vida deste músico de forma rápida e indo ao que realmente é relevante. Saímos do cinema com a sensação de que vivemos perto de Johnny Cash. Eu pelo menos saí.

Walk The Line não é um musical, mas tem muita música. Daquela tão contagiante que nos faz abanar na cadeira sem pensar nas figuras parvas que podemos estar a fazer para quem mais atrás ficou. Mais impressionante ainda é saber que ali não há playback. São mesmo os actores - Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon - a dar a voz ao que ali é cantado, recriando, quanto a mim muito bem, as vozes de Cash e June Carter.

Depois do filme é que são elas. Ou ainda estão a ser. Mal cheguei a casa apressei-me a pesquisar a banda sonora original e mais um monte de músicas de Johnny Cash. São elas que tocam neste momento, em repeat, no computador aqui em casa. Amanhã, vão na pen directamente para o do trabalho. Fica o conselho para, caso ainda não tenham visto, não perderem Walk The Line. Depois digam-me se não ficaram também com vontade de dançar e descobrir mais músicas deste cantor.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

nova imagem, o mesmo blog

Como é fácil perceber, mudei algo radicalmente a imagem aqui do blog. Já há muito que queria criar algo diferente dos templates disponíveis e que acabam por fazer o nosso blog igual a tantos outros. Entre decifrar html, muito photoshop e uma grande dose de paciência, eis o produto final ainda em fase de acertos. Por isso mesmo, gostava de saber qual a vossa opinião acerca desta nova imagem. Aceito críticas, comentários e sugestões para melhorar o que fiz. É que este é também um espaço de quem o visita. Podem deixar os comentários no sítio do costume. Obrigado!

sábado, fevereiro 18, 2006

são bestas

É oficial! As bestas resolveram tirar o dia para me chatear os cornos. E o pior é que muitas dessas bestas nem sequer precisam de estar presentes para me irritar. Se calhar a culpa é minha... Não! A culpa não é minha. A culpa é mesmo das bestas, verdadeiros fantasmas que me assombram a existência. São bichos. Vocês são bichos que insistem em poluir a minha vida, mas cuja acção triste e inconsequente jamais me fará desviar um centímetro da rota que traço para mim.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

quero ser excêntrico!

Passei a tarde na Nauticampo. A razão que me levou até à FIL foi o facto de ter sabido que lá iria encontrar uma das minhas marcas de roupa com peças mesmo muito baratas. E confesso que pensava que entraria lá e que mais nada me iria interessar, até porque a realidade campista, por exemplo, nada me diz. Aliás, tudo o que seja tendas, caravanas, parques de campismo e afins, repugnam-me à grande.

Ora, acontece que não sabia onde ficava o stand da tal marca de roupa, o que me obrigou a percorrer todos os pavilhões. Mal entrei no primeiro fiquei logo de boca aberta e com o maior ar de parvo (algo normal em mim, lol) a olhar para os barcos. Estou a falar daqueles enormes que aparecem nos filmes. Autênticas casas flutuantes, portanto. Confesso que nunca tinha dado particular atenção a este tipo de objectos, mas hoje tudo mudou. Quem disser que o dinheiro que sai no Euromilhões é muito, não sabe o que diz. Estar ali perto daqueles barcos e poder imaginar os sítios onde poderia ir, levando alguns amigos e família, justificam todo o dinheiro investido. O bom gosto que preside às decorações dos interiores, as cores e os formatos e a forma como aquela realidade inacessível nos é apresentada de forma tão acessível, faz-nos querer investir, logo ali, num daqueles brinquedos. E o pior disto tudo é que foram muitas as pessoas que vi a visitá-los com ar de quem ía comprar... Argh! O que vale é que a vontade de ser excêntrico passou logo no segundo pavilhão. Enfim.

Resumindo: após longa pesquisa, encontrei o stand da roupa que queria e acho que fiz um bom negócio, apesar de ter ficado de olho num casaco verde forte. Mais uma vez acordei para a realidade e lembrei-me que a minha panca por casacos não podia voltar. É que o espaço já começa a ser pouco para tantos...

PS: Obrigado ao Valter pela companhia. Um dia ainda vamos passear num daqueles. Só falta é mesmo as tuas aulas de natação! he he he

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

lugares comuns

Pride can stand a thousand trials
The strong will never fall
But watching stars without you
My soul cries

Heaving heart is full of pain
Oooh, oooh, the aching
'Cause I'm kissing you, oooh
I'm kissing you, oooh

Touch me deep, pure and true
Give to me forever
'Cause I'm kissing you, oooh
I'm kissing you, oooh

Where are you now
Where are you now
'Cause I'm kissing you
I'm kissing you, oooh


Des’ree (Kissing You)


Vá, digam que esta música é mais um lugar comum. Não é original? Pois não, mas quem disse que eu queria colocar aqui algo original. Eu adoro lugares comuns. Se vivemos rodeados deles, porque não gostar deles? Eu gosto. Adoro-os! Cansei de ser original. Valerá a pena inovar, oferecer coisas giras e diferentes, proporcionar momentos especiais e nunca antes experimentados se no fim a medalha é sempre a mesma? Para quê o esforço quando as pessoas se revelam como más, mesquinhas e insensíveis e estão nem aí para as provas que lhes damos?
Eu adoro lugares comuns. Começo mesmo a pensar que são o suficiente para contentar as pessoas e mantê-las aqui, connosco.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

próximos capítulos

Há alturas em que me sinto personagem de novela. Daquelas que fazem algo sem nenhuma má intenção, mas cuja acção (ou palavras) acabam por ser mal interpretadas por quem as rodeia. E o pior é que, normalmente, tal personagem fica sem espaço para explicar convenientemente o que realmente quis dizer ou o aquilo que se passou na verdade, aumentando a teia de confusões que a rodeiam...

Pois é assim que me sinto desde ontem por causa de uma cena parva que até hoje ainda não consegui digerir. E não sei como digerir porque sinto que qualquer caminho para a resolução vai dar origem a um rol de discussões que é coisa para a qual hoje, em vésperas de um dia que este ano vai ser chato, não estou virado. Melhores dias virão. Acho que vou mesmo esperar pelas cenas do próximo capítulo...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

fim-de-semana em frases

Se tivesse que resumir este fim-de-semana em algumas frases, eis as que escolheria:

Amigo certo conhece-se na hora incerta.
Nem sempre da melhor moita sai o melhor coelho.
É na intenção que está o valor da acção.

E, para finalizar, uma de minha autoria:
Vale mesmo a pena ver o Match Point, do Woody Allen. :p

domingo, fevereiro 12, 2006

terá sido o melhor dia?

O que sentimos no momento em que entramos numa sala de cinema influencia em muito, quanto a mim, a forma como dela saímos e o termos ou não gostado do que acabamos de ver. Hoje, voltei a provar isso mesmo. Confesso que quando entrei na sala para ver o Brokeback Mountain, dei por mim a pensar se esta seria a altura ideal para assistir ao filme. O facto de estar com amigos, e por isso não poder "fugir", fez-me ficar. Acabei de ver o filme há 40 minutos e ainda não sei se fiz bem ou mal.

Mais do que uma história de amor entre dois homens, Brokeback Mountain é a história de um grande amor. Mesmo para os mais reticentes, penso ser essa a sensação com que se sai do filme. É que este não é de forma nenhuma um filme gay (e ainda bem!), mas antes um filme que vem provar que o amor pode acontecer quando menos se espera e com quem achamos menos provável. Infelizmente, nem sempre conseguimos ter braços suficientemente grandes para o acolher, acabando por optar por saídas mais fáceis, mas nem por isso mais felizes. Culpa nossa? Problema do que nos rodeia? Um pouco dos dois, talvez, mas continuo a achar que quem ama, mesmo quando comete pequenos erros, nunca os faz deliberadamente. Se ama verdadeiramente, esse sentimento é sempre mais forte do que qualquer intenção.

Brokeback Mountain é um filme pouco recomendável a quem está a sofrer por amor. Além de nos fazer acreditar que é possível sentir algo forte por alguém e que esse alguém pode aparecer quando menos se espera, o filme consegue mostrar a forma como, à distância, um sentimento consegue manter-se forte e como cada contacto parece ter o valor de um balão de oxigénio que nos faz respirar e reforçar algo forte que sentimos. Mas é ao sair da sala e ao voltar ao mundo real que a coisa começa a fazer-se sentir. Já passou quase uma hora e ainda não sei se foi o melhor dia para o ver...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

xó ca boca

O que leva alguém a enveredar por certo estilo de música? A pergunta não é minha, mas dos austríacos Bauchklang, um grupo cujo trabalho responde directamente, pela originalidade, a quem diz que na música já foi tudo inventado. Os Bauchklang são o exemplo vivo de que a dedicação a um género já conhecido pode originar novas e surpreendentes sonoridades.

A voz humana e um microfone é quanto baste para que este grupo de seis vocalistas brilhe e deixe incrédulo quem os ouça pela primeira vez. Mas aquilo é mesmo tudo feito só com a boca? Esta é a pergunta que se impõe após uma primeira audição. E eles respondem que sim. Todos os sons que se ouvem são, acreditem ou não, feitos apenas com a boca, resultando num produto final que funde sonoridades hip-hop, ragga, drum&bass e electrónica.

O que leva alguém a enveredar por certo estilo de música? Continuo sem conseguir responder à questão, mas quando a música nos continua a surpreender será mesmo importante perceber tais razões?

Site oficial dos Bauchklang

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

pequenas (grandes) palavras

és preocupado, atento, perspicaz, não pensas 1º em ti, meigo...
feitio é bom
fácil de aturar
compreensivo
às vezes tens as tuas travadinhas, mas dão-te poucas vezes

és um excelente namorado e tens o dom de tornar as coisas mais simples em momentos especiais

por vezes ages sem pensar

és algo impulsivo, mas 98% do tempo 5 estrelas
6 estrelas


Foram estas algumas das respostas que obtive via msn quando perguntei a alguém que me conhece bem, mas que consegue manter a sua imparcialidade, o que realmente achava de mim, a nível psicológico e de feitio. São estes pequenos momentos que nos dão força e nos fazem lutar contra quem insiste em destruir-nos…

pequenos prazeres #1

Leite com chocolate Ucal acompanhado por bolachas de aveia. São pequenos prazeres como este que provam como tudo é tão relativo...

sábado, fevereiro 04, 2006

i am what i am!

Um dia alguém me disse que, depois de mim, havia encontrado pessoas melhores que eu. Na altura, dada a circunstância, tal revelação custou a engolir. Acho até que terá sido uma das razões que levaram ao desenrolar de acontecimentos menos felizes (é o problema de não se saber guardar as coisas para as alturas certas...). Hoje, olho para tal comentário com outros olhos. É a vantagem de pensar e evoluir...

Eu sou o que sou. Não sou o melhor do mundo (que bom!), mas ninguém gosta tanto de mim como eu, apesar de, por vezes, o desfiar dos dias e dos acontecimentos nos fazer duvidar, ainda que por momentos, da nossa força. É bom ter defeitos, é bom não ser perfeito e, acima de tudo, é bom que, para algumas pessoas, haja melhores que nós. Não que isso me faça iniciar uma "competição" em busca do ser melhor que alguém ou que todos, mas tal ideia dá-me força para acreditar na velha máxima de que quem gostar verdadeiramente de nós tem que nos aceitar tal qual somos. É que há qualidades e posturas que considero como as minhas grandes linhas orientadoras e das quais não abdico e sei que, pelo menos para mim, estas minhas qualidades que exalto e defendo até ao fim, são difíceis (senão quase impossíveis) de encontrar em outro alguém. E não sou melhor que ninguém...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

recadinho #1

Dizem que quando a nossa orelha direita fica quente alguém está a falar mal de nós. Ora, para quem me tem posto a orelha direita nesse estado nos últimos tempos, eu tenho um recado: podem continuar a falar mal de mim à vontade. Eu gosto e é sinal de que não vos sou indiferente. Além disso, sou um acérrimo defensor da velha máxima "falem de mim, mal ou bem, mas falem".

terça-feira, janeiro 31, 2006

fim-de-semana sem carro: o balanço

É curioso como este fim-de-semana consegui ter mais vida social, ainda que com o carro na revisão, do que no anterior em que tinha o meu leãozinho estacionado aqui à porta. Quando na sexta-feira vi que não me iam entregar o carro, entrei em pânico. Depois de uma semana cheia, ficar sem o carro logo no fim-de-semana em que estou mais livre para sair, e quando tinha coisas já combinadas, era a cereja em cima do bolo. Just perfect!

O curioso é que consegui fazer tudo que havia pensado. Vejamos:
- Sexta à noite, café na FNAC, com direito a boleia até casa;
- Sábado à tarde, lá fui eu para o Chiado ter com uma amiga, acabando a tarde a experimentar os gelados da Ben & Jerry's, os quais recomendo vivamente! O único senão foram as bestas dos adeptos do benfica que me pregaram um susto de morte ao disparar tiros em pleno metro (eu e as histórias subterrâneas...). E nem me lembrava do jogo...
- Sábado à noite (ou ao final da tarde), lá rumo eu de volta a Almada para um jantar com amigos no italiano. A noite terminou num bar aqui da zona, com dois amigos a falarem em hipóteses e de pessoas que eles conhecem, tentando arranjar-me um novo relacionamento amoroso. E eu sem vontade nenhuma para tal...
- Domingo, paguei a factura. Lá fiquei eu em casa agarrado a um trabalho da escola que felizmente acabei a tempo. Valeu o ter visto neve a cair. Pena que não tenha sido mais. É nestas alturas que invejo o local onde a minha irmã está. Acho que andou a fazer lutas com bolas de neve e tudo...

Anyway... Eis que começo uma nova semana com notícias bem agradáveis. Parece que só me entregam o carro para a semana (tipo 3.ª feira). Fiquei tão lixado que me vinguei no cabelo. Mais uma vez, a minha mãe treme cada vez que passo por ela no corredor. Desta vez a coisa foi mais radical...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

a performance

E como prometi, aqui deixo algumas imagens da performance que apresentei na passada quinta-feira na escola. Para que percebam as imagens, a temática girava em torno da forma como a sociedade de consumo nos aprisiona e nos deixa sem margem de manobra, ainda que queiramos fugir às suas demandas, assim como o excesso de informação com o qual somos invadidos todos os dias. Perante uma sucessão de imagens, o performer (eu) ficava parado a assistir aquilo que se passava diante dos seus olhos, sendo que, no início da encenação e antes das imagens, se enrolava voluntariamente numa corda (prisão). Na mão direita estava um telecomando com o qual ele comandava o que passava à frente dos seus olhos.
Eis as imagens e para quem quiser, um pequeno vídeo.







(fotos by Lchai. Thanks, man!)

Vê aqui o vídeo

sábado, janeiro 28, 2006

irracionalidades

O amor é irracional. Se não o fosse teria a mesma piada? Eu penso que não. Nada como conhecer uma pessoa e cair na loucura de querer desistir de tudo só para passar a estar 24 horas ao lado de alguém que nos fascinou ao primeiro olhar. Sim, porque eu acredito que o amor à primeira vista existe realmente. A vida provou-me isso e sei que ainda me vai provar mesmo que o pessimismo da passagem dos dias (e das pessoas) pareça ser mais forte. Nada como sentir o arrepio dos primeiros dias, o doce do primeiro beijo e do primeiro toque, as primeiras palavras ditas em segredo e o bater do coração por ver alguém que nos faz sentir uma saudade que parece ser de meses de ausência, apesar de termos estado junto a essa pessoa horas antes. O amor é irracional. E que bom que é ser irracional...

sexta-feira, janeiro 27, 2006

para ti, palco

Palco,
Hoje voltei a subir para cima de ti. Hoje voltei a sentir as tuas tábuas a quererem fugir-me dos pés. Hoje senti-te. Hoje senti-me. Hoje provoquei sensações. Hoje tive sensações. Hoje fiquei alegre. Agora, sinto a tristeza própria de quem deu algo tão seu aos outros e ficou mais vazio. É o vazio que sinto. É nisso que tu és mau, palco. Estás ali parado à nossa espera, permites que pisemos a tua madeira, que sintamos o teu cheiro e o teu toque e depois, quando o pano desce e voltamos a ser nós, fazes-nos sentir menos cheios. És tu que nos sugas, palco. E é talvez por isso que gostamos tanto de ti...

PS: Hoje apresentei a minha performance na escola. Há imagens e estão prestes a chegar aqui ao blog.

terça-feira, janeiro 24, 2006

madonna@voice mail

É oficial! Madonna já chegou ao voice mail da PT. Acabei de tentar ligar para casa e, como a minha mãe não me atendeu, foi parar ao atendedor. Qual não é o meu espanto quando, de repente, começo a ouvir alguns acordes do Hung Up. Confesso, fiquei espantado.

domingo, janeiro 22, 2006

aulas...

Sim, estas imagens são de uma das aulas que tive na quinta-feira.





(fotos by Cat)

quinta-feira, janeiro 19, 2006

uvulopalatQUÊ?

O que fazer quando a prof. chega atrasada à aula?
Pois que se pensem em palavras estranhas, que se escrevam no quadro e que se tentem repetir em voz alta. Eis algumas das que deram muito que fazer às línguas aqui do pessoal da turma.

INCONSTITUCIONALISSIMAMENTE
DICLORODIFENILTRICLORETANO
UVULOPALATOFARINGOPLASTIA

Agora é a vossa vez de as ler e repetir. Não custa nada... he he

segunda-feira, janeiro 16, 2006

monday inspirations

What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine

Brighter Than Sunshine (Aqualung)

Acabou de passar na Radar uma das músicas que, finalmente, fez arrancar o início de mais uma semana depois de um fim-de-semana estranhamente estranho responsável pelos meus medos presentes a cada lembrança. Sim, tenho medo. É estúpida a razão, mas tenho.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

desculpas públicas

Inês,
Conforme pediste, venho por este meio pedir desculpas publicamente, e assim redimir-me, pelo facto desta manhã, durante a aula de Expressões Artísticas Integradas, ter espetado contigo contra a porta do ginásio.

Para quem não está a perceber nada, aqui vai a explicação.
Estavamos a meio de um exercício de treino de confiança, em grupos de dois, no qual um conduzia o outro, que estava de olhos fechados, pela sala. Para quem conduzia, a responsabilidade era evitar choques com os outros elementos da turma ou com um qualquer objecto daquele espaço. Ora, na altura do choque com a porta, era eu que conduzia a Inês e foi quando medi mal a distância e achei que passavamos os dois pela porta de saída. Erro meu, porque de repente espeto com a coitada de encontro à bela da porta. Depois disto, segue-se a repreensão da prof: "Oh Nuno, assim não vale. Não pode ser!". Pois, eu sei bem que aquilo não estava no guião, mas também não foi por mal, caramba!

Inês, desculpas aceites? Espero que sim, porque a prof fez questão de quase me crucificar. Eu sei que podia ter medido melhor a distância... Enfim!

PS: Tá bom assim, miúda? :p

quarta-feira, janeiro 11, 2006

closer to you...

One more chain I break, to get me closer to you
One more chain does the maker make, to keep me from bustin' through
One more notch I scratch, to keep me thinkin' of you
One more notch does the maker make, upon my face so blue
Get along little doggies, get along little doggies

One more smile I fake, 'n try my best to be glad
One more smile does the maker make, because he knows I'm sad
Oh Lord, how I know,
Oh Lord, how I see, that only can the maker make a happy man of me

Get along little doggies, get along little doggies, get along

É uma autêntica canção de embalar. Chama-se The Maker Makes, é cantada pelo grande Rufus Wainwright e é um dos temas da banda sonora do filme Brokeback Mountain. Anseio pela estreia que, no nosso país, está marcada para o início de Fevereiro. Se o filme for tão fantástico como esta música, então temos vício na certa!

terça-feira, janeiro 10, 2006

o mundo segundo Burton



O incrível mundo de Tim Burton foi-me apresentado por um amigo na noite de 25 para 26 de Dezembro de 2000, às 3.00h da manhã, com O Estranho Mundo de Jack. Por razões que agora não interessam nada, relembro essa data e hora com enorme precisão. Talvez por me ter apaixonado pelo filme logo aos primeiros minutos, talvez por ser natal, talvez por ainda guardar em mim uma criança cujos olhos brilham ao ver aquele fantástico mundo. Mas será que é preciso ser criança para que os nossos olhos brilhem ao ver o que Tim Burton faz? Eu cá acho que não.

Depois disso, revi Eduardo Mãos de Tesoura (e só aí realmente despertei para esse filme que anos antes não me tinha dito lá muito) e descobri películas como Vincent (o primeiro filme de animação Tim Burton, datado de 1982), Ed Wood, Marte Ataca! ou, mais recentemente, Big Fish, entre outros. Mas o mundo de Jack Skellington continuava sempre presente como a primeira grande marca que Burton me deixou. E ainda o vejo hoje com o mesmo prazer e com a banda sonora na ponta da língua…

Em 2005, Tim Burton regressa à animação com A Noiva Cadáver que, por razões estranhas, só este sábado consegui ver. E eis-me de novo sentado numa sala de cinema, rodeado de desconhecidos, de boca aberta e olhos arregalados e brilhantes a vibrar com mais uma fascinante história com animação à Burton que nos fascina (a mim, pelo menos) logo nos primeiros segundos. O argumento, longe da originalidade de O Estranho Mundo de Jack, ganha com uma animação plena de surpresas, de bonecos genialmente criados e animados, uma fotografia que faz as personagens brilhar (como os nossos olhos) e com um Tim Burton a mostrar o mundo dos mortos de um colorido que o suposto mundo dos vivos ali não tem. E a música? Mais uma vez, Danny Elfman encarrega-se de uma banda sonora que enche ainda mais o filme e à qual duvido que haja quem resista a abanar-se na cadeira.

A Noiva Cadáver é pura poesia para os olhos, para o corpo, para a mente. Um filme que apetece ver mais e mais. 75 minutos de pura magia, loucura, fantasia e uma realidade da qual apetece fazer parte. Numa palavra: Lindo!

PS: Curiosamente, este foi a primeira vez que fui ao cinema sozinho. Habitualmente levo sempre companhia, mas sábado descobri as vantagens de ir sem ninguém. Posso escolher o lugar que quero à vontade sem estarem ao meu lado a exigir que querem ficar na última fila… Se é para ir ao cinema e gastar quatro euros é para ver em grande e não tipo TV. Ainda mais quando se trata de um filme do Burton…

domingo, janeiro 08, 2006

obrigado, Sr. Nestlé

Obrigado por ter criado o alimento que mais prazer me dá comer. Falo das papas Cerelac, pelas quais sou completamente louco ao ponto de comer o pó à colher mesmo a seco.
Obrigado, Sr. Nestlé. É com invenções como a sua que o mundo (e eu) somos mais felizes!

sábado, janeiro 07, 2006

porquês II

Porque é que as pessoas de quem gostamos não fazem as coisas no tempo que queremos?

porquês I

Porque é que as pessoas aparecem na nossa vida nas alturas erradas, fazendo-nos desperdiçar oportunidades únicas de sermos felizes?
Hoje, mais do que nunca, senti isso na pele...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

2006: primeira aventura



Bem, esta "aventura" começou no final do ano passado, mas o seu real efeito só se começou a sentir a partir de ontem. Sim, tomei coragem e meti o tão temido aparelho de correcção nos dentes. A imagem (que espero não tenha provocado nenhuma sensação estranha aos habituais leitores) é de um dos brackets (peças coladas aos dentes) e respectivo elástico que, após uma difícil escolha por entre milhares de cores disponíveis, acabou por ser roxo :) E o mais engraçado é que todos os meses posso ir mudando as cores! he he

De facto, a técnica aliou-se à estética e hoje estes aparelhos são muito mais simpáticos e fáceis de usar. E parece-me que bem mais pequenos que aqueles que via há alguns anos. Claro que incomoda ter um corpo estranho na boca, mas nada que não seja suportável. Quanto a dores de dentes felizmente, e após 36 horas de aparelho na boca, não as senti. O mais estranho nestes primeiros dias é comer porque estou sempre com medo que isto saia ou que possa partir algum dos elásticos ou arame. É estranho, sim, mas perfeitamente suportável. Por isso mesmo, aqui fica o meu testemunho. Se necessitarem de correcção não hesitem. Os resultados vão valer a pena. As dores, essas ficam na carteira e conta bancária... :(

terça-feira, janeiro 03, 2006

2006: primeira descoberta



O rapaz da foto chama-se Sufjan (lê-se sufian!) Stevens e é daqueles casos da música que deixei passar ao lado não sei bem porquê. Ou então sei... De qualquer forma, considero-o como a minha primeira descoberta musical de 2006.

O tema Chicago, que rodou na Radar desde o meio do ano passado, despertou-me desde logo a atenção, mas foi daquelas músicas que se manteve anónima durante algum tempo. Voltei a despertar para o cantor (de quem não sabia o nome) com Come On! Feel The Illinoise! outra grande faixa do último álbum de alguém que eu continuava sem saber quem era. A descoberta foi-me trazida pela voz do Pedro Costa (e viva quem percebe de música e ainda tem tempo de ant3na!) num especial dedicado aos melhores de 2005. Dei por mim aos pulos no meio do trânsito a tentar reproduzir no telemóvel o nome que acabara de ouvir. A tarefa seguinte foi conseguir o álbum da forma menos ortodoxa, mas mais económica e rápida. Só hoje ouvi Illinois, o nome do disco que Sufjan Steves editou no verão passado, e considero-o já uma das grandes descobertas do novo ano. Trata-se do segundo trabalho discográfico que o cantor dedica a um estado norte-americano (o anterior disco chamava-se Greetings From Michigan e era, claro dedicado ao Michigan). Na forja estão já outros dois álbuns que homenageiam outros tantos estados da América.
Deixo a sugestão para que descubram, como melhor entenderem, Sufjan Stevens. Para quem não conhece, talvez seja uma boa forma de iniciar musicalmente 2006 e de fazer uma viagem musical pela América musical. E se lá forem mesmo, Sufjan será certamente um bom companheiro de viagem.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

2006

Está aí o novo ano! Muda-se o calendário, ganham-se esperanças para que tudo seja melhor ao longo dos 12 meses que agora começam e tenta-se apagar o pior na esperança de que o melhor do ano anterior seja o mau do ano seguinte.
Desejo a todos um 2006 cheio de tudo, tendo como base uma vida plena de paz interior, de solidariedade para com os próximos, de amigos, amores...

odiozinhos

Detesto receber sms de felicitações, seja de Natal ou Ano Novo, formatadas e iguais às que as outras pessoas recebem. Por favor, dêem-se ao trabalho de personalizar as mensagens ou de pelo menos máscarar os envios em massa. É que se é para as receber dessa forma, prefiro um simples e curto "Feliz Natal" ou "Bom Ano Novo".

domingo, janeiro 01, 2006

menos transparente

Às vezes gostava de ser menos transparente e não deixar passar tanto aquilo que sinto. Era bem mais fácil e poupava a paciência. A minha e a dos outros.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

lições domésticas

Nunca, mas nunca, mesmo que haja um raio de sol num dia de chuva, estender roupa lá fora. A chuva não tardará a surgir e a molhar o pouco que já estava seco...

Ass: Um dono de casa (temporário) desesperado e muito chateado!

hold you down



An empty heart looking outside
Goodnight baby, wishes on sand not coming anymore
I pull up a chair in empty surroundings
I miss the way you talk about sunny days that will never be warm
May you rise from the ashes
As lovers we’re drowning in a river so deep
Floods upon me
How could I see and forget
If I can’t hold you down
I am the whole night long
I learned to dim the light, not screen it
And maybe I learned not to live too fast
But each line drove me places where I never aimed to end up
As I miss your charms and you’re not there and I see the stairs
As lovers we’re drowning in a river so deep
Floods upon me
How could I see and forget
If I can’t hold you down


Blind Zero (Can't Hold You Down)

quarta-feira, dezembro 28, 2005

o meu Natal

Passou-se mais um Natal e devo dizer que há muito não me sentia tão bem em família (ou com parte dela) na recém-inaugurada casa da minha irmã. Há anos que não tinha um Natal com tanta gente à volta, com música, risos, alegria e os habituais doces e iguarias com os quais a minha irmã encheu a mesa. Pior mesmo foi a viagem de regresso a Lisboa via A8. Senti-me no meio de mais um filme catástrofe (a minha vida ultimamente tem sido mais ou menos isto). Além do trânsito intenso havia de tudo um pouco para dificultar a condução. A saber: noite, chuva, vento, nevoeiro, maus condutores e as escovas limpa para-brisas do carro do meu tio num estado lindo... E logo me calhou a mim ir a conduzir. Coisas de quem não bebe uma gota de álcool...

Quanto às tão esperadas prendas a coisa também não correu bem. Aliás, até correu, mas não foi pelas prendas que senti mais o Natal. É que as pessoas que me rodeiam insistiram em presentear-me, além de um perfume, com cheques FNAC (o que não é mau) e dinheiro (o que também não é nada mau). Por isso mesmo sinto que o meu Natal está agora a começar porque só agora é que vou realmente comprar as minhas prendas.

Depois do Natal aproxima-se a passagem de ano. Tenho alguns convites, mas não sei entre os quais hei-de optar. É que não ligo nada, mas mesmo nada, à data...

sábado, dezembro 24, 2005

porque é Natal

Mais importante que passar o Natal junto das pessoas que nos são queridas, é conseguir alargar o espírito da época aos restantes 364 dias do ano nos quais parecemos estupidamente ocupados com as nossas coisas, sem sequer ter tempo para enviar uma mensagem, fazer um telefonema ou ir beber um café com alguém que nos diz tanto. Por isso mesmo, desejo força para que em 2006 consigamos realmente fazer vários Natais sem olhar para o calendário.
Um Bom Natal para Todos!

próxima paragem: brusca!

Apanhei hoje o maior susto da minha vida. Foi de tal maneira inesperada a situação que me vi de repente no meio de um filme catástrofe (aqueles de qualidade duvidosa, que vendem bilhetes a rodos e que passam nos cinemas pipoca). Até inventei o nome, mas não o vou revelar.

Eram 15.05h e seguia numa das carruagens do Metro (cheio até mais não) entre a Baixa-Chiado e o Jardim Zoológico. De repente deu-se uma travagem daquelas tão bruscas e fortes que nos atirou todos para cima uns dos outros. Houve pessoas a cair no chão... Acho que fiquei branco. Os minutos que se seguiram foram de grande tensão para mim, num silêncio estranho para uma carruagem cheia, quebrado apenas pela irónica gravação "Próxima paragem: Parque". Só faltava era que as portas se abrissem no meio do túnel...

Mais calmo, e já com os pés numa estação, liguei a um amigo meu, contando a situação. Fiquei a saber que estas travagens são mais frequentes do que eu pensava... Então e que tal os senhores do Metro alertarem os passageiros para essa possibilidade? É que como eu, houve muito mais pessoas aflitas...

quarta-feira, dezembro 21, 2005

veganistas famosos

Einstein dizia que o caminho da humanidade nos levaria a uma alimentação mais vegetariana e menos carnívora. Aplausos para o senhor!
Curioso é saber também, segundo um artigo que acabei de ler, que Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Charles Darwin, entre outros grandes nomes, eram adeptos de uma alimentação saudável baseada em vegetais. Será preciso mais palavras para defender estas escolhas? Eu acho que não!

terça-feira, dezembro 20, 2005

inocência

Deixamos de ser inocentes no dia em que descobrimos que, afinal, o Pai Natal não existe.

dúvidas a meio do trabalho #1

O que fazer quando, do nada e no meio do corredor que fica frente à sala onde estamos, um colega de trabalho dança ao som seguinte letra por ele cantada: "está a chover homens, Aleluia!"?

segunda-feira, dezembro 19, 2005

ser pendura



Captar momentos como este é uma das vantagens de ir a pendura. Esta foto foi tirada, hoje de tarde, na estrada que vai de Palmela a Azeitão. A barriga cheia de chá preto de côco, com uns goles do chá preto de amêndoa alheio (e de uma mistura estranha dos dois), não tirou a inspiração. Viva o andar a pendura!
Thanks Peco.

domingo, dezembro 18, 2005

...

Hear my name, take a good look
This could be the day
Hold my hand, lie beside me
I just need to say
I could not take a-just one day
I know when I would not ever touch you
hold you... feel you... in my arms... never again...

Pearl Jam (Porch)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

wc party



wc party @ jantar de turma
Eu e três gaijas mais lindas e completamente doidas!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

poema sonoro

gadji beri bimba glandridi laula lonni cadori
gadjama gramma berida bimbala glandri galassassa laulitalomini
gadji beri bin blassa glassala laula lonni cadorsu sassala bim
gadjama tuffm i zimzalla binban gligla wowolimai bin beri ban
o katalominai rhinozerossola hopsamen laulitalomini hoooo
gadjama rhinozerossola hopsamen
bluku terullala blaulala loooo

Hugo Ball (Gadji beri bimba)

Não, não fiquei louco nem tão pouco me deixei dormir em cima do teclado. As palavras acima transcritas são um excerto de um poema sonoro da autoria de Hugo Ball. O exercício é para que o leiam em voz alta. Tentem e verão a figura que fiz ao lê-lo na aula desta manhã... Depois deixem os vossos comentários.

pouco importa

Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.

Alberto Caeiro (Pouco me Importa)

what?

Soube hoje que o alho, além das suas propriedades medicinais, é um poderoso afrodisíaco.
Sinceramente não percebo em que é que se basearam para dizer isto. É que beijar alguém que tenha acabado de comer alho parece-me ser a coisa menos excitante e afrodisíaca do mundo...

quarta-feira, dezembro 14, 2005

resistir

Consegui!!! Estive o dia inteiro agarrado aos estudos, resistindo à forte tentação de ligar a TV para ver o Manuel Luís Goucha e mais os seus fatos fashion. Eu sabia que era capaz de, pelo menos um dia, não ligar o aparelho para gozar com o senhor (que hoje parece ter alugado o espaço de antena todo para ele). A ecologia foi mais forte. E o lanche ao final da tarde no meio dos skaters (que insistiam em voar por cima do pessoal) também...

terça-feira, dezembro 13, 2005

santo visa

Sinto-me realizado! Este fim-de-semana consegui comprar o primeiro presente de Natal. Foi por mero acaso que o comprei, mas está comprado, portanto vale o mesmo do que se estivesse passado uma tarde inteira enfiado num dos labirintos comerciais - quais cogumelos do consumo que nesta altura parecem nascer do nada e de onde menos se espera - às curvas para me desviar das toneladas de prendas que as pessoas insistem em comprar (e com as quais insistem em agredir). A essas pessoas aqui vai o meu recado: "Amigos, eu já percebi a ideia. Eu sei que vou com um simples e reles saco do jumbo nas mãos enquanto vocês carregam prendas gigantes, armados em neo-Cristos, não de cruz às costas, mas de embrulhos. Eu já percebi, senhores, agora NÃO É PRECISO ATIRAREM COM ISSO PARA CIMA, OK? Obrigado! Ahh, e já agora, a minha conta bancária está de boa saúde, obrigado. Agora a vossa... ho ho ho!"

Dizem que há crise, que as pessoas não compram, mas o certo é que os centros comerciais estão a rebentar pelas costuras. Se o VISA piscasse cada vez que é efectuado um pagamento, não valia a pena os enfeites e as luzes. Aquela luz bastaria para iluminar (e bem!) todo o centro.

Mas o mais grave é mesmo a falta de originalidade das prendas. Na noite de Natal, aquela noite de paz, amizade e distúrbios alimentares, milhares de pessoas, em diversos pontos do país, vão desembrulhar... A MESMA PRENDA!!! Sim, toda a gente compra o mesmo. Basta ficar atento à caixa da FNAC. Filas intermináveis de pessoas com: o DVD dos D'ZRT (algumas com aquilo bem escondido para não causar mau aspecto); o DVD do Gato Fedorento (enquanto imitam para os amigos as piadas do DVD anterior, rindo à parva); o novo livro do Dan Brown (aquele autor que todos lêem e ninguém sabe muito bem porquê).

Olhando para tudo isto, e não querendo entrar em nenhum centro comercial nesta altura (não vão os VISA desatar a piscar e eu ficar ofuscado - seria uma maçada porque não tinha os óculos escuros à mão), anuncio a minha decisão: este ano, as minhas prendas vão ser de fabrico caseiro. É certo que algumas implicam uma ida ou outra à FNAC ou à Fernandes, mas é só por uns momentos (rápidos mesmo). Além de ficarem substancialmente mais baratas, têm a grande vantagem de serem totalmente personalizadas e únicas. Acho que o Natal tem mesmo que ser isso. Mais do que oferecer um produto igual a tantos outros, importa oferecer algo pessoal. As pessoas não são todas iguais, ao contrário do que nos querem fazer querer, e aquelas que me rodeiam vão levar prendas únicas, tal como únicas elas são.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

caminhos

Inspirado em "bloguices" alheias, e após acontecimentos e notícias que, por acaso, me chegaram ontem aos ouvidos, cada vez mais me convenço de que não vale a pena o esforço de mandar as pessoas à merda. Elas vão mesmo lá ter sem que seja necessário fazer nada.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

leves aborrecimentos

É incrível como os nossos problemas se transformam em leves aborrecimentos quando alguém próximo de nós, com apenas 22 anos, está entre a vida e a morte.
Toda a minha força para ti.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

tenho...

... um novo e diferente look! E a minha mãe assusta-se cada vez que passa por mim aqui em casa. Acho que a senhora nem dormiu bem a noite passada... :p

in my tree

up here in my tree, yeah
newspapers matter not to me, yeah
no more crowbars to my head, yeah
i'm trading stories with the leaves instead, yeah
wave to all my friends, yeah
they don't seem to notice me, no
all their eyes trained on the street, yo, oh
sidewalk cigarettes and scenes, (tem-pted)
up here so high i start to shake
up here so high the sky i scrape
i'm so high i hold just one breath here within my chest
just like innocence
(eddie's down in his home)
(oh, the blue sky it's his home)
(eddie's blue sky home)
(oh, the blue sky it's his home)
i remember when, yeah
i swore i knew everything, oh yeah
let's say knowledge is a tree, yeah
it's growing up just like me, yeah
i'm so light the wind he shakes
i'm so high the sky i scrape
i'm so light i hold just one breath and go back to my nest
sleep with innocence...
up here so high the boughs they break
up here so high the sky i scrape
had my eyes peeled both wide open, and i got a glimpse
of my innocence... got back my inner sense...
baby got it, still got it

Pearl Jam - In My Tree

terça-feira, dezembro 06, 2005

paixão com prazo

De acordo com uma equipa de cientistas italianos, o estado de paixão resulta da presença de uma molécula – a NGF – e tem prazo de validade: dura menos de um ano. Os investigadores italianos encontraram níveis mais altos da molécula no sangue de 58 pessoas que se tinham apaixonado recentemente, do que entre os que mantinham um relacionamento duradouro. Mas um ano depois, nova medição entre os mesmo 58 voluntários revelou níveis da ‘molécula do amor’ semelhantes aos do segundo grupo.
in Correio da Manhã, 1 de Dezembro de 2005

Depois de ter conhecido este estudo, consigo entender muita coisa. Estes 58 voltuntários devem ser especiais. É que a maioria das pessoas nem chegam a um mês, quanto mais a um ano...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

neo-rebanho

Compreendo cada vez menos este conceito de neo-rebanho ordeiro, seguindo todo na mesma direcção, sem questionar outros caminhos e atalhos que, provavelmente, nos levam onde não será suposto ir.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

rota mantida

É boa a sensação de atravessar uma tempestade e dela sair, sacudindo a água que insiste em nos querer molhar. Depois de uma breve paragem, recuperam-se fôlegos e retoma-se o caminho, voltando à rota traçada.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

ups!

Depois de ter colocado o post anterior, notei que usei, no mesmo texto, as palavras "abuso sexual", "crianças" e "jovens", juntamente com as minhas intenções de voltar para a cama. Só espero que isto não me traga problemas com a justiça. É que da maneira como as coisas andam nunca se sabe...

where's the exit?

Ahhh, nada como começar um belo feriado a trabalhar e a escrever sobre Abuso Sexual de Crianças e Jovens... (ironiazinha)
Onde é que fica mesmo a saída deste edifício? É que já voltava para a cama...

farsas

Não percebo (ou então percebo muito bem) porque é que as pessoas insistem em dizer que fizeram o seu trabalho, esquecendo-se que às vezes as informações, aquelas secretas que supostamente não deveriamos saber, vêm ter connosco sem estarmos à espera.
E o mais giro é voltarmos a estar com essas pessoas e a farsa continuar...

quarta-feira, novembro 30, 2005

é tão bom...

... largar cerca de 40% do ordenado na faculdade...
... ir trabalhar à noite depois de um dia inteiro de aulas...
... ir trabalhar logo de manhã, num feriado, em vez de ficar toda a manhã na cama...
... estar vivo e poder fazer todas estas coisas que custam tanto...

terça-feira, novembro 29, 2005

até ontem...

... acreditava que o amor derrubava todas as barreiras e dificuldades. Hoje, vejo que esta ideia pode ser apenas mais uma das invenções da literatura.
Só queria alguém que me conseguisse mostrar que estou errado...

sábado, novembro 26, 2005

anseios



Nunca mais é 22 de Dezembro...

ser exigente?

Tenho aprendido, por experiência própria, que quanto mais vivo, mais exigente fico. São as pessoas que passam, as relações terminadas e iniciadas, a descoberta de novas pessoas, os temores dessa descoberta, a confrontação com verdades mais ou menos amargas... Enfim, um rol de situações que todos os dias colocam à prova a nossa capacidade de selecção e a exigência que vamos construindo.

É ao nível das relações que tenho sentido essa minha exigência. Tudo o que para trás fui deixando terminou da pior forma, fazendo com que, quase automaticamente, crie uma espécie de escudo contra aquele pequeno pormenor que deu cabo da situação, principalmente se a culpa é da outra pessoa. Depois, este pormenor junta-se a todos os outros que por cá habitam, engrossando uma lista de pré-requisitos. Há quem diga que procuro o impossível. Eu não acho. Procuro algo que sei que existe, tão simplesmente porque o que tenho para oferecer é muito e precioso.

Sim, sou exigente. A minha lista é complexa e também ela exigente. Se é bom ou mau não sei, mas a verdade é que, mesmo sem querer, dou por mim a preencher mentalmente a tal lista de pré-requisitos, tal como se preenche um qualquer formulário das finanças, a cada pessoa que vou conhecendo. E perdoem-me a falta de modéstia, mas sei, melhor que ninguém, a minha atitude numa relação, daí a exigência. É que o que tenho para dar não é dado em troca de pequenas coisas. Tem de ser grande, merecer, dar luta, estimular e, acima de tudo, querer receber. Simples, não? ;)

sexta-feira, novembro 25, 2005

frases #2

Forcei-me a mim próprio a contradizer-me para evitar conformar-me com o meu próprio gosto.

Marcel Duchamp

quinta-feira, novembro 24, 2005

no way



not trying to make a difference...
stop trying to make a difference...
not trying to make a difference, no way...
PJ

LOL

A Igreja Católica publicou um documento no qual se diz, entre outras preciosidades, que só podem ingressar nos seminários os homossexuais que o tenham deixado de ser três anos antes da ordenação como padres.

O meu comentário a isto é só um: LOOOOOOOOOOOL!

quarta-feira, novembro 23, 2005

coisas de blogs

Foi através de um blog vizinho que descobri o site Blogthings. Este é um espaço com pequenos testes de personalidade que revelam coisas tão simples (ou então parvas) tais como: que tipo de tarte somos, qual a nossa idade mental (a minha, segundo o site, é 21...), qual o nosso nome de super-herói (i am The Cat Atom!) ou descobrir que cantor ou banda gostam da música que ouvimos (deu-me Kelly Clarkson...). O pior é que a coisa se tornou viciante. São tantos os testes (alguns francamente parvos) que a vontade de saber quais resultados leva-me a fazer uns a seguir aos outros. Tipo: "ora deixa cá ver o quão maquiavélico eu sou... não! vou antes saber qual o meu nome, mas em monstro (esta deu Shadow Terror)". Enfim...

Entre alguns testes cujo resultado não tem nada a ver com aquilo que sou, houve um que até me arrepiou. Tipo: "mas este sou eu!". Foi o teste que revela o que significa a nossa data de nascimento. O resultado está em baixo.

Data: 29 de Agosto (sim, devia ser feriado!)
You have the mind of an artist, even if you haven't developed the talent yet. Expressive and aware, you enjoy finding new ways to share your feelings. You often feel like you don't fit in - especially in traditional environments. You have big dreams. The problem is putting those dreams into action.
Your strength: Your vivid imagination
Your weakness: Fear of failure
Your power color: Coral
Your power symbol: Oval
Your power month: November

PS: Peço desculpa por estar em inglês, mas com o avançado da hora não apetece traduzir...

terça-feira, novembro 22, 2005

arte

do Lat. arte
s. f., conjunto de preceitos ou regras para bem dizer ou fazer qualquer coisa;

Definição parva que só pode ter sido escrita por um comum mortal e nunca por um criador. É que este, ainda que imortal, não gastaria o seu precioso tempo a defini-la.

segunda-feira, novembro 21, 2005

monday wake-up

Depois de uma noite muito mal dormida, ainda não sei bem por que razão, sinto que só agora acordei (apesar de já terem passado 4 horas desde que o despertador tocou).
Corduroy, dos Pearl Jam, acabou de passar na Radar. A dose de energia que me faltava para finalmente abrir os olhos. Graaaaande som!

the waiting drove me mad...
you're finally here and i'm a mess
i take your entrance back...
can't let you roam inside my head
i don't want to take what you can give...
i would rather starve than eat your bread...
i would rather run but i can't walk...
guess i'll lie alone just like before...
i'll take the varmint's path...
oh, and i must refuse your test
a-push me and i will resist...
this behavior's not unique
i don't want to hear from those who know...
they can buy, but can't put on my clothes...
i don't want to limp for them to walk...
never would have known of me before...
i don't want to be held in your debt...
i'll pay it off in blood, let i be wed...
i'm already cut up and half dead...
i'll end up alone like i began...
everything has chains...
absolutely nothing's changed
"take my hand, not my picture," spilled my teacher (spilled my tincture)
i don't want to take what you can give...
i would rather starve than eat your breast...
all the things that others want for me...
can't buy what i want because it's free...
can't buy what i want because it's free...
can't be what you want because i'm...
why ain't it sposed to be just fun
oh, to live and die, let it be done
i figure i'll be damned, all alone like i began...
it's your move now...
i thought you were a friend, but i guess i, i guess i hate you..

Corduroy - Pearl Jam

domingo, novembro 20, 2005

dia cinzento :)

Adoro dias cinzentos. Ao contrário da maioria das pessoas, a chuva e o tom cinza das nuvens não me fazem sentir depressivo. Antes pelo contrário; sinto-me confortável.
É bom estar em casa num dia como este. Mesmo tendo pela frente uma tarde dedicada a um trabalho sobre ecologia e saúde pública, sabe bem sentir a chuva a bater nos vidros. Sabe bem o abrigo e o conforto que a nossa casa, especialmente nestas alturas, nos oferece. Em dias como estes, parece mesmo que os nossos problemas e medos se diluem nas gotas de água que correm lá fora. É bom, isso. Sabe bem.

Numa tarde deliciosamente chuvosa e cinzenta, a melhor banda sonora. A minha recomendação, a rodar com alguma insistência aqui por casa, vai para Jazzanova Mixing, da editora alemã Sonar Kollektiv. E vivam os dias assim.

sexta-feira, novembro 18, 2005

provocar, criticar, contestar…

Dizia hoje um dos meus professores que devíamos provocar, agitar e intervir no espaço da escola e não só. É estranho para o comum dos mortais ouvir isto de alguém que ocupa um lugar em que, normalmente, se exige o cumprimento das regras, mas a verdade é que esta “sugestão” me fez reflectir acerca de um assunto que me ocupa a mente há alguns dias, resultante de conversas com amigos.

Temos liberdade hoje em dia, ou pelo menos é isso que nos fazem crer, mas a vida vai-nos ensinando que, muitas vezes, o melhor é ficar calado porque as represálias estão ao virar da esquina. E não me venham dizer que não, porque é verdade. Elas existem. E quando podem comprometer um emprego ou uma outra situação importante, o silêncio acaba por vencer. Eu próprio já senti isso, mesmo aqui no blog onde já me censurei a mim mesmo, evitando dizer algo que pudesse ferir quem aqui venha. Mas será isso correcto?

Cada vez mais sei que não. A apatia, a aceitação ou o conceito do “yes-man” não fazem parte da minha forma de ser e estar, apesar de, em ambiente laboral, por exemplo, a nossa atitude ter que ser mediada entre aquilo que somos e aquilo que temos que ser. É quase esquizofrénico, eu sei, mas é a única forma de não sermos cilindrados por um sistema que se diz livre.

Mas e na esfera privada? Se sou livre para fazer/dizer o que quero, porque não fazê-lo? É esta dúvida que me tem assolado nos últimos tempos. Provocar ou não provocar? Criticar ou ficar calado? Contestar ou aceitar? Hoje tudo se tornou mais óbvio. Contestar, provocar e criticar é importante. Nada de ficar calado ou engolir sapos. Já bastam aqueles que temos que meter goela abaixo só porque tem que ser. É boa a sensação de alívio e de dever cumprido quando contribuímos para algo ou colocamos em discussão um qualquer assunto, sem significar com isso a simples lavagem de roupa suja ou sem querer insinuar que devamos criticar tudo o que nos apetece só por “dá cá aquela palha”. Mas é importante falar, criticar, pôr em causa o que está estabelecido. É importante sonhar em ir mais além, pensar que as coisas podem mudar, porque elas podem mesmo mudar se para isso trabalharmos. Tarefa árdua, caramba se é, mas vale tanto a pena dar à vida um significado e fugir do rebanho massificado que alguém insiste em manter debaixo de olho…

quinta-feira, novembro 17, 2005

palavras, pensamentos, poetas...

Fornicar, fornica-se com quem quer que seja ou com quem seduzimos e desejamos. Mas dormir, dormir é muito mais complicado; leva tempo até se perder o medo de entregar o corpo, assim... ao outro. E a lassidão dos corpos abandonados aos segredos do sono um do outro é bela!
Al Berto

Não sei que poder têm os poetas, escritores, pensadores deste mundo, mas parece que conseguem entrar na nossa cabeça e colocar em palavras aquilo que queremos dizer de um modo mais conciso, eficaz... belo. Seres iluminados, quanto a mim. Pessoas especiais e completamente fora do nosso mundo. E que bom é poder fugir do mundo...
As palavras de Al Berto são duras, eu sei. Podem, inclusivé, ofender, mas o que é a Arte sem rebeldia?

quarta-feira, novembro 16, 2005

frases

Eu dizia-lhe que podíamos ver o resto do mundo. Daqui de onde estávamos, sem ninguém nos ver. Bastava não ter medo do escuro. Bastava esperar que fosse noite.

Clara Pinto Correia

segunda-feira, novembro 14, 2005

Sintra revisitada

Quando uma chuvosa e fria noite de sábado convidava a aventuras mais caseiras, eis que o desafio surgiu: rumar a Sintra e explorar as ruas daquela vila. Máquina na mochila, camadas de roupa em cima do pelo e a melhor companhia foram os ingredientes para uma noite da qual restam memórias e muitas imagens. Apresento a Vila de Sintra como poucos a conhecem.











sexta-feira, novembro 11, 2005

não vivo em vão

Já não vivi em vão
Já escrevi bem
Uma canção.

É engraçado como estas palavras de Pessoa traduzem tão bem uma manhã atribulada. Cheguei ao limite. Já dei o meu contributo. Já disse o que queria. Querem aceitar, aceitem. Não querem, ignorem. Eu, pelo menos, sei que não vivo em vão.

quarta-feira, novembro 09, 2005

terça-feira, novembro 08, 2005

breaking the rules

We’re too busy
We’re just too busy
Always making predictions
Never make an exception
To the rules

Quem o diz é Roisin Murphy em The Closing Of The Doors. Música perfeita para um dia sim. Tão sim que nem a tarefa menos criativa e plena de regras, a convidar a evasões mais ou menos excepcionais, parece afectar.
O tempo convida a fugas. Este cinzento que vejo pela janela, a enquadrar uma também cinzenta capital, faz-me querer ir para casa, para junto da lareira, e ali ficar toda a tarde a ver filmes. Mesmo que sejam aqueles das tardes de domingo. Não importa. Hoje o dia é sim. Já o de ontem foi. Qualquer coisa que venha, desde que não trágica, vai saber a algodão doce...

voltas e voltas...

The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again.

The Gift (Front Of)

segunda-feira, novembro 07, 2005

are you near?

Because everything had to be a happy end. I began to say that nothing is about love. Intelligent and lovely persons, like those films that we watched on TV, intelligent and lovely women, like we watched on TV. Those murders during the night, stupid life, drugs of all kind… do you want to see me like them? So tell me baby please, are you near? Just tell me one more time, are you near? Sometimes I know you’re not as I wish, and I look at your window, there’s a light, something in… and I pass by and buzz around your corner, the telephone rings, you didn’t answer… please! Only one more time, are you near? So scream at window and tell me that you’re near. And I wonder if you told me that… like in "Lost in Translation" please do that! They look at those neon lights, the love on their face… And loving all life, loving or lie, just one more lie… Tell me baby please, are you fucking near? Because I don’t know, so open you fucking mouth and tell me that you’re near.

Are you near?
(The Gift)

sábado, novembro 05, 2005

vale a pena?

Vale a pena chorar, gritar, desesperar, sofrer?
Vale a pena não dormir, não comer, não fazer?
Vale a pena dar, voltar a dar e dar de novo?
Vale a pena abdicar do nosso tempo, das nossas coisas, de nós?
Vale a pena fazer as coisas com gosto, usar do nosso esforço e suor?
Vale a pena esperar, ter paciência, aturar o que ninguém aturaria?
Vale a pena estar ali sempre, ouvir, sarar feridas?
Vale a pena amar incondicionalmente?

Será que vale a pena tudo isto se no fim levamos pontapés e ainda somos chatos?

quarta-feira, novembro 02, 2005

música para chorar

Não é um top. Não é uma lista grande ou exaustiva porque ouvir isto tudo de enfiada faria das fábricas de lenços o negócio mais rentável à face da terra. É música para chorar, senhoras e senhores! Daquela boa, deprimente, a fazer lembrar momentos passados que nos fazem ter saudades do futuro... Porque nada como uma boa sessão de choradeira com a melhor banda sonora. Aqui fica:

Des Ree - Kissing You: as duas versões - vocal e instrumental - uma logo a seguir à outra;
Enigma - Gravity of Love: sem comentários I;
Rodrigo Leão - A Casa: versão com a Sónia dos The Gift para chorar em português;
Natalie Imbruglia - Identify: sem comentários II;
Roisin Murphy - The Closing of the Doors: parte do álbum Ruby Blue;
Coldplay - See You Soon: música do tempo de Parachutes, mas que não entrou em nenhum álbum da banda. porquê?;
Mafalda Veiga - O Lume: sem comentários III;
Bush - Letting the Cables Sleep: sem comentários IV;
Tori Amos - Winter: sem comentários V;
A Camp - I Can Buy You: sem comentários VI.

Alguém tem mais sugestões?

domingo, outubro 30, 2005

sentimos, crescemos...

O ser humano gosta de sofrer. Não critico esta atitude até porque contra mim falaria se o fizesse. Quem não gosta de uma boa sessão de choro ao som das músicas que se ouviam nos bons tempos? Quem não gosta de olhar para fotografias tiradas quando a alegria era grande? Quem não gosta de recordar os momentos mais felizes? Quem é que nunca se desviou quilómetros só para passar por um local onde algo de especial aconteceu?

Não critico nada disto, sinceramente. Acho saudável, acho bonito, acho romântico. Não se devem esconder os sentimentos atrás de falsos sorrisos e ideias tolas porque, tão simplesmente, sentir é a propriedade que nos distingue dos outros seres. Enquanto que eles agem por instinto, nós agimos por sentimento, por sentir ou não algo. Camuflar o que se sente é, quanto a mim, irracional. Não o faço! E se pensarem bem não é à toa que em qualquer consulta do psicólogo somos "obrigados" a relembrar as coisas que mais doem.

Os sentimentos são para estar vivos, sejam eles bons ou maus, tragam alegria, tristeza, melancolia ou saudade. São eles as verdadeiras e reais lições. É com eles que crescemos. É com eles que vivemos e será com eles que fecharemos as páginas anteriores da nossa existência, iniciando o parágrafo seguinte, numa nova página, com outro fôlego.

PS: Engraçado. Este foi o texto que mais depressa escrevi aqui no blog. Não teve nem uma correcção. Ele há coisas...

sábado, outubro 29, 2005

coisas que se ouvem...

Runião e éroporto.
Logo pela manhã, para acordar a caminho do trabalho, mais duas pérolas do "bom" português que se vai ouvindo por algumas das nossas rádios.

segunda-feira, outubro 24, 2005

desabafos #1

Irritam-me as pessoas que parecem beber o café gota a gota, impedindo os restantes clientes de se aproximarem do balcão. Depois, somos obrigados a gritar para o empregado, por cima dessa mesma pessoa. bah!

sexta-feira, outubro 21, 2005

perguntas #1

"Então e tu quanto é que te casas?"
Desde que a minha irmã se casou, esta é a pergunta que mais me têm feito. Mas que mania é esta de pensar que todos temos que seguir o mesmo caminho ou o percurso dito "normal". E o pior é que já não encontro forma de dar desculpas "politicamente correctas"...
Para que saibam: Casar, NÃO MESMO! argh!

quinta-feira, outubro 20, 2005

a vida é injusta

No dia em que o dono do Sporting se decide demitir, numa última tentativa para comover o pagode, o jogador da bola armado em modelo resolve ser preso...
Já uma pessoa não pode dar nas vistas, bolas! A vida é injusta!

ângulos

O ângulo faz a coisa.
Olha que isto até podia dar um ditado popular todo catita... Enfim. Tudo isto a propósito das praxes a que hoje assisti. Quando fui praxado até achei piada à coisa e fui numa de "já que aqui estou, vamos lá ver o que é que isto vai dar". E deu. Diverti-me mesmo! Hoje, de um outro ângulo, achei a praxe a coisa mais parva do mundo. Sinceramente, e que me desculpem os meus colegas praxistas, o que é aquilo, heim?

segunda-feira, outubro 17, 2005

reciclar, usar...



E se este saco fosse para… Usar como chapéu de sol Embrulhar um presente Fazer uma máscara de carnaval Apontar números de telefone Guardar cartas de amor Pôr terra e plantar uma árvore Pôr a roupa suja Apanhar flores do jardim Arrumar a sala em 5 minutos Muitas pipocas Ouvir o mar Guardar discos de vinil Fazer um piquenique Recolher papel velho Mudar de casa Acender uma fogueira Reciclar a sua vida?
in saco do ikea/experimenta design 2005

Um saco é apenas um simples exemplo de como somos hábeis a usar objectos para efeitos diferentes daqueles para os quais foram criados. Com os objectos, a ideia pode até funcionar. Com as pessoas, não! Então, porque é que há quem insista em usar-nos para propósitos diferentes daqueles que seriam desejáveis? E porque é que insistimos em nos deixarmos usar?

domingo, outubro 16, 2005

frases

Ignore Reality. There's Nothing You Can Do About It.
Há frases que surgem no momento certo, traduzindo tão bem o que sentimos. Esta foi dita pela Natalie Imbruglia no concerto do Freeport. Acabei por não ir. Paciência. A vida pode esperar.
Thank's V.

quarta-feira, outubro 12, 2005

freak-show de luxo



Há muito que queria ver "A Ilha". Não porque o género de filme me interesse por aí além, mas antes pelo assunto abordado – a clonagem – uma das discussões actuais que mais me fascina e intriga e me faz questionar acerca dos avanços tecnológicos. Será que é necessário ir tão longe?

No filme, a forma como se aborda o tema é, sem dúvida, inovadora. Tudo se passa numa colónia de clones que são uma espécie de reserva para pessoas ricas e sem escrúpulos, que ali têm uma cópia fiel de si mesmos não vá o diabo tecê-las e ser necessário um qualquer órgão ou uma sempre importante (ironia!) revitalização cutânea... Tudo a troco de uns escassos milhões de dólares. Coisa pouca para quem aspira a vida eterna. A verdadeira feira das vaidades. Um "freak-show" de luxo.

Tudo isto não me teria feito pensar tanto se a clonagem fosse ainda algo de muito virtual. Acontece que não é. Assusta-me a ideia de que, da mesma forma que se fazem operações plásticas e afins, possam vir a existir pessoas que usem a vida de seres humanos em beneficio de futilidades. Se hoje já é possível criar-se pele humana através destes métodos, até que ponto é que a coisa não descamba para algo mais macabro, tal como o filme relata? Temo que, da mesma forma que génios como Júlio Verne conseguiram antever o futuro, este mesmo filme possa a vir tornar-se numa realidade. Até onde vai a ambição do homem de ser mais e melhor? Quando vai parar a mania de nos tornarmos no ser mais perfeito à face da terra?
É que perfeição só será atingida no dia em que o homem conseguir equilibrar-se com a natureza. Até lá, muitas contas têm que ser acertadas e quem vai pagar a factura deste freak-show de luxo somos mesmo nós...

domingo, outubro 09, 2005

vedetismo 1 - esclarecimento 0

Terminou a campanha eleitoral. Há muito que acordar ao fim-de-semana não significava silêncio. Acabou-se o despertar ao som de promessas eleitorais misturadas com música roufenha, que noutros tempos já serviu de banda sonora a filmes. Se o autor soubesse o destino da sua música... E até era bonita...

Bonito seria também ter visto uma campanha eleitoral com propostas à séria, com candidatos sérios, com discussões sérias e com debates realmente esclarecedores sobre uma coisa que tem alguma importância (digo eu): a qualidade de vida dos cidadãos que, afinal, pagam os ordenados aos senhores que deviam zelar por essa mesma qualidade. Depois de mais de 15 dias a ver discursos, apertos de mão, beijos, peixeiras, políticos a dançar e a cantar, sinto-me exactamente na mesma. O vedetismo ganhou ao esclarecimento das populações.

Amanhã vou votar, claro. Jamais o deixarei de fazer porque é um dever cívico e uma forma de nos expressarmos. Se há tanta gente a manifestar-se por aí, aproveitem e usem esta forma legal para mostrar que pensam de tudo o que está a ser feito em Portugal. Se a mudança é necessária, ela começa em cada um de nós com pequenos (grandes!) gestos. A praia e os centros comerciais podem esperar.

quinta-feira, outubro 06, 2005

last night

Há músicas que marcam momentos. Esta é uma delas e marcou a noite de ontem em que até luzes estranhas no meio do nevoeiro se avistaram, ali para os lados da Aldeia do Meco... Creeeepy!
Quanto ao tema, chama-se The Waves e é interpretado pela italiana Elisa. Leiam a letra, descubram a música e deliciem-se. Vale mesmo a pena!
Thanks PECO, you bitch! :p

I'll get away, get in the car
I'll reach the shore before sunrise
And I'll watch the moon and stars
I'll tell them everything about us

I left last night
I reached the shore
Trying to find everything I lost
In a thousand waves
A million waves
Still, somewhere I am sure

That I will see your face
I will see you there

Morning sun
Before you will rise
Before you'll come and shine again on us
Let me find, let me find, let me find

Some comfort in the night
Cause I don't mind what I've lost
I've reached the shore
And nothing ever changed
In a thousand waves
A million waves
Oh still I look for love

And all I see is your face
So I come back home to you

I bleed but I'm choosing you again
I'm done but I'm ready to begin

terça-feira, outubro 04, 2005

signing out...

O messenger! Essa grande invenção que, supostamente, serve para nos aproximar dos amigos (estejam eles distantes ou na localidade vizinha), para falar, brincar, rir, trabalhar… Enfim, uma quantidade imensa de recursos para… nada! Pronto, não é bem para nada, mas é que ultimamente começo a ganhar uma certa repulsa a esta ferramenta, de tal forma que se já lá vou pouco a coisa tende a piorar.

Tudo isto porque nos últimos tempos tenho vindo a confirmar algo que à partida já sabia. As palavras via messenger, mesmo que usadas da melhor forma possível, não conseguem transmitir nem 20% daquilo que queremos dizer. O resultado é o contrário aquele que seria de esperar. A conversa acaba por desembocar numa discussão sobre o “sexo dos anjos”. E o pior é que ninguém tem razão porque se um não quis dizer algo de certa forma, quem está do outro lado também não tem culpa de interpretar livremente o que acabou de ler. E porque discutir em forma de texto é das coisas mais parvas que conheço, além de que é uma falta de respeito e de consideração para as duas pessoas envolvidas, acabo por ficar tão irritado, injustiçado e até mesmo triste que pego no telemóvel na tentativa de explicar que aquela frase não queria dizer isto, mas sim aquilo... Com tudo isto vai-se a espontaneidade que para mim é uma das pequenas formas de humanizar este meio. É que para evitar conversas e frases que possam ser mal interpretadas, acabo por não falar tanto, tendo a resumir a conversa a algo de banal e pouco interessante e já não permaneço tanto tempo ligado como antes. O messenger está a cansar-me e nestes tempos conturbados o que menos preciso é de coisas que me cansem a alma.
Vou encerrar a sessão. Até logo!